:Construção Sustentável:

 

Construção Sustentável: Conceito

Não existe – ainda. A construção que busca ser sustentável usa materiais locais, reciclados e recicláveis. Usa técnicas vernaculares e/ou tecnologias testadas, certificadas. Tira partido do clima e do entorno para reduzir o consumo de energia e de água. Procura não produzir lixo, mas transformar os resíduos em insumos que voltam para a cadeia produtiva. Transforma terrenos degradados em infraestrutura verde. Usa o paisagismo funcional, além do estético. E vale lembrar que mesmo as edificações “zero energia”, que produzem o suficiente para o seu consumo, podem ter causado impactos como na extração de alguns insumos para materiais da construção.

Há nove passos principais para uma construção sustentável, que podem ser listados da seguinte maneira:

(Fonte: Idhea )

1. Planejamento Sustentável da Obra

2. Aproveitamento passivo dos recursos naturais

3. Eficiência energética

4. Gestão e economia da água

5. Gestão dos resíduos na edificação

6. Qualidade do ar e do ambiente interior

7. Conforto termo-acústico

8. Uso racional de materiais

9. Uso de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis

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Parâmetros de Projeto Sustentável

Os passos que conceituam um projeto sustentável podem se desdobrar em parâmetros e ser cada vez mais detalhados conforme a complexidade do projeto e seu entorno.

Os parâmetros a seguir foram desenvolvidos  apartir da estrutura de várias certificações para os Cadernos de Boas Práticas: Eficiência Energética em Edificações Brasileiras, publicação da Eletrobrás, PROCEL e IAB/RJ, dezembro de 2005, cadernos 1 e 2 e para cursos que ministro.

A idéia é trabalhar o estudo preliminar considerando o clima, o entorno e atender ao máximo as recomendações a seguir. Costuma dar bons resultados.

Postado por Lourdes Zunino

Escolha do terreno :

Priorizar terrenos já degradados para recuperação;

Respeitar legislação local quanto a áreas de proteção ambiental;

Implantação visando orientação favorável ao clima local;

Proteção à formação de ilhas de calor;

Uso de vegetação para regular a temperatura do entorno, criação de micro-clima favorável;

Aproveitamento da topografia;

Transporte e acessibilidade de pessoas e insumos

Materiais e Recursos:

Uso de materiais locais, com propriedades térmicas adequadas ao clima;

Dependendo da escala, incentivar sistemas construtivos vernaculares com aporte tecnológico contemporâneo;

Uso de materiais de construção de baixo consumo energético, reutilizados, reciclados ou recicláveis;

Escolha de materiais considerando o conforto térmico, acústico e lumínico;

Considerar manutenção e durabilidade;

Considerar emissões nocivas no ciclo de vida do material;

Projeto com espaços específicos para reciclagem;

Uso de materiais certificados;

Minimizar resíduos da obra e previsão de sua reciclagem e/ou destino.

Tecnologias ativas e passivas:

Prioridade para a performance energética passiva ou com aporte ativo restrito;

Uso de sistemas de ventilação e iluminação natural;

Uso proposital do sombreamento ou insolação de fachadas conforme o clima;

Balanceamento da proporção de aberturas nas fachadas conforme o clima;

Recursos para diminuição da carga térmica e do consumo de energia elétrica para o conforto térmico;

O uso de energias renováveis, co-geração e outras tecnologias;

Uso de lâmpadas e luminárias eficientes;

Uso de controle de presença

Redução e reuso da água:

Captação da água de chuva para irrigação, limpeza, descargas;

Filtragem e reuso de água servidas;

Medição individual (por unidade) do consumo d’água;

Barragens, lagos, sistemas artificiais para armazenamento de águas pluviais;

Cálculos de redução de consumo, energia, impactos

Avaliação financeira:

Avaliações de custos de investimentos e tempo de retorno;

Análise comparativa da eficiência energética predial

Amenidades:

Fatores criativos não necessariamente ligadas à eficiência energética, mas que tragam qualidade ao prédio eficiente;

Funcionalidade;

Estética;

Inovações tecnológicas

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Deu no New York Times: tetos verdes compensam!!

Veja a matéria abaixo:

Green Roofs in Big Cities Bring Relief From Above

By TINA ROSENBERG

 

Fixes

Fixes looks at solutions to social problems and why they work.

 

It’s spring — time to plant your roof. Roofs, like coffee, used to be black tar. Now both have gone gourmet:  for roofs, the choices are white, green, blue and solar-panel black.

A co-op in Manhattan with a roof garden.Chester Higgins Jr./The New York TimesA co-op in Manhattan with a roof garden.

All are green in one sense.  In different ways, each helps to solve serious environmental problems.  One issue is air pollution, which needs no introduction.The second is the urban heat island. Because cities have lots of dark surfaces that absorb heat and relatively little green cover, they tend to be hotter than surrounding areas — the average summer temperature in New York City is more than 7 degrees hotter than in the Westchester suburbs.  This leads to heavy air-conditioning use — not good — and makes city dwellers miserable. For a few people every year, the heat is more than a discomfort — it’s fatal.

The other problem is storm water runoff.  In New York, as in about a fifth of American cities, there is only one sewer system to conduct both rainwater and wastewater. About every other rainfall in New York, sewers flood and back up, discharging their mix of rainwater and wastewater into the city’s waterways. It doesn’t take much to overload New York’s sewers — it can take only 20 minutes of rainfall to start water from toilets flowing into Brooklyn’s waterways.  The water does more than flood streets.  It makes us sick — cases of diarrhea spike when sewers overflow. When sewers back up, polluted water runs into our lakes and oceans, closing beaches.

How can a new roof help?

At 1:45 in the afternoon on August 9, 2001, the temperature in Chicago was in the 90s. Eleven stories up, on the roof of City Hall, the surface temperature of the black tar measured 169 degrees. But Mayor Daley, environmental innovator — yes, that Mayor Daley — had done something interesting. The year before, a section of the City Hall roof had been painted white.  The surface temperature there was between 126 and 130 degrees. And much of the roof of the building, and the adjacent Cook County building, had become a garden — 20,000 plants in 150 varieties, chosen for their abilities to thrive without irrigation and stand up to Chicago’s notorious wind. The surface temperature of the green roof varied between 91 and 119 degrees.

So the difference between a black tar roof and a green roof was at minimum 50 degrees. And the green roof was able to retain 75 percent of a one-inch rainfall.  The two tasks go hand in hand — green roofs cool by capturing moisture and evaporating it.

Painting a roof white in Philadelphia.Matt Rourke/Associated PressPainting a roof white in Philadelphia.

Putting living vegetation on the roof is not a new idea.  For thousands of years people have made sod roofs to protect and insulate their houses, keeping them cooler in summer and warmer in winter.  The modern movement for green roofs began in the last 50 years in Europe.  Germany, where about 10 percent of roofs are green, is the leader; some parts of Germany require green roofs on all new buildings.

Greening a roof is not simple or cheap. Over a black roof — flat is easiest but sloped can work — goes insulation, then a waterproof membrane, then a barrier to keep roots from poking holes in the membrane.  On top of that there is a drainage layer, such as gravel or clay, then a mat to prevent erosion. Next is a lightweight soil (Chicago City Hall uses a blend of mulch, compost and spongy stuff) and finally, plants.

An extensive roof — less than 6 inches of soil planted with hardy cover such as sedum  — can cost $15 per square foot. An intensive roof — essentially a garden, with deeper soil and plants that require watering and weeding — can double that. But because the vegetation is thicker, it will do a better job of cooling a building and collecting rainwater. Plants reduce sewer discharge in two ways. They retain rainfall, and what does run off is delayed until after the waters have peaked.

A study conducted by Columbia University and City University of New York of three test roofs built by Con Edison in Queens found that the green roof — an extensive roof, planted with sedum — cut the rate of heat gained through the roof in summer by 84 percent, and the rate of heat lost through the roof in winter by 34 percent.

Another study (same researchers, same Con Ed test sites) found that green roofs are a very cost-effective way to reduce storm water runoff.  If New York has one billion square feet of possibly greenable roof, planting it all could retain 10 to 15 billion gallons of annual rainfall — which would cut a substantial amount of sewage overflow. “If you add in all the other green infrastructure, such as street trees, permeable pavement and ground collection pits, it might be possible to eliminate the combined sewage overflow without building specialized water detention tanks, which are hugely expensive,” said Stuart Gaffin, a research scientist at Columbia’s Center for Climate Systems Research, who co-authored both studies with colleagues from City College.

Green roofs have other advantages.They scrub the air: one square meter can absorb all the emissions from a car being driven 12,000 miles a year, said Amy Norquist, chief executive of Greensulate, which installs green roofs.And green roofs can provide the plants that animals, birds and bees need where parks are far apart.

White roofs are cheap and don’t require any engineering — just a layer of special paint. New York City is trying to coat a million square feet of roof a year. Building owners can do the work themselves, or they can engage CoolRoofs, a city initiative that promotes white roofs and organizes hundreds of volunteer painters. Since 2010, about 3,000 volunteers have coated 288 buildings.

But less investment buys less return. White roofs don’t catch rainwater, help biodiversity or clean the air. Gaffin’s group found that the white portion of the Con Ed roof averaged 43 degrees cooler than black at noon on summer days. That’s something, but it’s a smaller cooling effect than green roofs offer. Green roofs improve each year as vegetation becomes denser and taller.But after a few months, a white roof tends to look like city snow — covered with soot. As a white roof dirties, it loses a lot of its cooling ability.

The newest roof variation is a blue roof.It’s a roof covered by a waterproof membrane and gravel, with controlled-flow drains, and costs about $5 a square foot. Blue roofs don’t cool anything — they help only with storm water control by releasing water more gradually.  Despite the price, a blue roof is a hard sell — not everyone is comfortable with the idea of a pond on the roof.

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Read previous contributions to this series.

The fourth roof option doesn’t save energy — it creates it. New Jersey has installed 500 megawatts of solar power — enough to run half a million homes. California has installed double that. New York City?  So far, just 6.5 megawatts.

How have New Jersey and California done it?  Private vendors install and maintain the solar panels, and are paid in future energy savings. Scott Stringer, the Manhattan borough president, argues that New York should use this system to put solar panels on the roof of every public school.  Stringer’s report says putting solar roofs on all available public schools would eliminate as much carbon emissions as planting 400,000 trees — eight times the number in Manhattan now.

Public schools have become a testing ground for the new roofs. At the Robert Simon complex in the East Village, which houses three schools (my children attend two of those schools), work is beginning this summer on a farm. A committee at the Earth School was looking for green ideas that would go beyond recycling and create a curriculum.  Abbe Futterman, the science teacher, was already growing vegetables and fruit in sawed-off pickle barrels right outside her classroom window, using the garden to teach plant science and nutrition. The kids tend it, and use the produce to cook food from around the world.

The Fifth Street Farm will be a much larger vegetable and fruit garden in planters raised above the roof on steel girders — not a classic green roof.The money has come from various government offices — those of Stringer, State Senator Daniel Squadron and City Council member Rosie Mendez.  Douglas Fountain, the architect who is implementing construction (and a parent of a Tompkins Square Middle School student) said that it was designed to be easily replicable by other schools.

Is a green roof a good investment for a building owner? Perhaps, but the biggest reason might not be reduced energy costs — lots of factors affect a building’s energy use.  More savings come from the fact that temperature swings make a black tar roof expand and contract. The smaller the spread, the longer the roof life.Roanoke, Va., for example, just installed a green roof on its municipal building, at a cost of $123,000, adding anywhere from 20 to 60 years to the life of the current roof membrane. “I personally believe a green roof is the last roof you’ll have to put on,” said Gaffin.

But any changes to a black tar roof are undoubtedly good investments for cities — indeed, interest in green roofs is soaring largely because of the sewage problem and the costs of trying to solve it the old way.  New York City decided it was more cost effective to build green infrastructure, including green roofs, than to construct more sewer pipes or storage tanks, and it is spending $1.5 billion over the next 20 years on green projects that will reduce rainfall runoff.   The goal is to cut sewer outflows by 40 percent by 2030.

“The good news is that this is a ‘no harm’ intervention,” said Carter Strickland, the commissioner of the Department of Environmental Protection.  “People want it; there’s a lot of other benefits.  If at the end of the day it doesn’t do the full job, whatever you have to build on top will be much smaller and less expensive.”

To encourage building owners to install green roofs, New York City has a pilot program that will end next year offering a $4.50-per-square-foot tax abatement for green roofs that cover more than half a rooftop.  (There are also tax abatements for solar-panel roofs.)

Amy Norquist of Greensulate said this was less attractive than it sounded.“What you have to do to get that is quite onerous,” she said. “You need permits, filing fees, people have to sign off — it ends up being a lot of money.”

Strickland said that permits were required for a good reason.  “It requires you to do a structural analysis of the roof,” he said.  “You’re going to need that permit whether you build it with a tax abatement or alone.”

New York City was not one of the first American cities to promote green roofs. “But the city is doing quite well,” said Gaffin.  “The green infrastructure plan is very ambitious.”  The problem is that the little-by-little approach won’t produce real environmental benefits until they reach a critical mass, and that could take a long time.  “We get biodiversity benefits from small scale greening, and individual building owners will get an energy benefit,” said Gaffin. “ But to make a difference to the city’s climate or hydrology we’d have to get up to 30, 40 or 50 percent coverage. What we have now is a drop in the bucket.”Join Fixes on Facebook and follow updates on twitter.com/nytimesfixes.


Tina Rosenberg

Tina Rosenberg won a Pulitzer Prize for her book “The Haunted Land: Facing Europe’s Ghosts After Communism.” She is a former editorial writer for The Times and now a contributing writer for the paper’s Sunday magazine. Her new book is “Join the Club: How Peer Pressure Can Transform the World.”

postado em 23.05.2012

Fonte: http://opinionator.blogs.nytimes.com/2012/05/23/in-urban-jungles-green-roofs-bring-relief-from-above/

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Construções sustentáveis geram sua própria energia. Estamos mais perto.

Já acontece em algumas cidades da Europa.

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou 
hoje (17/04) regras destinadas a reduzir barreiras para instalação de 
geração distribuída de pequeno porte, que incluem a microgeração, com 
até 100 KW de potência, e a minigeração, de 100 KW a 1 MW. A norma cria 
o Sistema de Compensação de Energia, que permite ao consumidor instalar 
pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a 
distribuidora local. A regra é válida para geradores que utilizem fontes 
incentivadas de energia (hídrica, solar, biomassa, eólica e cogeração 
qualificada).
http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/noticias/Output_Noticias.cfm?Identidade=5457&id_area=90

Em vez de fabricar carros…fabricar painéis solares e carros elétricos movidos a energia solar (ver post mais abaixo).

Um dia teremos nossas crianças indo a escola de VLT movido a energia solar.

Pode ser que nem demore muito…Quando eu era criança (estou indo para os sessenta) ia para escola de bonde aqui no Rio. Quando tinha 20 conheci uma senhora que quando jovem, ia buscar leite a cavalo em Paris. Um século passa rapidinho :)

Lourdes Zunino

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Bosque Vertical que corresponde a uma área plantada de 10.000 m², projetado pelo arquiteto italiano Stefano Boeri. Esse é um tremendo exemplo de arquitetura para o século XXI.

World’s First Vertical Forest Under Construction in Milan

Image

In Milan, a forest will soon be planted in the sky. Building works for a pair of skyscrapers that will become home to the world’s first vertical forest is underway. The brainchild of architect Stefano Boeri, the €65 million ‘Bosco Verticale’ is already under construction. When complete, the skyscrapers will contain luxury apartments, each one equipped with a copious balcony specially designed to hold around 900 small trees and other plants. If planted on the ground the total vegetation would cover an area of 10,000 square metres.

As well as providing green outdoors space for residents, and providing the city with some much needed green views, the project should have a range of other benefits, including:

  • filtering pollution
  • absorbing CO2 and dust particles
  • reducing noise pollution to the building
  • improving the microclimate
  • saving energy by sheltering the building from solar radiation in summer
  • reducing rainwater run-off so curbing flooding.

And all this, claims Boeri, for a premium of just 5% on the cost of normal high rises.

On the surface, it is a simple idea – with growing populations requiring land use for lodgings, why not plant our greenery upwards, rather than outwards? It is certainly becoming increasingly popular, with schemes in Chicago and Suwon, South Korea [see 'Fish and veg take to the skies'].

Alexander Felson, Director of the Urban Ecology and Design Laboratory at Yale University, agrees that “there will potentially be microclimate and air particulate removal benefits”, but warns that the “overall energy required to construct a building that would support both trees and the wet weight of soil” places some serious question marks over its overall sustainability. He favours a more modest approach focusing on green roofs.

This article originally appeared in Green Futures, the magazine of independent sustainability experts Forum for the FutureImages courtesy of Daniel Iodice

By Catherine de Lange at Green Futures

Fonte original: http://migre.me/8q3Ts

postado em 25.03.2012

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Infraestrutura Solar

Li há pouco no jornal eletrônico Procel Info sobre smart grids e projeções de cidades no futuro cobertas com painéis solares. Os carros serão abastecidos em casa. Gosto muito da idéia de cidades no futuro com infraestrutura solar e lembrei da proposta que fiz no inicio deste ano para o Centro de Visitantes em Brasília com os carrinhos elétricos movidos a energia solar para conduzir os visitantes pelo Parque. Uma idéia simples já utilizada fora do país. Quando fui contratada por seleção de currículos para fazer propostas de construções mais sustentáveis para o Parna, a colega arquiteta gestora do projeto contou que conheceu um professor na Universidade Federal de Florianópolis que poderia executar os carrinhos movidos a sol aqui no Brasil. Vejam como ficou simpática a proposta.

Mas a moça, certamente submetida a estresses diversos, surtou e não aprovou meu trabalho mesmo antes que tenha enviado as propostas finais. Eu não recebi pelo projeto. Perdemos uma oportunidade de executar mais modelos de boas práticas. Fiquei muito triste!

De qualquer forma em breve, projetos com este tipo de conceito vão acontecer e se multiplicar. São muitas pessoas colocando sua própria energia boa no assunto e isso é muito bom!

Segue o trecho que destaquei da Revista GDT edição 43 pg 12, que me fez lembrar do projeto…

Fonte Procel Info de hoje 2011-11-30

Na mesma “newsletter” Procel Info de hoje, outra notícia relata que os alemães já estão fazendo a casa auto suficiente graças a geração de energia distribuída por vários locais. Eles já fabricam painéis e fornecem energia para rede a mais de 20 anos. Recorto e colo o seguinte trecho:

“A grande novidade da casa do futuro é a sua ligação com a rede de energia elétrica. “A energia excedente vai direto para rede de energia elétrica. Como a energia produzida é solar, haverá meses de superprodução e o excesso será como um bônus de energia, que pode ser usado sempre que a produção não for suficiente”, explicou Bergmann.

Outra novidade é o sistema de abastecimento dos carros. “Os carros elétricos poderão ser abastecidos da forma convencional, isto é, ligando eles na tomada, ou através do sistema de abastecimento indutivo, que será testado na casa. Através do sistema indutivo, eles serão recarregados enquanto estiverem estacionados numa plataforma”, explicou Weber. A casa deve consumir 70% da energia que produzirá.”

Fonte Procel Info: http://www.procelinfo.com.br/

Lourdes Zunino

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Projeto que considera a paisagem e o clima de onde está situado.

Federal Office Building / Krueck+Sexton Architects

17 Nov 2011
 
 

Krueck + Sexton Architects have been selected by the GSA Design Excellence Program for the firm’s design of the Federal Office Building in Miramar, just outside of Miami.  The 375,000 square foot building is designed with three goals in mind: reduce energy, resources and consumption, incorporate high performance buildings materials and systems and harvest renewable energy sources available on the site.  Currently out to bid, the project is scheduled for completion in mid-2014.

Read on for more after the break.

The Federal Office Building is designed as two 60′ narrow bars running East to West along the site.  The strategy is to reduce heat gain by orienting the side with the least surface area toward the rising and setting sun.  The bars are six and seven stories and are connected at their midpoints, creating two enclosed exterior courtyards.  The architects have also provided outdoor areas that are comfortably shaded in areas adjacent to the site, such as near the parking garage and service annex.

A curtain-wall system with high performance glass maximizes daylight access while reducing heat gain.  This, in addition to perforated sun screens, provide the building and its inhabitants with shade and daylight when desired.  The building will reduce water use by 95% by using several systems such as rainwater capture, well water, and municipal reclaimed water. Photovoltaics on the roof of the Annex and parking garage will accumulate solar energy.

As part of the building initiatives for sustainable design, the wetlands adjacent to the site will be restored.  These make up the majority of the site and is an effort by the architects to bring back the natural state of the site while also invigorating the native ecosystem and local community through a physical connection of nature.

The design team consists of Atelier ten (environmental), WSP Flack + Kurtz (MEP), Curtis + Rogers (landscape), Miller Legg (civil), Thornton Tomasetti(structural) and Shepphird Associates (envelope engineers).

via Krueck+Sexton Architects

Citar:
Vinnitskaya , Irina . “Federal Office Building / Krueck+Sexton Architects” 17 Nov 2011. ArchDaily. Accessed 18 Nov 2011. http://www.archdaily.com/185010

postado em 18.11.2011

por Cecilia Herzog

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Estudo inédito da Unicamp recomenda o banimento do amianto no Brasil

Trata-se do primeiro trabalho realizado por uma universidade brasileira que avalia o impacto econômico da proibição do uso do amianto na construção civil do país.

Estudo inédito realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sobre o banimento do amianto na construção civil brasileira e seu impacto econômico, mostra que o país está preparado para substituir esse mineral, banido em quase 60 países e considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde, que sugere o uso de materiais alternativos. Intitulado “Avaliação do Impacto Econômico da Proibição do Uso do Amianto na Construção Civil no Brasil”, o trabalho é o primeiro realizado por uma universidade brasileira e tem como objetivo apresentar aspectos técnicos e comerciais sobre o impacto do amianto, desde sua extração, passando pela cadeia de transformação, comércio e transporte.

Realizado pelos professores Ana Lucia Gonçalves Silva e Carlos Raul Etulain, e com convênio de cooperação técnica da Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Fibrocimento (Abifibro), o trabalho da Unicamp reconhece que o amianto de qualquer espécie é cancerígeno. O estudo aborda a história do amianto no Brasil e retrata o panorama econômico em torno do mineral – produção nacional (Brasil está entre os maiores do mundo), consumo aparente, comércio exterior, indústrias que utilizam o mineral, entre outras informações.

O estudo também fala sobre a lei federal brasileira que dita o uso controlado do amianto e dos estados e municípios que atuam com legislação própria de banimento do mineral. Também reconhece que o Brasil já conta com tecnologia e insumos eficientes e recomendados para a substituição do amianto em suas aplicações como no fibrocimento. Diante deste cenário, a Unicamp atesta que o Brasil deve fazer parte, como um país em busca do desenvolvimento sustentável, da lista de países que baniram o amianto de suas atividades produtivas.

Outros países da América Latina baniram o uso do amianto no início do nosso século, como foi o caso do Chile e da Argentina em 2001, do Uruguai em 2002 e  de Honduras em 2004. O Brasil pode ser o primeiro país do BRIC a posicionar-se contra o material.

A Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Fibrocimento (Abifibro), que acompanhou e contribuiu com informações para a realização desse estudo, trabalha para que o Brasil cumpra seu compromisso do banimento do uso dessa fibra, conforme disposto na convenção 162 da Organização Internacional do trabalho (OIT), da qual o é signatário. “Cada vez mais o mundo pede por atitudes sustentáveis, tanto do poder público, quanto do privado e o Brasil, que tem ganhado cada dia mais projeção internacional, seja por sua atuação econômica, seja em função de inovação e tecnologia, não pode ficar fora disso”, afirma o presidente da Abifibro, João Carlos Duarte Paes.

Informações adicionais para a imprensa

Contatar Roberta Provatti ou Marcio Freitas

Yellow Comunicação

(11) 3061 4074 ramal 3

Leitura completa: Estudo Unicamp – Impacto Economico da Proibicão do Amianto

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Tetos frios (pintados de branco)

Tetos frios (cool roofs) se tornam oficiais nas recomendações oara a redução do consumo de energia e redução de emissão de gases de efeito estufa, nos EUA. Leia o artigo abaixo:

Cool Roof Resources for Federal Agencies

postado por: Cecilia Herzog em 05.10.2010

Photo of a white industrial building with a white roof featuring photovoltaic panels on top. The building stands on a verdant lot of land with a parking lot to the right.Photovoltaics sit on the “cool roof” of the Environmental Protection Agency’s Research Triangle Park facility.

U.S. Department of Energy (DOE) Secretary Steven Chu announced a series of initiatives in July 2010 to more broadly implement cool roof technologies on DOE facilities and across the Federal Government. As part of that effort, Secretary Chu directed all DOE offices to install cool roofs, whenever cost effective over the lifetime of the roof, when constructing new or replacing old roofs.

Guidelines for Selecting Cool Roofs are available (PDF 909 KB). Download Acrobat Reader.

Many types of sustainable roofs exist, including white roofs, green roofs, and roofs with solar photovoltaic (PV) panels and/or solar hot water systems. Cool roofs strongly reflect sunlight (have high “solar reflectance”) and efficiently emit thermal radiation (have high “thermal emittance”). By cooling the roof and reducing heat transfer into the building, cool roofs reduce the cooling load of the facility’s heating, ventilation, and air conditioning (HVAC) system thereby saving energy and money while minimizing greenhouse gas emissions.

While cool roofs often reduce cooling loads caused by solar gains on the building roof, it is important to conduct modeling to ensure optimum results. Cool roofs may increase energy consumption in high-altitude or northern-latitude areas. FEMP recommends Federal agencies conduct site-specific modeling during the cool roof assessment phase.

FEMP assembled this list of cool roof resources to help Federal energy managers learn more about cool roof technologies and how they can be deployed.

fonte: http://www1.eere.energy.gov/femp/features/cool_roof_resources.html

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Especialistas elegem cinco construções verdes dos últimos 30 anos

Publicado por Daniela Kussama

Estados Unidos – Para edição do mês de agosto de 2010, a revista Americana Vanity Fair perguntou a 90 especialistas quais seriam as “maiores obras arquitetônicas dos últimos 30 anos”. Com 28 votos, o Museu Guggenheim Bilbao, de Frank Gehry, foi o grande vencedor, seguido pelo Menil Collection, de Renzo Piano. A lista contou ainda com outras XIX construções tidas como as mais importantes ou memoráveis da arquitetura moderna.

Para o arquiteto e colunista da Architect Magazine, Lance Hosey, a única falha da seleção foi excluir as construções sustentáveis das candidatas. “Até as obras selecionadas de Piano e Norman Foster, arquitetos reconhecidos pela alta performance ambiental, são velhas e das menos ambiciosas. Pelo que eu vi, a sustentabilidade não tem sido o foco da elite da arquitetura”, opina.

Para Hosey, embora as construções verdes tenham-se popularizado com mais intensidade nas últimas três décadas, o fosso entre os padrões de excelência em design e desempenho ambiental pode ser cada vez maior. Pensando nisso, ele decidiu criar sua própria lista das “cinco construções verdes mais importantes desde 1980″.

Para isso, o arquiteto perguntou a 150 especialistas dos Estados Unidos, Europa e Ásia quais seriam os melhores representantes da área.

Os selecionados foram:

Fonte: Procel Info

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Vitrine virtual mostra opções para construção sustentável

Publicado por Daniela Kussama

Portal expõe mais de 300 produtos de menor impacto ambiental, entre móveis, decoração e soluções de hidráulica, cobertura, iluminação e saneamento; fabricantes podem aderir

Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu

Engenheiros, arquitetos e quem está construindo, vai construir ou até mesmo fazer uma reforma, já contam com uma nova ferramenta para tornar seus projetos mais sustentáveis: o portal “Construção Eficiente”. Lançado na sexta-feira (18/6), o site é uma espécie de vitrine virtual, em que fabricantes e fornecedores da indústria da construção civil expõem produtos inovadores sob o ponto de vista de preservação ambiental.

O portal já conta com mais de 300 itens de 90 fabricantes, todos já disponíveis no mercado. Sistemas hidráulicos que permitem o reaproveitamento de água, aquecedores solares para residências, composteiras domésticas e tijolos construídos a partir de resíduos estão entre os produtos listados.

“O portal se destina principalmente a engenheiros e arquitetos porque são eles que tomam as decisões quanto aos produtos a serem usados em uma construção”, diz Karina de Souza, sócia da Rudra Tecnologias Sustentáveis, empresa que desenvolveu o portal. “Mas também há pessoas que estão construindo e têm interesse em fazê-lo de forma ecoeficiente. O ‘Construção Eficiente’ é uma ferramenta que atende a todos eles.”

Empresas fabricantes interessadas em anunciar seus produtos devem fazer um cadastro e pagar o valor referente ao plano escolhido. Já para os compradores, o site permite selecionar diversas opções de produtos, solicitar e comparar orçamentos gratuitamente.

Segundo Karina, o fato de a indústria de construção civil ser uma das que mais causam prejuízos ambientais tem incentivado o surgimento de várias empresas inovadoras que buscam soluções mais ecológicas para o setor. “Entretanto, ainda faltam comunicação e comercialização eficientes entre quem fabrica e quem consome esses produtos. O portal surge para facilitar essa comunicação.”

Para Fábio Yukio Pecora, arquiteto da Prime Arquitetura, uma empresa que oferece soluções arquitetônicas para escritórios e residências, a preferência por esse tipo de material é uma tendência irreversível e que futuramente vai predominar no mercado. “Isso hoje não acontece porque os preços ainda não são competitivos, mas essas iniciativas trazem um volume de mercado maior para esses produtos, tornando-os mais populares.”

“Toda iniciativa que buscar soluções mais sustentáveis para qualquer que seja o setor de atividade é bem vinda. Entretanto, qualquer processo de consumo tem impactos sobre o meio ambiente e sobre a sociedade. Mas é possível buscar e fazer com que esse impacto seja o mínimo possível, seja qual for o setor de atividade”, comenta Ricardo Oliani, coordenador de Mobilização Comunitária do Instituto Akatu.

Fonte: Instituto AKatu

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Caixa financiará 100% quem investir em construções sustentáveis

Postado por Daniela Kussama

Reportagem Carolina Cascão

A Caixa Econômica Federal (CEF) lançou, nesta segunda-feira, 07/06, em Brasília, uma linha de crédito a empresários para a compra de equipamentos e máquinas sustentáveis que não poluam o ambiente, racionalizem os bens de consumo e economizem energia. O banco concederá 100% de financiamento, com juros (máximo) de 1,92% ao ano. O empresário terá até 150 meses para pagar, com mais seis meses de carência. A iniciativa foi tomada no Dia Mundial do Meio Ambiente. Jean Benevides, Gerente Nacional de Meio Ambiente, da CEF, explicou que o beneficiado, neste caso, é o empresário que terá condições de investir e ao mesmo tempo atender os requisitos básicos para a obtenção de licenciamento ambiental.

Em apenas 15 dias, o empresário pode obter a linha de crédito. “As instituições financeiras estão sendo chamadas à contribuir para a sustentabilidade, por meio de atividades fins. A Caixa escolheu a linha de crédito, somada a outras ações como o financiamento para melhorias em infraestrutura urbana”, explicou Jean. A substituição de máquinas e equipamentos antigos por outros mais modernos é a medida encontrada para que o consumo de energia seja menor e sejam aproveitadas as energias renováveis. Esta linha de crédito é um dos produtos inseridos na linha de crédito de Bens de Consumo Duráveis (BCD-PJ).

Na ocasião, a Caixa lançou o Guia de Sustentabilidade Ambiental do Selo Casa Azul. Segundo o Vice-Presidente da VIGOV (Vice-Presidência do Governo) na Caixa, Jorge Hereda, a ideia é estimular as pessoas a comprarem imóveis que tenham o selo Azul da Caixa. “O selo é um reconhecimento de que o empreendimento foi realizado com sustentabilidade e está sendo aprovado pela Caixa”, explicou. O guia, que foi criado para empreendimentos habitacionais, será útil para estudantes, profissionais e empresas da área de construção que buscam o desenvolvimento sustentável. “Com o selo, esperamos incentivar o uso racional de recursos naturais na construção, reduzir o custo de manutenção dos edifícios e, consequentemente, na despensa mensal do morador”, explicou Benevides.

Como medidas aliadas ao selo na indução do setor de construção civil com sustentabilidade estão o uso de madeira com origem legal, o incentivo financeiro para sistemas de aquecimento solar de água e a medição individual de água e gás nos edifícios

Fonte: Brasilia Confidencial

Saiba mais sobre: Selo Casa Azul da CAIXA certifica empreendimentos sustentáveis

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Nova norma da ABNT garante desempenho mínimo de edifícios

Postado por Daniela Kussama

Em vigor desde o último dia 12 de maio, nova norma padroniza metodologia de avaliação do desempenho mínimo dos edifícios; medida pode viabilizar sustentabilidade das obras

Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu

Para quem vai construir, reformar ou comprar um imóvel, muita atenção para este código: NBR 15.575. É a nova norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que regula desde o último dia 12 de maio, parâmetros mínimos de desempenho das edificações.

Na prática, se a construtora ou o corretor prometer ao consumidor ruído mínimo entre os andares, durabilidade das paredes, segurança na estrutura do prédio e contra incêndio, longa vida útil de banheiros e encanamentos, vai ter que cumprir.

A NBR 15.575 é a primeira norma do Brasil que estabelece parâmetros técnicos de avaliação do desempenho mínimo das edificações e a define uma vida útil mínima obrigatória para alguns itens da construção.

Pela nova norma, os pisos têm de durar pelo menos 13 anos; a estrutura, 40 anos; a cobertura e as instalações hidrossanitárias, 20 anos.  Além disso, a nova regulamentação determina a ampliação da manutenabilidade da construção, ou seja, a possibilidade de fazer manutenção em todos os setores da edificação.

“Os projetos e sistemas construtivos passam a ser concebidos em função de uma vida útil e os elementos e componentes especificados devem ter durabilidade compatível”, afirma o engenheiro Carlos Borges, vice-presidente do Sindicato de Habitação e coordenador da Comissão de Estudo da ABNT, grupo responsável pela elaboração das normas. “A partir de agora, quem afirmar que uma edificação tem desempenho superior terá de provar”, avisa.

Feitos para durar

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Fonte: ABNT

Força de lei
Normas não são leis o que não lhes confere caráter punitivo em caso de descumprimento. “Mesmo assim, elas têm força de lei, por advento do Código de Defesa do Consumidor e de leis específicas que obrigam o exercício da profissão de engenharia e a construção de obras seguindo as normas reguladoras vigentes”, alerta Borges. “As empresas que não cumprirem a norma estarão sujeitas a processos judiciais por parte de consumidores insatisfeitos, pois, a partir de agora será muito mais fácil aferir se o desempenho mínimo obrigatório foi ou não atingido.”

A norma ajudará a diminuir a subjetividade da avaliação da qualidade das construções e a balizar o judiciário nas demandas entre consumidores e construtores. Ela será um instrumento a mais para dar amparo e proteção ao consumidor, “embora ele tenha dificuldade de avaliar o desempenho de um imóvel no momento em que o recebe”, explica Borges.

Demanda do setor e combate ao desperdício
Segundo especialistas e profissionais do setor, a regulamentação é, na verdade, uma resposta à crescente necessidade dos construtores e empresas fabricantes de materiais e sistemas, que demandavam por uma homologação das novas tecnologias de construção.

“Nosso princípio era fazer uma norma que homologasse habitações populares de até cinco pavimentos e que têm sistemas inovadores; mas, durante a elaboração da norma, percebeu-se que serviria também para avaliar o desempenho dos sistemas construtivos tradicionais e, no final, a norma definiu um nível mínimo de desempenho que vale para qualquer sistema construtivo”, explica Borges.

“Havia no mercado falta de uma metodologia para avaliação de sistemas construtivos inovadores, e o mercado foi impulsionado nos últimos meses por programas de habitação social como ‘Minha Casa, Minha Vida’, do governo federal, que prevê a construção de 1 milhão de moradias populares”, reforça a arquiteta Marcia Mikai, da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea) e sócia-diretora do Pentagrama Projetos em Sustentabilidade.

A arquiteta acrescenta que a norma é uma importante contribuição para um país com histórico de desperdício causado por projetos que descumpriram parâmetros básicos de qualidade e desempenho. “Várias demolições e obras inacabadas causaram desperdícios enormes. A nova norma vai garantir que o mercado se paute por requisitos como durabilidade e claras possibilidades de manutenção”, explica. “Por outro lado, haverá também uma demanda maior pelas tecnologias novas e mais limpas no setor, uma contribuição para a preservação ambiental” completa.

“É claro que esses resultados demoram a se tornar visíveis ao cidadão comum, mas estamos diante de um cenário em que uma regulamentação vai impulsionar a sustentabilidade em um setor que é um dos carros-chefe da economia brasileira. O consumo desses novos sistemas e materiais de construção ajuda essa indústria a se tornar mais sustentável, e o maior beneficiário é o meio ambiente”, explica Ricardo Oliani, coordenador de Mobilização Comunitária do Instituto Akatu.

Custo benefício
É comum a idéia de que o cumprimento de normas e da lei adicionados à contratação de mão-de-obra qualificada confere preços mais altos às obras quando comparadas às que não seguem a regulamentação. Entretanto, os especialistas desmentem facilmente esse mito.
“Se fizermos a análise detalhada do preço inicial, mais os custos de operação e manutenção, veremos que a tendência é que ocorra uma equiparação de custos”, ressalta Ércio Thomaz, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. “E ainda tem a vantagem da comodidade, tranquilidade e do conforto durante as reformas”, acrescenta Marcia Mikai.

Principais requisitos que os consumidores devem exigir

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Fonte: ABNT

“É ai que reside o papel do consumidor consciente, ele tem que brigar e exigir seus direitos. Essa postura torna as empresas mais comprometidas com as suas ações do ponto de vista de responsabilidade social, empresarial e ambiental”, explica Oliani.

Fonte: Instituto Akatu

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A casa de praia dos eco-sonhos

Postado por Daniela Kussama

Conceito Next é o projeto de um novo condomínio na praia de Florianópolis que será o primeiro a incorporar turbinas de energia eólica para uso residencial. Além de utilizar energia limpa, o projeto, localizado na região de Novo Campeche, terá também tecnologias para economizar água, entre outras.

São duas grandes turbinas eólicas que junto de placas solares serão responsáveis por toda a energia utilizada para aquecer a água que abastecerá os 24 apartamentos. Nenhum combustível fóssil será utilizado para este propósito.

O condomínio ainda terá um coletor de água de chuva, um sistema de esgoto que reutiliza a água, podendo chegar a uma redução de até 50% do consumo regular de água e também irá respeitar algumas outras práticas verdes como por exemplo o uso de madeira certificada.

Adicionalmente, de acordo com os responsáveis, toda a emissão de CO2 do edifício será compensada com o plantio de árvores.

Conceito Next é um grande passo na direção certa, porém apresenta ainda umas pequenas falhas ao se abordar a sustentabilidade. Além de utilizar energia renovável apenas para aquecimento de água, ele é basicamente mais um projeto isolado ( 16 km do centro, 10km de universidades, por exemplo) falhando então em um dos conceitos mais básicos e mais importantes de sustentabilidade: ficar próximo a tudo o que você precisa para evitar ao máximo deslocamentos desnecessários de automóvel.

Mas como uma casa de veraneio, porém, a situação é um pouco diferente (e mais verde) já que há várias atrações como bares, restaurantes e lojas nas proximidades, pois o Novo Campeche é um bairro planejado.

Estima-se que o condomínio ficará pronto no final de 2012.

Fonte: Blog AmbienteBrasil

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Conheça a “Casa Sustentável”

Postado por Daniela Kussama

Por Henrique Andrade Camargo, do Mercado Ético

Desenvolvido com o objetivo de despertar a consciência do público em relação a questões ambientais, o projeto da Casa Sustentável é uma das principais atrações da FIEMA 2010 (Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambinte), que foi aberta ao público nesta quarta-feira (28/4) na cidade de Bento Gionçalves, no Rio Grande do Sul. O evento vai até sexta-feira (30/4).

A criação das arquitetas Gabriela Pizzetti e Cristiane Sofia Kaiser levou em conta tecnologias e matérias-primas que visam a minimização dos impactos ambientais associados à construção civil. Entre outras coisas, a Casa Sustentável conta com madeira de reflorestamento no isolamento térmico, janelas com vidros duplos, que possibilitam a iluminação natural e o equilíbrio da temperatura do ambiente interno, mostra os benefícios do telhado verde e da integração da construção com a natureza.

Assista ao vídeo, onde Gabriela apresenta sua Casa Sustentável:

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Exposição Casa Alemã: A Casa Ecoeficiente

Postado por Gisela Santana

O Ministério Federal da Economia e Tecnologia, juntamente com o Ministério dos Transportes, Obras e Desenvolvimento Urbano da Alemanha e a Câmara Brasil-Alemanha, anunciam a chegada ao Brasil da exposição “Casa Alemã – a Casa Ecoeficiente”, de 13 a 29 de abril de 2010, no Parque Ibirapuera.

Veja a programação : aqui

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Conferência em Curitiba mostra práticas inovadoras para desenvolvimento das cidades

Postado por Gisela Santana

Se foi o maior evento do genero, isso não é importante, o bacana é que a partir dele, ficaram sites para consulta de administradores e todos nós!

Especialistas de vários países – 105 conferencistas – se reuniram em Curitiba (PR) nos últimos quatro dias, na Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (Cici2010) para  mostrar aos administradores, gestores de cidades e planejadores urbanos que a cidade do terceiro milênio não é mais a que todos estavam acostumados, não é mais uma rua ou os prédios. A cidade é formada por todos os dados nelas articulados, a soma de toda a  informação. As cidades atualmente são redes. Mostram que quando alguém vai para uma cidade é porque tem contatos, vai ao encontro de pessoas.

O encontro, que teve a participação de 3,5 mil pessoas, segundo os organizadores, foi considerado por especialistas e pela mídia como o maior debate mundial sobre planejamento urbano e desenvolvimento.

O articulador do Comitê Científico da Cici2010, Augusto de Franco, disse à Agência Brasil que foi um evento diferente de todos já realizados sobre cidades. “Dinâmico e com todos os participantes interagindo, o que tornou mais interessante os debates. Na plateia, laptop ou celular na mão, todos davam sua opinião por meio do Twitter, que aparecia em telões instalados nos locais das palestras, gravavam e transmitiam palestras ou publicavam em seus blogs”.
Segundo o articulador Augusto de Franco, foram eles os responsáveis por mostrar aos administradores que o mundo mudou, tem coisas novas acontecendo. O que cada um deles pensa, sugere, o que disseram e suas propostas podem ser acessados no site http://www.cici2010.org.br/.

A conferência terminou no sábado (13) à noite, mas seu objetivo permanecerá num ambiente virtual, que pretende unir pessoas de todo o mundo envolvidas com inovações em áreas urbanas, possibilitando a troca de experiências e soluções entre as cidades. “Essa não vai ser uma rede de governos, mas uma rede de pessoas”, explica Augusto de Franco. Ele disse que a rede está aberta para que prefeitos e governantes participem, mas não como governos e sim como pessoas interessadas em inovação nas cidades.

O site http://redeci.ning.com/  não diz como as cidades devem ser administradas, mas como podem ser adotadas práticas inovadoras para o desenvolvimento das áreas urbanas. (Fonte: Agência Brasil)

Leia mais: Ambiente Brasil

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Telha à base de PET

Postado por Daniela Kussama
Por Felipe Lobo, Formado em comunicação pela PUC-Rio, não pensava em seguir carreira como jornalista ambiental até a metade da faculdade, quando ouviu falar em O Eco pela primeira vez. Depois, gostou tanto que decidiu criar também o seu próprio veículo na web, o Oikos Já!.
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As famigeradas garrafas PET costumam permanecer centenas de anos na natureza após o descarte. Isso significa, entre muitos outros impactos ambientais, a redução na vida útil de aterros sanitários e a contaminação de lençóis freáticos, rios e redes de esgoto. O que pouca gente sabe é que há soluções para reintegrar a matéria-prima à linha de produção, algo capaz de reduzir o desmatamento e a emissão de gases do efeito estufa. Uma delas foi desenvolvida há menos de dois anos pela Telhas Leve, empresa com sede em Manaus (AM) e responsável por uma rede de revendedores em todo o país. São telhados feitos a partir das garrafas de água mineral e refrigerante.
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A firma, criada em 1997 por Luiz Antônio Pereira Formariz e alguns sócios, começou a fabricar telhas em polipropileno. Mas, tempos depois, decidiu optar pelo material de plástico abundante no lixo doméstico e rico em qualidades. “O PET é a resina com maior durabilidade, tem uma vida útil muito longa. Além disso, trata-se de produto nobre. Como consumimos o líquido que vem em seu interior, nunca passou pelo processo de reciclagem. É virgem”, explica.
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O processo para desenvolver a tecnologia capaz de transformar garrafas de plástico em telhas seguras não foi simples, mas teve o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A Telhas Leve se inscreveu, em 2009, no edital do Programa de Apoio à Pesquisa em Micro e Pequenas Empresas, iniciativa pública que conta com investimentos totais na casa de 6 milhões de reais para o Amazonas. O resultado não poderia ser melhor: cerca de 150 mil reais de incentivo do governo no caixa da firma para estudos e testes.
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“ Acho a ideia da Telhas Leve muito interessante, porque trata-se de uma matéria-prima que se joga no lixo e, por exemplo, atravanca os igarapés de Manaus. Além disso, o baixo custo na sua aquisição tem reflexo no produto final. O retorno que temos é social, lá na frente”, garante Odenildo Sena, diretor presidente da Fapeam.
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Atualmente, a empresa tem 28 funcionários fixos e capacidade para reciclar 24 toneladas de garrafas PET por dia. A oferta não é totalmente satisfeita porque só é possível conseguir por mês, em média, 80 toneladas do material em Manaus. O ciclo não é muito complicado: Luiz Antônio recebe o plástico na sede da Telhas Leve de, mais ou menos, cem cooperativas, muitas vezes prensado e sujo. Paga-se 800 reais por tonelada. Em seguida, o material é lavado duas vezes e transformado em espécies de flakes dentro de um moinho (pequenos pedaços que, unidos, formarão a telha). Nenhum processo é manual, a não ser a separação inicial do que chega à fábrica. Ao todo, cerca de 400 pessoas participam do trabalho, desde a coleta até a confecção final. “Depois, são mais dois processos de lavagem, um de separação dos rótulos, tampas e outras impurezas, nova lavagem e secagem. Neste ponto podemos armazenar e transformar em telha. Ao todo, temos potencial para produzir 10 mil metros quadrados do produto por mês”, assegura Formariz.
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Similar à telha de barro, a feita com garrafas PET é um pouco mais cara: o metro quadrado custa 36 reais, enquanto a tradicional é adquirida por 19 reais na capital do Amazonas. O peso, no entanto, começa a dar uma boa diferença entre as duas. Enquanto a telha de plástico tem 5,8 quilos, a outra chega a 60 quilos. Por isso, o custo da estrutura de uma telha de barro gira em torno de 65 a 70 reais por metro quadrado. A daquela encontrada na Telhas Leve, porém, não passa de 15 reais. Uma casa popular média necessita de 55 a 60 metros quadrados do produto.
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Uma das maiores necessidades vistas pela equipe da empresa era saber qual a vida útil da telha oferecida. Para tanto, pediram ajuda ao departamento de engenharia de materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo. Apesar de não serem 100% conclusivas, as respostas foram satisfatórias. “A máquina que temos aqui simula e acelera o envelhecimento. Em princípio, todos os plásticos sofrem perda de composição devido à ação de intempéries. A expectativa era de que ela durasse por volta de 50 anos, mas não chega a tanto. É possível fazer com que demore mais, com tratamentos especiais à base de resina de poliuretano, por exemplo”, afirma o professor Elias Hage, um dos responsáveis pelo estudo.
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Entre as principais características das telhas plásticas estão a resistência ao ressecamento e a fixação através de abraçadeiras de nylons especiais, o que protege contra ventos fortes. Além disso, a inclusão de aditivos anti-raios ultra violeta (uv) permite maior combate à radiação solar. O principal, no entanto, é que utiliza um terço da matéria-prima necessária à fabricação das telhas de barro e não há desmatamento de florestas ou queima da lenha nos fornos. A telha utiliza um terço da matéria-prima necessária à fabricação das telhas de barro e não há desmatamento de florestas ou queima da lenha nos fornos.

Serviço:
Telhas Leve Manaus
92. 36317562/ 32382471/ 91228338
leve@telhasleve.com.br

www.telhasleve.com.br

Fonte: O Eco

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Licitações do governo com critérios de sustentabilidade

Avançando no caminho certo! O bom exemplo vai vir de obras públicas, impulsionando espera-se, o mercado “verde”.

Lourdes Zunino

Fonte: Portal Terra

As empresas que fornecem serviços e obras para o governo federal serão obrigadas a utilizar critérios sustentáveis, segundo a Instrução Normativa nº1 publicada no Diário Oficial da União. As regras que abrangem os processos de extração e fabricação de produtos, bem como a aquisição de bens foram regulamentadas pelo Ministério do Planejamento.

O governo informou que as obras públicas agora serão elaboradas em vista da economia de manutenção e operacionalização dos edifícios, redução do consumo de energia e água, além da utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental.

“Essas regras vão exigir uma readequação do mercado, já que nem todos os fornecedores terão produtos qualificados para as nossas exigências”, alertou Rogério Santanna, secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento. Segundo ele, o governo possui grande poder de compra e deve induzir essas mudanças junto ao mercado.

“Com essas medidas, o governo estimula a sociedade a seguir esse caminho, não apenas porque dá o exemplo, mas também porque pode induzir os fornecedores a se prepararem para fornecer produtos e serviços ambientalmente sustentáveis”, justificou Santanna.

Entre as determinações, está a exigência para que as construtoras tenham um projeto de gerenciamento de resíduos provenientes da construção civil que atendam às normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Assim, os resíduos das obras seriam destinados a aterros sanitários ou usinas de tratamento de lixo.

A Instrução Normativa também prevê, no caso das obras públicas: Utilização de sistemas de reuso de água e energia;Procedimentos para reduzir o consumo energético; Uso de materiais reciclados, reutilizáveis e biodegradáveis; Instalação de energia solar; Comprovação da origem legal da madeira nas construções.

Portal
O governo anunciou que criará o Portal Comprasnet, no intuito de divulgar as boas práticas, ações de capacitação e um banco com editais de aquisições sustentáveis já realizadas. Um acervo de produtos inservíveis que podem ser úteis a estados e municípios também deverá ser disponibilizado.

A Instrução Normativa N° 1 diz respeito aos órgãos da Administração Federal Direta, Autarquias e Fundações, e entrou em vigor na quarta-feira, 24 de fevereiro.

Fonte: Portal Terra

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Construções mais verdes: Processo Aqua

Postado por Daniela Kussama

Escolha de materiais ecologicamente corretos, gestão de resíduos durante a obra, projetos que potencializam o aproveitamento da iluminação/ventilação naturais, uso de energia solar e até eólica, reúso de água, medidores individuais de água e gás. Estas são apenas algumas das práticas que aos poucos vão se incorporando às construções de primeira linha no Brasil.

Diante disso, resta o questionamento de qual o percentual de incremento nos custos das construções sustentáveis e se elas chegarão logo aos padrões mais modestos de construção, incluindo, inclusive, itens de conforto, a exemplo da habitação popular brasileira, famosa por medidas econômicas no processo construtivo que terminam por gerar habitações de qualidade duvidosa, principalmente no quesito conforto.

Isso tudo deve mudar, de acordo com o Processo Aqua (Alta Qualidade Ambiental) Habitacional, segundo seu coordenador executivo, professor Manuel Carlos Reis Martins, porta-voz do primeiro referencial técnico brasileiro de certificação da construção sustentável, que acaba de ser lançado.

Desde 2007, a Fundação Vanzolini é detentora exclusiva do Processo Aqua para edifícios comerciais e de serviços, ocasião em que firmou acordo com o CSTB (Centre Scientifique et Technique du Bâtiment) instituto francês, referência mundial em pesquisas na construção civil, e sua subsidiária Certivéa, para adaptação dos referenciais técnicos da certificação francesa HQE (Haute Qualité Environnementale) ao Processo Aqua no Brasil. Sendo que hoje já conta no país com a adesão de 14 empreendimentos, sete dos quais já certificados.

Foi por meio de convênio, firmado em 2008, com a Cerqual, integrante do Grupo Qualitel (organismo francês de certificação de empreendimentos habitacionais sustentáveis na França), que a Fundação desenvolveu o Referencial Técnico de Certificação (conjunto de normas) do Processo Aqua para Edifícios Habitacionais no Brasil, disponibilizando-o agora ao mercado.

O Processo Aqua requer o atendimento a 14 categorias da Qualidade Ambiental do Edifício (QAE), baseadas em critérios de desempenho, e exige também um Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE) – que controla o projeto em todas as fases, incluindo avaliação por auditoria presencial independente. O certificado, de nível internacional, é emitido pela entidade em três fases do empreendimento (programa, concepção e realização). Na França, desde 1990, foram certificados 50 milhões de metros quadrados, o que significa que 800 mil unidades habitacionais têm alta qualidade ambiental.

O professor Manuel Martins explica que a Certificação Aqua para os empreendedores imobiliários significa que todos os cuidados com a gestão do projeto e com o processo de construção ficam documentados e podem ser verificados. Isso inclui a eco-construção e a eco-gestão com o gerenciamento dos impactos ambientais decorrentes da relação do edifício com seu entorno, a escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos, canteiro de obras de baixo impacto, além da gestão da energia, da água, dos resíduos e da manutenção (permanência do desempenho ambiental) do edifício em uso. O Processo Aqua avalia ainda o conforto acústico, hidrotérmico, visual e olfativo da habitação e promove a qualidade do ar, da água e dos ambientes do empreendimento habitacional.

“É uma certificação baseada na verificação de um referencial técnico que atenda um conjunto requisitos de desempenho específicos e abrangentes de meio ambiente, conforto e saúde. E isso deve ser demonstrado na gestão de todas as etapas, até o produto final”, destaca.

Segundo suas informações, já na primeira consulta, é disponibilizada a norma de certificação, onde os critérios são esclarecidos.

Para o consultor, o diferencial da construção civil hoje é uma preocupação mais objetiva com água energia e resíduos, áreas em que a construção civil constitui um segmento crítico, na responsabilidade de gerar produtos que comportem, ao mesmo tempo, conforto, saúde e durabilidade em busca de soluções mais eficientes e menos onerosas. Em relação aos custos, ele acredita que, se o empreendedor investir um pouco mais no desenvolvimento do projeto, o custo final certamente não será tão diferente.

“Os empreendimentos Aqua são diferenciados, já que hoje a preocupação do público com os aspectos sustentáveis é grande. O comprador sabe que terá uma habitação mais saudável e confortável, com valorização patrimonial, além de menores custos no consumo de água, energia e conservação. Hoje existem muitos empreendimentos que se dizem sustentáveis, mas não têm como demonstrar. A certificação Aqua traz um diferencial: o empresário consegue ´provar´, através da certificação, que construiu um edifício ambientalmente correto, o que contribui para gerar maior velocidade de vendas”, esclarece.

A diferença entre a certificação Aqua e outras é que ela prioriza a concepção do empreendimento. O processo é flexível, pois permite ao empreendedor traçar o perfil ambiental pretendido e definir as soluções de projeto para chegar aos objetivos traçados, estabelecendo a organização, os métodos, os meios e a documentação necessária para atender ao proposto. “O Aqua, no entanto, é rigoroso e exige o atendimento a todos os critérios da Qualidade Ambiental do Edifício, além de sistema de gestão, o que não acontece com outras certificações ambientais. A avaliação e auditoria são presenciais, enquanto que em outros sistemas o empreendedor apenas envia um relatório do que fez à instituição competente. Outra grande vantagem é que se trata de uma certificação brasileira de nível internacional, com certificado emitido em 30 dias”, completa.

Entre os materiais e sistemas que podem ser adotados em uma edificação residencial sustentável estão o reaproveitamento de água; a automação com vistas à redução de consumo de energia e ao conforto ambiental; a utilização de energia solar; a adoção de produtos e materiais recicláveis, entre eles, madeira certificada.

Fique por dentro: Principais normas

* Nas cozinhas, deve haver a previsão das dimensões mínimas para pia, fogão, geladeira e altura da bancada.

* Na gestão de energia, a norma prevê o uso de equipamentos com o Selo Procel, lâmpadas economizadoras e iluminação das áreas comuns com sensores de presença.

* Nas áreas externas dos empreendimentos devem estar previstos locais para coleta de resíduos.

* A produção de água quente precisa obedecer aos requisitos de distância (10 m) entre a fonte de calor e pontos de alimentação, para que haja eficiência e economia.

* As caixas de descarga têm de ter capacidade de seis litros ou menos, além de dispor de mecanismos de duplo acionamento e de interrupção.

* Os metais sanitários necessitam contar com componentes economizadores de água.

* Os medidores de consumo de água devem ser individualizados e com determinadas características presentes na norma.

* A instalação de produção coletiva de água por aquecimento solar deve ser precedida de estudo técnico detalhado, inclusive, com garantia de resultados.

Fonte: Procel Info

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Código de casas sustentáveis aplicado a todas as habitações

Postado por Daniela Kussama

Reino Unido – A partir da primavera deste ano, as propriedades privadas terão que aderir ao mesmo nível mínimo de sustentabilidade que as habitações sociais. O Código para Habitações Sustentáveis (Code for Sustainable Homes, em inglês) opera em todas as novas construções residenciais na Inglaterra, mas atualmente não há exigências mínimas para as habitações privadas.

De qualquer modo, a Syntegra Consulting lembra as construtoras que ainda neste ano todas as novas casas terão que atingir pelo menos o nível três, dos seis que existem no código. O nível de sustentabilidade que as casas atingem depende de vários fatores, incluindo taxas de emissões, materiais e o impacto das construções no ecossistema local.

A avaliação passou pelo regime EcoHome em 2007 e finalmente poderá ser aplicada a todas as novas construções de imóveis residenciais na Inglaterra. Até 2050, o governo do Reino Unido pretende reduzir todas as emissões residenciais do país, a um nível quase nulo. A melhoria da estrutura inicial dos edifícios vai desempenhar um papel significativo no cumprimento dessa meta.

Fonte: Procel Info

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O Governo da Catalunha financia manutenção de esquadrias

Achei que com esse título, a reportagem do Procelinfo, se adequa a aba construções sustentáveis.  Se pagamos impostos que eles sejam também investidos na manutenção das edificações, isso é buscar a sustentabilidade, aumentando o ciclo de vida dos materiais, economizando energia, para eles bem mais crítica, por causa do frio.

O povo local está fazendo fila pelo financiamento, nós por enquanto ainda não percebemos a importancia da vedação em ambientes condicionados, sobre tudo em prédios residenciais digamos, com menor orçamento para itens de conforto ou antigos mesmo, precisando de manutenção, certamente percentual expressivo das construções em geral.

Aqui na verdade, o ideal seria financiar sombreamentos de fachadas e incentivar melhores projetos nesse sentido. Ia ser uma baita economia de energia!

Lourdes Zunino

28.01.10
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Governo amplia em 1,65 milhão de euros o plano de renovação de janelas
 
Fonte: ABC – 27.01.2010
Espanha – O Governo da Catalunha, na Espanha, ampliou em 1,65 milhões de euros o plano de renovação de janelas. Com o objetivo de aumentar a economia e a eficiência energética nas residências, o governo está financiando a substituição de portas e janelas por outras com maior capacidade de isolamento térmico.

Durante a tramitação deste aumento de 50% no investimento inicial, as solicitações recebidas ficam em uma lista de espera. Assim que a ampliação do investimento for aprovada, as petições serão atendidas, respeitando rigorosamente sua data de entrada no registro do Institut Català d’Energia. O Departamento de Economia e Finanças do Governo recebeu até agora cerca de 2.300 solicitações, com um investimento médio de 1.517 euros por petição e uma substituição média de 21,27 metros quadrados de portas e janelas: 97% das verbas de subsídio serão destinadas ao setor residencial.

Fonte: Procelinfo
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China inaugura centro de convenções modelo de energia solar

O Centro de Convenções, onde será realizado o 4º Congresso da Iniciativa Internacional Cidades Solares, em setembro de 2010, foi inaugurado em Dezhou, na China.  Dos 75 mil metros quadrados da construção, 50 mil são ocupados por painéis solares que, junto a outras fontes de energia renováveis, alimentarão 95% das necessidades do prédio.

A contrução possui espaços de exposições, centros de pesquisa científica, instalações para reuniões e treinamento, e um hotel.

Um sistema avançado de isolamento de telhados e paredes torna o edifício 30% mais eficiente em relação ao padrão nacional. A estrutura externa também foi pensada de forma a reduzir o gasto de materiais.

Com o planejamento, os arquitetos conseguiram utilizar apenas um terço da quantidade de aço que foi usada para erguer outras construções oponentes, como o estádio Ninho do Pássaro.

Tanta dedicação não é para menos, afinal o prédio será palco principal do evento que reunirá o que existe de mais avançado no campo da energia solar de todo o mundo, em setembro do próximo ano. Com o tema “Energia Solar muda a vida”, o 4º Congresso da Iniciativa Internacional Cidades Solares pretende estimular o uso e o desenvolvimento de tecnologias e aplicações em massa da energia solar.

Fonte: Blog AmbienteBrasil

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Empresa israelense divulga turbinas eólicas para prédios urbanos

No futuro muitos prédios estarão gerando energia a partir do sol, do vento, do lixo…

Postado por Lourdes Zunino

Fonte: Revista Sustentabilidade
Escrito por Fernanda Dalla Costa — Publicado em 13/04/2009 08:17

A empresa israelense Sovna está disponibilizando sistemas de geração elétrica eólicas de pequeno porte que podem ser implanatdas em edifícios, suprindo até 3% das necessidades de energia elétrica de uma cidade utilizando o vento, a empresa informou em comunicado à imprensa.

Leia mais em: http://www.revistasustentabilidade.com.br/s02/eficiencia-energetica/energia-eolica-para-centros-urbanos/

Sede da Sovna em Israel

Foto: http://www.sovna.net/

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Projetos propõem novos modos de vida nos centros urbanos

Postado por Daniela Kussama

O IAB-SP (Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo) divulgou nesta segunda-feira (7) os trabalhos premiados na Expo Profissionais e Expo Estudantes da 8a BIA (Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo), realizada entre os dias 31 de outubro a 6 de dezembro no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Os trabalhos foram avaliados de acordo com o tema da bienal, ECOS Urbanos, uma alusão direta ao potencial para grandes transformações dos centros urbanos e metropolitanos que sediam eventos de porte internacional. A palavra ECOS é a sigla de Espacialidade, Conectividade, Originalidade e Sustentabilidade, quatro eixos que, segundo a organização, norteiam o conceito dessas mudanças.

A comissão julgadora dos trabalhos dos estudantes e arquitetos profissionais foi presidida pelo arquiteto Valter Caldana.

Expo Profissionais

No caso da Expo Profissionais, a organização premiou os melhores trabalhos nas categorias projeto e obras construídas. Ao todo, 105 trabalhos oriundos de todo o Brasil e de países que compõem a UIA (União Internacional de Arquitetos) concorreram à premiação. Confira os escolhidos:

 

Categoria Projeto

1º Prêmio
Fabricando Sustentabilidade
Autor: Leonardo Alvarez
Escritório: Perkins+Will
Localização: Sany (Beijing)

Divulgação: IAB-SP

2º Prêmio
Ecos na Paisagem
Autor: Augusto Anéas
Localização: Centro Expandido da cidade de São Paulo (SP)

Divulgação: IAB-SP

3º Prêmio
Edifício Sede Multinacional
Autores: Thiago Bernardes e Paulo Jacobsen – Bernardes Jacobsen Arquitetura
Colaboradores: Bernardo Jacobsen, Daniel Vanucchi, Edgar Murata, Frederico Escobar, Marcela Siniauskas, Rafael Zampini, Gabriel Bocchile, Daniel Macedo, Erick Rodrigues, Jinny Yim e Fernanda Maeda
Localização: Praia de Botafogo (RJ)

Divulgação: IAB-SP

Menções Honrosas

Chácara Silvestre – Centro de Cultura e Educação Ambiental
Autores: Ararê Sennes e Caio Marin
Colaboradores: Valéria Caruso, Vera Hirata e Camila Bellatini
Localização: São Bernardo do Campo (SP)

Divulgação: IAB-SP

Edifício Zarvos Natingui
Autores: Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz
Colaboradores: Juliana Nohara, Marina Almeida, Mônica Harumi, Renata Davi
Localização: São Paulo (SP)

Divulgação: IAB-SP

Parque Memorial Madeira Mamoré
Autora: Rosa Grena Kliass
Co-autores: Maria Cecília Barbieri Gorski e Michel Todel Gorski
Colaboradores: Beatriz Demattio Johansen, Cássia Regina Dias, Demétrius Borges dos S. G. de Araújo, Luciana Cristina Mantovani, Deise Corrêa e Maria Maddalena Ré
Localização: Porto Velho (RO)

Divulgação: IAB-SP

Unicamp 2030 – Sistema de Adensamento Sustentável
Equipe: Arqs. Leandro Silva Medrano, Gabriela Celani, Júlia Spinelli, Estudantes: André Gomes Soares, Gabriela Ortega, Giusepe Filocomo, Henrique Rizzi, Isabela Sancho, Luciane Tomiyasu, Natália Amgarten Simão, Tainá Ceccato
Localização: Campinas (SP)

Divulgação: IAB-SP

Universidade Agostinho Neto
Autor: Ralph Johnson – Perkins+Will
Colaboradores: Dar Al Handesah, Battle&McCarthy
Localização: Luanda (Angola)

Divulgação: IAB-SP

Novo Estádio de Balaídos
Autor: Jesús Llamazares Castro
Colaboradores: César Jiménez Valcárcel, Cesar Azcárate Gómez, Luis González Gómez, Alejandro Bernabéu Larena, Arturo Cabo Ordoñez, Juan Mª Ruiz Caabeiro, Joao Rafael Abreu Fortes, José Carlos Iglesias Fernández, Júlia Metrass Mendes, Gonzalo Tello Elordi, Pablo Elorz Gaztelu, Miguel Pastor Llamas, Eugenio Domínguez Fernández, José Antonio Yubero Mateo, Mario Torices Fernández, David Cano, Andrés Mackenna Rueda, Marcela Acuña Martínez, Oscar Lorenzo Veigas, Borja Aróstegui Chapa E Juan Zarza Goyenechea
Localização: Vigo (Espanha)

Divulgação: IAB-SP

Universidade Princesa Nora bint Abdulrahman Universidade para Mulheres
Autores: Gene Kluesner, Pat Bosch e Marlene Liriano
Colaboradores: George Valcarcel, Gustavo Alfonso, Sarah Baquero, Jose Bernal, Alejandro Branger, Yenny Calabrese, David Chamberlain, Mayra Cohen-Mora, Rob Dennis, Yainie Diaz, Lilia Gonzalez, John Hoffman, Yoka Ikourou, Yong Lee, Lincoln Linder, Alana Lopez, Damian Ponton, Camila Querasian, Terrence Ruffin, Angel Suarez, Sandra Suarez, Zaima Suarez
Localização: Riyadh (Arábia Saudita)

Divulgação: IAB-SP

Parque Cidade-Porto: Requalificação Urbana da Baía Sul de Vitória
Autores: Marcello Lindgren e Walmur Florêncio de Moura
Colaboradores: João César de Melo, Fábio Fundão Pacheco da Costa, Braz Casagrande
Bernardo Cassaro Grasseli, Natasha Carolina Moroski e Renato Gabriel Gomes Primos.
Consultor: Marco Antônio Cypreste Romanelli
Localização: Vitória (ES)

Divulgação: IAB-SP

StepHouse
Autores: Othon José de Castro Silva, Maria da Gloria de Sousa Brandão, Leonardo Marcantonio Lopes, Lígia Tammela de Faria e Sousa e Daniel da Silva Gonçalves de Melo Gomes
Colaboradores: Elaine Garrido Vazquez, Isabelle de Loys e Sylvia Meimaridou Rola

Divulgação: IAB-SP

Categoria Obras Concluídas

1º Prêmio
Harmonia 57
Autora: Anna Carolina Vanni Bertoni
Colaboradores: Greg Bousquet, Carolina Bueno, Olivier Rafaëlli, Guillaume Sibaud e Tiago Guimarães
Localização: São Paulo (SP)

Divulgação: IAB-SP

2º Prêmio
Casa Grelha

Autores: Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz
Colaboradores: Adriana Junqueira, Ana Paula Barbosa, André Malheiros, Débora Zeppellini, Eva Suárez, Ivo Magaldi, Luciana Muller, Luiz Florence, Marília Caetano, Nilton Rossi, Paloma Delgado, Renata Davi, Renata Buschinelli Goes
Localização: Serra da Mantiqueira (SP)

Divulgação: IAB-SP

3º Prêmio
Centro Cultural de Araras

Autores: André Dias Dantas, Bruno Bonesso Vitorino e Renato Dalla Marta + André Maia Luque e Fernando Botton
Colaboradores: Aline Pek, Ana Maria Montag, Maíra Baltrusch, Bruno Conde e Tiago Macedo Melo
Localização: Araras (SP)

Divulgação: IAB-SP

Menções Honrosas

BTEK – Centro de Interpretación de La Tecnología
Autor: Gonzalo Carro López
Colaboradores: Javier Pérez Uribarri, Carlos Godinho Guimarães
Localização: Parque Tecnológico de Bizkaia (Espanha)

Divulgação: IAB-SP

Casa em Joanópolis
Autores: Cristiane Muniz, Fábio Valentim, Fernanda Barbara e Fernando Viégas
Colaboradores: Ana Paula de Castro, Jimmy Efrén Liendo Terán, José Carlos Silveira Júnior, Maria Cristina Motta, Miguel Muralha e Sílio Almeida
Localização: Joanópolis (SP)

Divulgação: IAB-SP

Centro de Cultura Max Feffer – Instituto Jatobás
Autora: Leiko Hama Motomura
Colaboradores: Carolina Maihara, Danielle Muhle, Marcelo Nunes, Thaís Cunha
Estagiários: Luciana Takaesu e Mauricio Alito.
Localização: Pardinho (SP)

Divulgação: IAB-SP

Casa Osler
Autor: Marcio Kogan
Co-Autora: Suzana Glogowski
Co-Autora de interiores: Diana Radomysler
Colaboradores: Beatriz Meyer, Carolina Castroviejo, Eduardo Glycerio, Gabriel Kogan, Lair Reis, Maria Cristina Motta, Mariana Simas, Oswaldo Pessano, Renata Furlanetto e Samanta Cafardo.
Localização: Brasilia (DF)

Divulgação: IAB-SP

Edifício de Participantes e Urbanização Expo Zaragoza
Autores: Cesar Azcárate Gómez, Raimundo Bambó Naya
Colaboradores: Julio Alonso, José Maria Moreno, Esther Gómez, Roberto Villar, Miguel Fontgivell e Maria Teresa Moreno.
Localizaçao: Meandro de Ranillas, Zaragoza (Espanha)

Divulgação: IAB-SP

Casa Box
Autores: Alan Chu e Cristiano Kato
Localização: Ilhabela (SP)

Divulgação: IAB-SP

Edifício Beta PUC-Rio
Autores: Marcos Favero, Andres Passaro e Diego Portas
Colaboradores: Luciano Alvares, Nathalia Mussi, Gustavo Aguilar, Catarina Flaksman
Denise Kuperman, Gabriel Maia, Raquel Cruz
Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Divulgação: IAB-SP

Expo Estudantes

Já na Expo Estudantes, todos os trabalhos expostos na 8º BIA concorreram em uma categoria única. Ao todo, 50 projetos de universidades de todo o Brasil foram avaliados. Veja quem são os premiados: Pini Web

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Da adversidade surgem as oportunidades – lixo como material construtivo

Postado por Lourdes Zunino

Você já deve ter ouvido falar em tijolos de solo cimento ou tijolo ecológico. Uma nova tecnologia possibilitou material de construção ainda mais sustentável – um tijolo feito lixo e cimento. O pesquisador Luiz Fernando Badejo Carvalho desenvolveu o produto e está procurando parceria para comercialização. Conheço o Luiz e já especifiquei seus tijolos, espero que a primeira obra saia logo.

É ele quem explica (texto adaptado de mail recebido):

Todos já estamos cientes que mudanças no clima estão andamento, e que este desequilíbrio climático e suas consequências deve-se ao Efeito Estufa proveniente das emissões de diversos gases, entre eles o dióxido de carbono – CO2, e o metano – CH4.

E é com motivação e entusiasmo que informo a cada um que, está disponível a tecnologia de reciclagem e construção capaz que além de dirimir a emissão dos gases citados, provenientes de aterros e lixões, ainda distribui por nosso meio ambiente, mas em formato de prédios e construções, e tão higienizada microbiologicamente quanto água potável, as fontes destas emissões gasosas.

E como é em meio a adversidades que surgem oportunidades de desenvolvimento…

Pesquiso nossos resíduos diários com foco nas partes orgânicas, por serem justamente os  maiores volumes produzidos, e também as imensas fontes que acumuladas em depósitos emitem gases do efeito estufa. Estes depósitos são um dos três maiores emissores de gases, além de contaminações de solos, rios, lagos, fontes de vetores e de endemias. Esta situação terá um fim.

O domínio dos processos que desenvolvi para a transformação de resíduos em matérias-primas para artefatos para a Construção Civil, está praticamente terminado. Resta somente colocá-lo em escala de produção.

Todos os aspectos de viabilidades, iniciando pela ambiental, a  microbiológica, até a econômica, somente apresentam resultados positivos.  Os testes estão disponíveis.

Hoje existem algumas iniciativas voltadas a reverter o efeito dos gases na atmosfera – sequestro de carbono e sua injeção em poços subterrâneos; espelhos no espaço para reflexão dos raios solares; provocar erupção de vulcões para que o dióxido de enxofre emitido aumente o diâmetro da gotas de água em suspensão, e consequentemente aumente a reflexão dos raios solares e assim o sombreamento da Terra; até a cobertura com tapetes reflexivos a serem dispostos na Groelândia, estimando-se a diminuição do derretimento das camadas de gelo.

De fato são iniciativas, mas nenhuma elucida os problemas provenientes de nossos resíduos, e muito menos tem o vínculo em fomentar a sustentabilidade na atividade humana que nos acolhe, a Construção Civil.

E justamente por sermos protegidos por paredes, que é onde trabalhamos, que convivemos e sonhamos, que temos na reciclagem uma das principais iniciativas em questão, pois é a transformação de resíduos em matéria-prima para tijolos e outros, que se gera a sustentabilidade que todos procuramos, a sustentabilidade de nossas construções e de nossa vidas.

Procuro investidores para prosseguir e dispor esta tecnologia às Cooperativas Populares que também são o objetivo, e com quem já iniciei atividades de transferência da técnica e instrução na produção de tijolos realmente ecológicos. A primeira Cooperativa é a “Eu Quero Liberdade – CooperLiberdade”, oriunda do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, e formada basicamente por ex-detentos.

Para o desenvolvimento deste início, a minha apuração para a montagem de uma planta padrão de referência para fabricação de tijolos realmente ecológicos, e simultaneamente um centro de instrução e treinamento, requer R$ 270.000,00 (duzentos e setenta mil reais).

Mas é com o empenho e conscientização de cada um, com o entusiasmo que já está gerado, e cientes que esta iniciativa irá romper as fronteiras desta cidade e alcançará o mundo, é que peço propagar este comunicado a tantos quantos forem aqueles que se sintam cativados a contribuir para esta oportunidade de desenvolvimento, e contribuir também para o reequilíbrio socioambiental que será oferecido a todos nós.

O reequilíbrio mencionado deve-se ao fato de que esta tecnologia de reciclagem tem a capacidade de evitar a emissão de 1 bilhão e 780 milhões de toneladas de CO2eq por ano globalmente, que seriam provenientes de estações de tratamento de esgotos e de aterros e lixões.

Então com a determinação de participar neste intento de cunho global, peço que possíveis investidores, de qualquer porte, entrem em contato para mais informações:

Luiz Badejo – e-mail:  luiz_badejo@yahoo.com.br

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Vídeo EBIOBAMBU (Super 10!)

Postado por Daniela Kussama

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Vale super a pena assistir 9 minutos do Curso Prático de Capacitação de Profissionais em Bambu e Técnicas Construtivas Ecológicas, realizado em Abril deste ano.

Onde: EBIOBAMBU – Escola de Bioarquitetura e Centro de Pesquisa e Tecnologia Experimental em Bambu. Visconde de Mauá – RJ

Quem: Celina Llerena* e equipe Ebiobambu

Em Janeiro de 2010 terá outra edição deste curso imperdível e o lugar é 1o:

Local: Visconde de Mauá – Fazenda Vale da Grama – RJ.

Assista ao vídeo:

*Celina Llerena, bioarquiteta, trabalha com projetos, consultorias e obras, indo do convencional ao eco-sustentável.

www.ebiobambu.com.br

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Transição entre áreas externas e internas é gradual

O auditório esférico e o solário atirantado são os elementos esculturais do projeto

O auditório esférico e o solário atirantado são os elementos esculturais do projeto
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A região de ocupação rarefeita dá sinais de transformação iminente, anunciando-se a construção de empreendimento residencial de luxo e grande escala na vizinhança do novo hospital da Rede Sarah em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Por ora, a arquitetura de João Filgueiras Lima (Lelé) é dominante, com seus 52 mil metros quadrados de área construída e volumes brancos contínuos em contraste com o descampado do entorno.

Esta unidade da Rede Sarah está localizada nas imediações do Centro de Reabilitação Infantil, também projetado por Lelé e inaugurado em 2002, no qual a arquitetura tira partido da vista e de condições climáticas favoráveis, relativas à lagoa de Jacarepaguá.

No novo hospital, contudo, prescinde-se da água como entorno imediato e a interface com a cidade – sobretudo com a movimentada avenida das Américas – é mais próxima. Essa é a razão pela qual Lelé potencializou a interiorização – característica das unidades da rede -, não só através dos recursos de implantação, como também do engenho com que concebe a totalidade dos elementos arquitetônicos. Na edificação em Jacarepaguá, a passagem do ambiente externo para os interiores é gradual, feita através de camadas sequenciais de coberturas e vazios, que resguardam a privacidade e o conforto ambiental interno sem criar barreira rígida ao entorno.

Os blocos horizontais se conectam longitudinalmente
Os blocos horizontais se conectam longitudinalmente, enquanto a interface com o exterior ocorre através do suave aclive e de grandes áreas ajardinadas
A cobertura retrátil do auditório tem forma esférica
A cobertura retrátil do auditório tem forma esférica e é composta por gomos de alumínio
Uma marquise sinuosa faz a conexão entre o bloco das internações e o auditório
Uma marquise sinuosa faz a conexão entre o bloco das internações e o auditório
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Os tetos das unidades de internação, por exemplo, são constituídos por esquadria metálica e aletas móveis de policarbonato que, ao serem abertas, possibilitam a iluminação e a ventilação naturais do ambiente. Também a grande cobertura interna e curva do passeio central da ala de internações tem mecanismo retrátil de abertura.

Predominam a tipologia linear e a volumetria de grandes galpões, embora pontualmente a arquitetura revele o volume esférico do auditório e estrutura em balanço do solário.

É interessante pensar a arquitetura de Lelé inserida na cidade, no sentido da permanência ao longo do tempo. Pois ela se presume perene neste projeto, no necessário isolamento que o hospital conquista em relação ao entorno imediato, dado o tipo de coesão entre a edificação, o paisagismo e o desenho urbano. Em outros termos, mesmo quando a taxa de ocupação é significativa em relação à área disponível para a implantação, Lelé e equipe são bem-sucedidos na tarefa de criar uma unidade autônoma na cidade. As fotos aéreas são representativas dessa observação. Elas evidenciam não apenas os recuos ajardinados e o sutil aclive do lote em direção à área central do complexo hospitalar, como também o papel decisivo que tem o espelho d’água linear, de grande dimensão, em conjunto com a setorização longitudinal arquitetônica.

Pois a clínica de reabilitação desenhada por Lelé se revela esporádica e controladamente ao exterior, na forma de passarelas pontuais, extensos jardins e passeios entre as edificações, ou enquanto aberturas caracterizadas pelo funcionamento controlado, retrátil, inseridas em certos trechos das coberturas.

Passarela de acesso ao solário, ambientada pelo generoso espelho d’água
Passarela de acesso ao solário, ambientada pelo generoso espelho d’água
As coberturas curvas são características da arquitetura de Lelé para a Rede Sarah
As coberturas curvas são características da arquitetura de Lelé para a Rede Sarah
O grande espelho d’água ladeia o bloco de internações
O grande espelho d’água ladeia o bloco de internações, resguardando o hospital de possíveis inundações resultantes da variação do nível da lagoa de Jacarepaguá
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O auditório, um volume semiesférico e inclinado, é pontuado verticalmente por uma cúpula metálica que, por meio da automatização, abre-se em gomos a fim de propiciar a entrada da luz natural no espaço interno. Um recurso já utilizado anteriormente na Rede Sarah, mas que neste caso, devido à excentricidade do cume semicircular, coloca o foco no palco.

João Filgueiras LimaJoão Filgueiras Lima (Lelé) formou-se em 1955 pela Universidade do Brasil (atual UFRJ). Mudou-se para Brasília dois anos depois para trabalhar na implantação da nova capital do país, interessando-se pela construção industrializada, que o levou à argamassa armada. Entre outros projetos, desenvolveu diversas unidades da Rede Sarah
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Passarelas do solário, interligadas aos dois andares do setor de internação através de lajes de estrutura metálica
Passarelas do solário, interligadas aos dois andares do setor de internação através de lajes de estrutura metálica.
Croqui
Croqui
Os tirantes são engastados no solo
Os tirantes são engastados no solo
Os dois pavimentos das unidades de internação são interligados ao passeio central, que tem cobertura retrátil
Os dois pavimentos das unidades de internação são interligados ao passeio central, que tem cobertura retrátil
A taxa de ocupação do lote é elevada
A taxa de ocupação do lote é elevada
A posição excêntrica da cúpula do auditório permite a iluminação natural do palco
A posição excêntrica da cúpula do auditório permite a iluminação natural do palco
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Fonte: Arcoweb

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Bar ecológico no Vietnã (Vo trang nghia co. ltd: wnw bar)

Tradução em português: Aqui

vietnamese architectural studio vo trang nghia co. ltd have designed the wnw bar located in vietnam. due to the area being prone to flooding the firm created an architectural model that addresses low cost materials, high speed construction and ease of transport. in order to help residents in the flood-stricken areas to build temporary houses, tents, school classrooms, businesses such as cafes, bars and resorts, the model of wind and water bar (wnw bar) was proposed in the initial design by vo trang nghia co. ltd.

wnw bar is a structural bamboo arch system spanning 10m in height and 15m in length. the main frame is made from 48 units of bamboo elements. materials using for the roof covering are the sheets that made from the leaves having the high resistance in fire. bamboo trees are popularly grown in many places in vietnam.

the wnw bar is located in the centre of thu dau mot, binh duong province in the southern region of vietnam. this area will become a cultural center for the local residents.the construction site is located in the man-made lake, using the natural wind energy together with the cool water from the lake to make the natural air-ventilation. on the top of roof, there is a hole with diameter of 1.5m functioning to release hot air out.

the wnw bar was built by local workers in duration of 3 months (from october 2007 to january 2008).

vo trang nghia co. ltd’s wnw bar was a shortlisted entry in the categories of civic and community, interiors and fit out and structural design at the world architecture festival 09.


bamboo structure

Fonte: Designboom

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Corredor Sustentável na Construir RJ

Publicado por Lourdes Zunino

Fui convidada pela colega e colaboradora do Inverde Eliane Sarmento a participar do Corredor Sustentável  e estou gostando muito. Nosso estande (Espaço Arquitetura Ambiental) reúne consultores e fornecedores de produtos e serviços relacionados a Construção Sustentável. Está perto de vários outros com o mesmo propósito. Não é bem um corredor, mas é facil de achar, é logo na entrada do Pavilhão 4.

Comece sua visita por lá, já que para sair é preciso atravessar o pavilhão 3 para voltar ao estacionamento depois de pagar os R$12,00. Bem salgado para um estacionamento, sobretudo para quem quer voltar como eu! Estive quarta e quinta e pretendo voltar sábado.

Não há um bom sistema de transporte público que atenda o Riocentro. Para buscar ser mais sustentável, combine com amigos e compartilhe o carro. A Celina Lago,também colaboradora do Inverde fez isso, veio de Niterói encontrar comigo na Tijuca e juntas fomos para o Recreio.

No estande, além de encontrar amigos, temos conversado com colegas interessados em fazer cursos, se atualizar, com alunos de cursos técnicos que se encantam com imagens dos nossos projetos, exemplos internacionais, gráficos sobre técnicas, sistemas, a importância da gestão e da educação.   Parabéns para a Eliane e Viviane que rapidamente organizaram o Espaço. O Inverde tem diversos participantes no estante, divulgando esse nosso site tão bacana!

banda Julio, lua,Cosntruir, 026

Essa foto fiz às 14:30h, a feira abre as 14h. Depois ficou sempre cheio!  Abaixo o poster da Oficina Conforto Ambiental com placa feita pela minha irmã Vera Zunino para o projeto Rio+Verde que apresentamos na 46th IFLA World Congrress deste ano.

banda Julio, lua,Cosntruir, 024

E o estande do Ecotelhado, que ficou deslocado do nosso “corredor”, mas que vale a visita. Eles já tem representantes fazendo naturação aqui no Rio, um simpático biólogo e a designer Tarcila, que como eu acreditam que é preciso trazer o verde de volta para as cidades, cada vez mais cinzas e mais quentes…

banda Julio, lua,Cosntruir, 032

Depois embalei na conversa e esqueci de fazer mais fotos.

O Corredor Sustentável é realmente o diferencial da Construir esse ano. A feira mantém shows de moças e rapazes nas duchas Lorenzeti, música barulhenta que todos são obrigados a ouvir, mas sempre há público para todos os gostos.

Construções em containers também chamam atenção.  Aço com polietileno, mdf, lãs minerais. Quanto mais proteção térmica, mais caro o m2. Super adequado para determinadas situações, mas para quem não tem muito recurso, acredito que o melhor mesmo é contruir com terra, bambu, redescobrir a  taipa, com tecnologia atual.

Hoje participei das palestras em um pequeno auditório aberto que atrai os visitantes. Eles param para escutar. Parabéns também para o Marcio da RCS que organizou e compatibilizou com o pessoal da poluição sonora.  Meu tema foi: Clima, edificações e o apagão – pode um prédio gerar sua própria energia?

As respostas foram diversas, e você, o que acha?

Apareçam por lá! Vai até dia 14 de novembro.

Até breve,

Lourdes Zunino

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SP: edifícios recebem certificação ambiental internacional

Postado por Daniela Kussama

O Rochaverá Corporate Towers, maior complexo de escritórios de alto padrão de São Paulo, recebeu a certificação internacional “Green Building”. O selo, concedido pela organização sem fins lucrativos “U.S. Green Building Council”, atesta a sustentabilidade ambiental de edifícios de todo o mundo

Por Débora Spitzcovsky

Localizado na Avenida das Nações Unidas, ao lado dos shoppings Morumbi e Market Place, o Rochaverá Corporate Towers é considerado o maior complexo de escritórios de alto padrão de São Paulo e, recentemente, recebeu também um outro título: o de construção sustentável, de acordo com os padrões da organização sem fins lucrativos “U.S. Green Building Council”.

A certificação ambiental internacional “Green Building” comprovou que o empreendimento – que, por enquanto, tem duas de suas quatro torres concluídas – atende a todos os requisitos necessários para aliar o máximo aproveitamento dos recursos naturais com a redução do impacto ambiental da construção – durante a obra e, também, no período de funcionamento do edifício.

Para isso, o projeto de sustentabilidade do Rochaverá – desenvolvido pelo Grupo SustentaX –, foi concebido seguindo quatro exigências básicas do Selo. São elas:
– redução do consumo de energia e dos custos operacionais e de manutenção;
– diminuição do uso de recursos ambientais não renováveis;
– melhora da qualidade do ar interno do edifício;
– e melhora da qualidade de vida e da saúde dos usuários do edifício, a fim de otimizar a qualidade do ambiente construído.

Segundo o diretor-executivo do Green Building Council do Brasil, Nelson Kawakami, a certificação ambiental do Rochaverá será um importante incentivo para que outros empreendimentos brasileiros sigam os padrões do selo Green Building, estimulando, assim, o desenvolvimento do setor de construção sustentável no país.

Fonte: Planeta Sustentável

Obs.: São torres envidraçadas. Provavelmente geram economia de energia em relação a outras torres envidraçadas com vidro menos eficiente com relação ao desempenho térmico. Soluções de sombreamento podem obter melhor desempenho térmico, lumínico, com custo menor. O empreendimento anuncia cerca de 3.400 vagas, representando emissão de poluentes, aumento de engarrafamentos, redução na qualidade de vida local.

As certificações contribuem para a conscientização da necessidade de mudança e tem seu valor, no entanto ainda há muito a avançar. Grandes empreendimentos devem contribuir na melhoria do transporte público, incentivar o transporte não motorizado, sistemas de compartilhamento de automóveis, etc. Prédios comerciais podem ser projetados para não depender de condicionamento de ar o ano todo.

Lourdes Zunino

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Elithis Tower

Postado por Pierre-André Martin

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A Elithis Tower, construída e desenhada pelo escritório francês Arte Charpentier como o prédio comercial mais ambientalmente correto, foi inaugurado em Dijon na França. Intitulado como o primeiro edifício de escritórios energeticamente positivo, a torre produz mais energia do que realmente necessita e descarrega na atmosfera seis vezes menos gases do efeito estufa que um edifício comercial padrão. Todos os materiais desse projeto foram escolhidos de acordo com o seu impacto no meio-ambiente.

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Mas até aí nenhuma “inovação nova”. Porém, para se manter nas restrições energéticas, todos na Elithis Tower, proprietários, inquilinos, administradores, empregados e visitantes são convidados e orientados a seguir os mesmos conceitos do prédio. Assim, todos usuários estão cientes das suas responsabilidades no consumo racional dentro do edifício. E esse é o grande diferencial da Elithis tower, criar não somente um espaço sustentável mas acima de tudo, promover a cultura da consciência ambiental a todos os seus ocupantes.

Fonte: itsgreendesign

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Brasil já tem projeto de casa autossustentável

Postado por Daniela Kussama

Seguindo algumas diretrizes de projetos alemães, o Brasil já começou a desenvolver placas fotovoltaicas com capacidade de conversão de energia solar em elétrica acima da média mundial. Os primeiros dispositivos estão sendo desenvolvidos no Núcleo Tecnológico de Energia Solar da PUC do Rio Grande do Sul (NT-Solar). O projeto de casa autossustentável é 100% verde e amarelo.

Como o Brasil possui altos índices de energia solar em todo território, além de grande quantidade de silício, a principal matéria-prima das células solares, o país tem enorme potencial a ser explorado. Depois de desenvolver tecnologia nacional para produção de placas fotovoltaicas superiores as da Ásia, a maior fabricante mundial (responsável por 68% do mercado), o projeto Planta Piloto brasileiro lançará o plano de negócios para industrialização da tecnologia no país.

A Alemanha é hoje vanguardista na produção de energia interligada à rede elétrica. Lá, já estão instalados 3800 megawatts (MW) em residências, estabelecimentos comerciais e prédios públicos – o que equivale a um terço da energia produzida em Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo em geração.

Para viabilizar tecnologias nacionais de fabricação de células solares e módulos fotovoltaicos, o Ministério da Ciência e Tecnologia articulou com a Eletrosul, FINEP, PETROBRAS, e CEEE a realização de projeto para transferir a tecnologia de fabricação de células solares para uma linha industrial.

Fonte: Blog Verde

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Cinco edifícios recebem etiqueta A por construções eficientes

Postado por Daniela Kussama

Objetivo da etiquetagem é reconhecer os edifícios comerciais, de serviços e públicos eficientes. Duas unidades da Caixa Econômica Federal, por exemplo, já contam com a etiqueta A

Por Carolina Medeiros, para o Procel Info

Cinco edifícios do país já receberam a Etiqueta Nacional de Eficiência Energética em Edificações conhecida como etiqueta A. Desenvolvida pela Eletrobrás , por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e o Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LABEEE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a etiqueta tem por objetivo reconhecer as construções energeticamente eficientes.

A Caixa Econômica Federal teve dois projetos contemplados: a agência Jardim das Américas, em Curitiba (PR), e o edifício sede da Caixa Econômica, em Belém (PA). Além dela, receberam a etiqueta A a Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (SATC), em Criciúma; a Faculdade de Tecnologia de Nova Palhoça (FATENP), em Nova Palhoça (SC); e o Centro Tecnologias Sociais para a Gestão da Água (Cetragua) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). De acordo com Frederico Souto Maior, engenheiro do Procel Edifica, para receber a etiqueta, as construções devem atender requisitos na avaliação de três sistemas: envoltória, iluminação e ar condicionado.

caixa

Agência Jardim das Américas da Caixa
(PR): exemplo de eficiência energética

Cada um desses itens tem um peso na formação de uma nota final. O peso do ar condicionado é de 40% e os outros dois têm peso de 30% cada um. No entanto, esses três itens estão relacionados, pois uma boa envoltória vai propiciar um melhor aproveitamento de iluminação natural e da ventilação natural, contribuindo para o conforto do usuário e diminuindo a necessidade de funcionamento artificial desses sistemas.

Sérgio Geraldo Linke, gerente de Engenharia e Arquitetura da Gerência Nacional de Infraestrutura da Caixa Econômica Federal, afirmou que a adoção desses padrões de eficiência energética permitiu uma economia de energia de 30% e uma economia de 65% de água nos prédios do banco que receberam a etiqueta A. (…)

No caso do projeto da UFSC, a universidade possui dois laboratórios que foram capacitados pela Eletrobrás/Procel – o Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LABEEE) e o Laboratório de Conforto Ambiental (LABCON), que colaboraram para a etiquetagem. “No caso da Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina e da Faculdade de Tecnologia de Nova Palhoça, foi pedida uma consultoria para a UFSC na construção dos edifícios”, revelou o engenheiro do Procel Edifica.

Leia mais: Procel Info

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Ideia Revolucionária: fixar carbono na madeira aplicada na construção civil.

Postado por Lourdes Zunino

Recebi a pouco da lista de Confortoambiental, essa entrevista dada à revista “Caros Amigos” (julho de 2007, ano XI, n. 124) e a empolgação do professor Ricardo Caruana, me contaminou. Ele é um que acredita. Tem saída, tem solução, tem que fazer acontecer. E já estão fazendo, hora dessa chega mais perto da gente… Gostei da afirmação:

O que gera demanda é a beleza.

Boa leitura!

Entrevista com RICARDO CARUANA,

Professor da Escola da Cidade, a faculdade de arquitetura mais elogiada de São Paulo e semeia uma ideia que revoluciona tudo o que se pensou até   agora nessa profissão que, antes de mais nada, é uma das 7 artes.

Sérgio de Souza: Quando você começa a ligar arquitetura e meio ambiente ?

Durante 3.000 anos de arquitetura a gente pensou forma, função, estrutura. Faz uns vinte anos que começamos a perceber que a essas três premissas tem de juntar mais duas: a economia e o meio ambiente. Com a revolução industrial, pela primeira vez os ricos tiveram que pensar arquitetura para os pobres. Antes os pobres pensavam arquitetura sozinhos. Faziam as casas deles no campo. Mas, vindo eles para a cidade, começou o arquiteto a produzir habitação popular. Aí entrou o eixo economia. E agora o eixo ambiental, que nunca mais sairá do pensamento arquitetônico. Porque, quando você faz arquitetura, está ocupando o cosmo. Se pintar um quadro, pode deixar no porão de casa e ele existe. Se quiser escrever um livro, escreve e ele existe. Se quiser dançar, dança. Se quiser fazer música, pega o violão. Arquitetura, não. É a sexta arte, é a arte social e coletiva. Fez arquitetura, ocupou o espaço de todos nós, pôs um negócio ali e naquele lugar ninguém mais põe nada. Então aí já tem uma questão ambiental, só por ocupar o cosmo. O problema é que você ocupou o cosmo e o material também. E aí violou a mãe terra, foi lá pegar o calcário para fazer cimento. Estourou a montanha para fazer brita. Desviou o rio para pegar areia. Furou a terra para pegar minério de ferro. Jogou a floresta dentro dos fornos da siderúrgica para reduzir o minério em aço. Então, você fez arquitetura mexendo com o meio ambiente, usando para você uma coisa que era de todo o mundo. E, se você destruiu para construir, é uma questão extrativista, uma equação quase pré-histórica, quando as pessoas caçavam para comer. O pulo que a humanidade deu quando saiu do extrativismo e entrou na plantação foi gigantesco. Sedentarizou-se, fez cidades. Criou as civilizações. Não sei se neste momento não temos que dar um pulo análogo. Hoje, no que diz respeito à construção civil, a gente destrói para construir. Mas a gente não poderia construir para construir?  A gente não constrói uma floresta para construir casas? Por que precisamos permanecer nessa equação extrativista? Aí é que começa o vínculo forte com o ambiente, porque agora estamos em uma emergência, está soando o alarme. Temos que resolver uma encrenca que inventamos com esse negócio de poluição, CO2, do efeito estufa, que está dando o aquecimento global. E temos que fazer alguma coisa porque é possível fazer. Não havia o buraco de ozônio? Não está fechando? Não foram feitas leis draconianas? Tira o CFC da geladeira, do ar-condicionado ? Do ponto de vista do CO2, não podemos seqüestrar carbono? Podemos. Isso, todo o mundo entendeu. Planta uma floresta, a madeira é carbono, vai pegar CO2 da atmosfera, vai devolver o O e vai ficar com o C, porque ela é C, é carbono.

Lana Nowikow : Você pode explicar didaticamente essa relação?

- Quando você pega uma madeira e analisa verá que tem 1 por cento de sais minerais e 99 por cento de carbono. Esses sais, a árvore pegou na terra e os 99 por cento, na atmosfera. Comeu poluição. Do mesmo jeito a gente bebe leite para fazer os ossos, a madeira bebe a atmosfera para fazer o tronco. Aí, parabéns, seqüestrou carbono, aqui está a medalha.

Lana Nowikow : Quantos anos ela passa seqüestrando?

- Enquanto cresce. Chegou à medida inteira dela, não precisa seqüestrar mais carbono.

Lana Nowikow : E uma árvore no nosso clima leva quantos anos para… ?

-  Depende da espécie, tem árvores que chegam à idade adulta em doze anos. Bom, a árvore está adulta, parabéns. Mas agora o que vai acontecer? Você vai negociar com o terrorista e pagar o seqüestro. Porque, se deixá-la apodrecer, volta o carbono para a atmosfera, por sua biodecomposição. Se você fizer pasta de celulose, um dia o jornal lá no lixão decompõe-se e volta o carbono. Se fizer carvão vegetal, você usa, joga nos fornos da siderúrgica, volta o carbono. Qual a solução? É não pagar o resgate. Você pega a madeira, faz uma mesa, uma cadeira, uma porta, uma viga, um batente, uma escada, uma coluna, o CO2 não volta, é o que a gente chama “fixar carbono”. O problema é : onde fixar o carbono para ele não voltar? Então vem esse vínculo da madeira com a construção civil. A atividade de maior escala da história da humanidade é a construção civil, as cidades Tóquio, Xangai, México, São Paulo, Nova York, aí tem muito metro cúbico de algum material. Se você enfiar para dentro desses metros cúbicos a madeira, em forma de pisos, portas, vigas, etc., vai fixar o carbono ali e ele não volta mais, pelo menos em cinqüenta, cem anos. Paris tem mil prédios de estrutura de madeira e ninguém sabe, porque estão disfarçados com reboco. São de 1400, 1500, 1600. Então, se der para seqüestrar e fixar para 200 anos, daqui a 200 anos a gente pensa outra coisa. Hoje, a melhor solução é enfiar o CO2 pra dentro da construção civil.

Thiago Domenici : E o Brasil nessa história como entra ?

- O Brasil é o maior captador solar do mundo. Tem a maior possibilidade de usar o solo, o território, a umidade, produzir fotossíntese e seqüestrar carbono, por conseqüência tem a maior possibilidade de produção de madeira do mundo. E, produzindo madeira, pode produzir etanol, porque daqui a pouquinho vão perceber que cana é fichinha, vão fazer energia com madeira, não será com essas coisinhas que crescem e têm pouco carbono lá dentro delas, vão fazer com madeira. Mas e aí? Você plantou para andar de carro e o carbono voltar? Não fixou nada. O problema é fixar. E o Brasil pode ser o maior exportador do mundo de componentes para construção civil.

João de Barros : E o poder econômico dos setores do cimento, do metal e outros materiais, como você avalia isso ?

- A lógica econômica vai prevalecer. Sempre prevalece. O poder monopólico tem sua lógica: se eram monopolistas do cimento, serão da madeira. De qualquer maneira, estamos mexendo com uma coisa em que os pequenos vão poder existir. Na siderúrgica, os pequenos não podem existir. Na cimenteira também não. Precisa de uma imensa concentração de capital para fazer a cimenteira, para fazer a siderúrgica, enquanto um prefeito de uma cidade pequena pode plantar madeira nas terras municipais e todos os anos cortar, para resolver o problema habitacional do município dele. É só começar.

Lana Nowikow: Se cada município produzisse madeira para a construção civil, isso poderia resolver o problema habitacional do país?

- O Brasil tem condições geográficas para isso. Não tem condições políticas. O Brasil ainda não é uma Finlândia ou Suiça. O Oscar (Niemeyer) falava pra gente : Brasília não pode ser a cidade do futuro porque o Brasil não é a sociedade do futuro.

Lana Nowikow: E o investimento necessário para cada município ter essa condição?

- O investimento para plantar madeira é desprezível. Você não gasta energia. Bota uma sementinha que não custa nada, e um sujeito que tome conta para que a formiga não coma. E todo o dia a energia chega do sol, o negócio cresce, é impensável que a gente não faça isso. Daí que digo que vamos fazer.

Sérgio de Souza: Qual a diferença do custo de uma casa feita com tijojo, cimento, metal e uma de madeira?

- Hoje custa a mesma coisa, porque não existe a cultura. Se for fazer muitas casas, baixa 20 por cento, 30. Quando virar cultura, custará a metade. Nos Estados Unidos, 74 por cento dos metros quadrados habitáveis são de madeira. No Canadá, 94 por cento. Países nórdicos, 94. Suiça, Alemanha, Aústria, Dinamarca, Finlândia, Noruega, são países que têm 75 por cento de metros quadrados habitáveis em madeira. Agora, em vez de ser puristas, precisamos consorciar madeira dentro das estruturas de concreto. Não precisa brigar de frente. Se a gente parar de fazer porta de chapa de alumínio, de plástico, etc, já melhora. Se parar de fazer cimentícios, plastitificados, já melhora. Daqui a pouco, 90 por cento das pessoas estarão dentro das cidades.

Thiago Domenici: E a tecnologia para empregar madeira? Como está?

- Hoje, um estudante de engenharia tem 4.000 horas de aula. Acho que não tem catorze de madeira. E, das que tiver, será para aprender a fazer molde de concreto. Só ali vai encontrar a madeira na vida dele.

Então:

1: precisa mudar os programas universitários.

2: a mão-de-obra para madeira não precisa ser virtuosa como a de fazer galeões no século 17. Ou violinos. Ao contrário. Os projetos terão de ser suficientemente simples e eficientes para que possam ser montados por qualquer um; e esse qualquer um nós temos, justamente o sujeito que faz a fôrma.

Se o Brasil não tivesse carpinteiro, o Oscar Niemeyer não poderia nunca ter realizado as formas maravilhosas que realizou. Aquilo tudo que a gente vê maravilhoso de concreto era de madeira antes. Quem fez? O pessoal está aí.

Agora, me preocupa a possível avacalhação do conceito. A madeira tem uma linguagem, uma tecnologia absolutamente específica, que a gente tem de aprender. É uma lógica interna dela — que não é igual à do metal nem à do concreto; e que é difícil, não adianta ouvir o galo cantar e sair fazendo porque dá errado. Isso me preocupa, porque tudo o que se fizer de madeira mal feito levará a coisa a andar pra trás. Temos que fazer e só usar madeira com tecnologia e conhecimento.

Michaella Pivetti : E atualmente no Brasil quem pensa como você?

- Tem algumas experiências isoladas interessantes. Algumas indústrias estão fazendo coisas, mas com matrizes do pensamento muito antiquadas. Não somos a Noruega, não adianta empilhar tronquinho, não adianta ficar sobre a madeira nativa e comer a Amazônia para fazer casa, não se trata disso. Esse começo no Brasil ainda é muito pequeno, não é representativo. Agora, ele virá, porque a juventude já entendeu muitas coisas, está preocupada e procura. e quer fazer.

André Herrmann: Mas essa equação só vai fechar com a demanda, não?

- Você sabe o que gera demanda? A beleza. Todo mundo quer o que é bonito. Quando começarem a ver as primeiras coisas bonitas de madeira no Brasil, e não só reservadas a uma burguesia esclarecida, todo mundo vai se interessar. Quando apareceu a Torre Eiffel, todo o mundo começou a se interessar pelo metal.

André Herrmann: E essa demanda viria do setor público ou privado?

- Tem de vir do dois. O que não pode é fazer maquiagem de conceito. Tem alguma instituições muito bem intencionadas que se dizem ecológicas e na verdade estão fazendo cosmética. Só. Vão lá, botam uns painéis de madeira, um piso, mas não fazem um balanço realmente energético dos materiais que estão usando e como. Não são a expressão da arquitetura que virá; são ainda expressões muito marqueteiras.

Lana Nowikow: E as chamadas madeiras nobres continuariam preservadas em suas florestas de origem?

- Aí você tem uma questão de tesouro. A floresta nativa é um tesouro, uma herança que o planeta deixou pra gente, que no caso caiu em sete países, em volta da Amazônia, e nós pegamos mais. Esse tesouro você pode fechar a caixa e ninguém usar, você pode morrer de fome e o tesouro fechado, seria ridículo. Ou pode gastar ele inteirinho e não transferir a herança. É outro erro. Você tem que pegar a mesma herança que recebeu e dar para o seu filho, ou mais do que recebeu, nunca menos. Então: aumentar ou manter essas florestas nativas; manejá-las ou queimá-las. Como podemos protegê-las? Plantando outras para distrair a voracidade que existe sobre elas; porque, se eu tiver uma madeira plantada, para dela fazer uma mesa, não preciso fazer de ipê. Vamos ter de produzir madeira para diminuir a pressão sobre a floresta nativa. Agora, tem o tema da biodiversidade. Ninguém sabe direitinho o que tem numa floresta tropical, como é que aquela maravilha se organiza. A Amazônia é de uma riqueza tal, que só o Rio Amazonas tem mais espécies de peixes do que o Oceano Atlântico inteiro. É desse nível de loucura aquela riqueza. A gente fala em proteger a biodiversidade, mas antes de tudo tem que ter bio (vida), e hoje não é mais biodiversidade que está comprometida, é a bio, depois vamos pensar na biodiversidade, se não, fecha a equação. É só não cometer muito erro que a biodiversidade estará preservada.

Lana Nowikow: Outro dia você disse uma coisa chocante: é mais importante arrumar uma solução para a emissão de CO2 do que descobrir a cura da aids ou do câncer.

- A fixação do carbono é mais importante do que a criminalidade, a aids, a migração de material radioativo para terroristas. Porque, se chegarmos, e parece que vamos chegar, e, 2 ou 3 graus (o aquecimento global), as migrações humanas serão gigantescas, as guerras por invasão de propriedade, as doenças por seca, as inundações e seus correlatos serão gigantescos. A imprensa mundial está focada sobre o problema, a gente já entendeu. Vamos focar sobre a solução! Nós, arquitetos, podemos dar uma contribuição decisiva que é trabalhar no sentido de criar uma cultura construtiva contemporânea, que ponha o CO2para dentro das cidades, que fixe o CO2.

Sérgio de Souza: Quais outras providências estão sendo tomadas ou precisam ser tomadas para reduzir o grau desses riscos?

- Temos de começar a economizar energia. O Al Gore (ex-vice-presidente americano e ecologista, autor de “Terra Viva”) mostra bem quando diz: Vamos gastar menos energias fósseis, vamos usar outras energias. E o filme dele acaba ali, quando está dizendo pra gente plantar floresta e tal. Estamos conversando aqui é sobre o segundo filme. É, uma vez que a gente consiga infletir a curva, como faremos para não deixar que suba de novo? Há coisas que podemos fazer. Por que a gente acorda às 8 e dorme à meia-noite? Por que não acorda às 5, que tem luz, como antigamente, e dorme às 9? É cultural! Teremos muitas coisas para fazer, não precisa tanta energia pra tudo. Por exemplo, da energia que se produz no mundo, a habitação consome 50 por cento. É obsceno! Cinqüenta por cento para produzir o material que você usará para transportar esse material, para construir, fazer a manutenção, jogar lá dentro o ar-condicionado, ou o aquecedor, enfim o ciclo todo. Estamos falando de uma coisa gigantesca dentro do quesito habitação, na construção civil. A indústria toda consome 25 por cento da energia produzida no planeta. Estive na periferia de Viena visitando habitações populares e não acreditei: estava menos de 10 graus lá fora, e 20 graus dentro, sem aquecimento ligado. Eles resolviam tudo com isolamento térmico nas paredes e energia solar no telhado. E olha que sol lá não tem muito.

Thiago Domenici: Quanto de madeira e qual seria o tempo necessário para começar a haver uma queda, com a fixação do carbono usando madeira?

- Não tenho a resposta pronta. Mas, se você pegar 1 por cento do eucalipto que se produz no Brasil para celulose, resolve o problema habitacional do país. Essa capacidade nós temos. E temos a capacidade de exportar para tudo que é canto. A gente poderia exportar essa fixação de carbono. Por exemplo, para a China, hoje o país que mais polui, já ganhou dos Estados Unidos. E 10 por cento da poluição chinesa são as fábricas de cimento.

Lana Nowikow: Como é uma fábrica de cimento?

- Um forno, e uma fábrica tem vários, é um tubo de 5 metros de diâmetro, mais ou menos, e uns 70 de comprimento, com uma chama que percorre aproximadamente 60 deles permanentemente. Embaixo fica o calcário sendo calcinado, tornando-se cimento. Você apaga rarissimamente, porque se apagar, o choque térmico é muito grande. Então fica jogando CO2 permanentemente para o espaço. Quando você pergunta a estudantes de engenharia, de arquitetura, como se fabrica cimento, às vezes um levanta a mão em platéias de cem. Se tiver dois ou três, você pergunta se foram a uma fábrica de cimento, aí é mais raro ainda.

Lana Nowikow: E como está a conscientização do mundo em relação a utilização de madeira no sentido dessas suas colocações?

- Não é homogênea. A consciência nos países do norte da Europa é grande, mas, conforme você vem descendo, diminui rapidamente. No sul da França tem dez anos; nos países nórdicos, trinta. Na Suiça, trinta. Essa consciência existe é crescente, mas ainda é insuficiente. E minha preocupação aqui com vocês é que divulguem essas coisas não como uma panacéia, uma publicidade de madeira, mas que fique claro que tem de ser bem feito, que o erro é possível. Que um projeto de madeira pode ter erros de concepção nessa linguagem, como com qualquer material. Que vai ter de estudar para fazer esse negócio dar certo. Precisa botar tecnologia lá dentro. E ter vontade de fazer madeira pra valer, não ficar fazendo as coisas nostálgicas, chalezinho romântico em Campos do Jordão.

Sérgio de Souza: Existem outros processos de fixação do carbono?

- As algas são o segundo possível, mas ainda é caro. Existem outros fantasiosos, de gênio que é pegar o CO2 emitido, comprimir, botar de novo nos poços de petróleo e pôr uma rolha para não sair mais. Estão estudando isto. É o mesmo conceito errado da reciclagem. A gente não recicla lata de cerveja? Então vamos reciclar poluição. Vai lá, pega o CO2 e vê se consegue transformar de novo em petróleo. Não! Pára com isso! Não vamos renovar em vez de ficar reciclando? Você planta alface, come alface, planta alface. Isso é renovável. Agora, o sal que você usa é renovável? Você não pode fazer mais sal. Não pode fazer mais minério, não pode fazer mais areia, não pode fazer mais bauxita. Mas fazer mais madeira você pode. Aí entra a questão do renovável. É o renovável que temos de promover, não o reciclável.

Thiago Domenici: Mas a reciclagem, economicamente, não é um bem?

- É nove vezes menos ruim, porque uma lata você recicla uma média de nove vezes. Mas quanta energia você pôs?

Sérgio de Souza: Você gasta mais reciclando ou fabricando?

- Gasta um pouco menos reciclando.

Sérgio de Souza: Então a solução seria eliminar as latas?

- É lógico.

Michaella Pivetti: O que eu ensino pra minha filha?

- Ensine a comprar embalagem de papelão resinado. Se, em vez de comprar cornflakes em uma caixa que tem dentro uma embalagem de alumínio sob pressão, você tivesse um barril de cornflakes ali, pegasse um saquinho de papel, usasse uma alavanca e prensasse e botasse no carrinho e levasse embora, acabou o problema. Inclusive ficaria mais barato, porque a operação industrial de fechar mil saquinhos tem um custo, enquanto se mil pessoas fecharem o saquinho não tem custo. E desse jeito você poderia fazer muita coisa.

Sérgio de Souza: Mas isso não é voltar ao velho armazém?

- Sim, vai voltar, mas hi-tech. Porque é mais econômico. Já está voltando. Agora, não será aquela coisa romântica novamente. Será uma coisa muito eficiente e monopolizada.

Sérgio de Souza: Existe um time de idealistas como você batalhando pela fixação de carbono na construção civil?

- Não somos idealistas. Somos práticos, estamos fazendo. Tem um time. Em Lausanne e Viena. Julius Natterer e Wolfgang Winter são os papas do negócio. Sabem muito porque estão apoiados em grandes obras feitas e têm grandes institutos atrás. São muito procurados. É surpreendente. Aqui no Brasil, com colegas arquitetos e engenheiros já começamos a trabalhar em parceria.

Vinicius Souto: Outros arquitetos não aceitam a ideia da madeira porque não há ainda essa cultura?

O gatilho é a beleza e o crescimento da idéia é a consciência. A beleza desencadeia o interesse e, uma vez que haja o interesse, a consciência avança. E com beleza e consciência acabou o problema.

Vinicius Souto: Incentivo Fiscal, ajuda?

- Conheço uma historinha que ilustra isso. O (general) Figueiredo tem um filho que era dono de fabriqueta de estruturas de metal para fazer posto de gasolina. Eles insentaram de ICM. Assim, estruturas de metal quando transportadas não pagam esse imposto. O (general) Figueiredo foi embora e a lei ficou. É fundamental que o poder político invente mecanismos para isso acontecer. Na Europa, você tem créditos de fomento para construir em madeira.

João de Barros: Qual o peso da Amazônia na luta contra o aquecimento global?

- Dezessete por cento dos gases do efeito estufa é o Brasil que faz, por causa das queimadas da Amazônia. O Amazonas possui 30 por cento da floresta tropical do mundo; 30 por cento da madeira tropical do mundo está no Amazonas. Mas participa apenas com 3 por cento do comércio internacional de madeira tropical. Então, o Brasil tem um peso de sentar nas conferências e não dizer nada, fica todo mundo esperando pra ver se vai dizer alguma coisa, é um potencial simbólico efetivo sem que tenha uma grande participação no mercado mundial da madeira.

Ricardo Vespucci: Quais os preconceitos quanto à aplicação da madeira na construção civil?

- As preocupações são fogo, durabilidade, apesar dos cupins e fungos, e resistência. Fogo: a madeira é inflamável, mas se auto-extingue. Já viu as florestas que queimam? Fica tudo de pé, queimado. Como resposta mais objetiva: no fogo, a construção de madeira é mais segura que a de aço. O aço dobra, entra em colapso e você não pode avaliar o risco, o bombeiro nem é autorizado a entrar, porque não se pode estimar quando a construção vai desabar.

Lana Nowikow: E qual o processo para torná-la mais resistente que o aço, no caso de incêndio?

- O dimensionamento. Você não trata a madeira para ela não pegar fogo. Você aumenta a sua dimensão para ela, incendiando, agüentar ainda mais tempo. Existem tratamentos sofisticados, por sais, que mineralizam um pouco mais a madeira, o que seria um retardador da temperatura. Mas isso é tão complicado, que é muito mais fácil você botar um pouquinho mais de madeira que já é um isolante — na estrutura de metal também é obrigatório botar um isolante que poucos sabem que custa o preço da própria estrutura.

Lana Nowikow: Usa-se madeira na fundação?

- Fundação é concreto. Você faz um buraco e joga concreto lá dentro. O reto é madeira. Colunas, vigas, lajes, até o telhado, e janelas também.

Lana Nowikow: E as paredes?

- Para as paredes tem muitos sistemas diferentes de misturar a madeira com acabamento mineral. Madeira rebocada, painéis de palha e madeira mineralizada.

Lana Nowikow: E as pontes de madeira, quanto agüentam?

- Tem pontes de madeira na Alemanha, Suiça, Estados Unidos, em tudo quanto é canto, que agüentam cargas de 40 toneladas.

Lana Nowikow: Como fazer pra essa ideia vingar?

- Conversando. Estamos começando hoje. Tem um slogan bacana nos Estados Unidos que diz: O melhor momento que tinha pra você plantar uma árvore era quinze anos atrás. O segundo melhor momento é hoje.

Ricardo Vespucci: Fale mais sobre os preconceitos na aplicação da madeira na construção civil?

- Pro fogo: mais espessura, aumentando a bitola (largura) da madeira usada. Fungo e cupim, você aplica tratamentos em autoclave, que, por osmose, entram na molécula da madeira e impedem o fungo, vão impedir o cupim de comer aquela madeira. Durabilidade: estão aí os sarcófagos, os templos japoneses centenários, as ruínas jesuítas. Estão aí, mas precisa saber fazer como eles, tem de botar tecnologia.

Tereza Rodrigues: A pergunta que falta é sobre o crédito de carbono?

- Vamos poder criar um negócio no Brasil gigantesco de venda de créditos de carbono. Porque os países que poluem precisam comprar créditos de carbono para poder poluir e despoluir de algum jeito. Então, eles compram limpeza. Como? Plantando. Plantando onde? Onde por cada dólar você seqüestra mais. Onde é? É aqui. O Brasil tem o maior potencial vendedor de crédito de carbono do mundo.

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Arquitetos americanos criam pirâmide resistente a furacões para Nova Orleans

Cidade flutuante sustentável abrigaria 20 mil unidades residenciais, três hotéis, lojas, espaços culturais, de saúde, escolas, um escritório administrativo e um estacionamento para oito mil carros

Os escritórios americanos Ahearn Schopfer Associates e Cambridge Seven Associates desenvolveram um projeto conceitual de uma cidade flutuante em formato de pirâmide à margem do rio Mississipi, em Nova Orleans, nos Estados Unidos. A estrutura é resistente a furacões e possui capacidade para abrigar cerca de 40 mil pessoas.

Com 360 metros de altura, o projeto, batizado de Noah (New Orleans Arcology Habitat), é formado por três torres de 30 andares, cada uma em forma de triângulo, que se convergem na parte superior. O formato facilita a dissipação do vento, um dos grandes problemas da região.

Esse formato também contribui com o objetivo principal do projeto: a criação de uma estrutura capaz de suportar os furacões que devastam a cidade, como o Katrina, que atingiu a região em 2005. O lugar serviria de refúgio para os habitantes de Nova Orleans.

O Noah pode comportar, em suas colunas, cerca de 20 mil unidades residenciais, três hotéis, lojas, espaços culturais, de saúde, escolas, um escritório administrativo e um estacionamento para oito mil carros.

A pirâmide flutuante usaria energia renovável por meio de sistemas como painéis solares, turbinas eólicas, reciclagem de água doce e um sistema solar que utiliza as vidraças dos apartamentos. Também visando a sustentabilidade, a estrutura terá ligações de transporte elétricas internas verticais e horizontais, que eliminam a necessidade da utilização de carros na cidade.

Fonte: PiniWeb

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Prédio alemão “respira” para economizar energia

Postado por Daniela Kussama

É arquitetura do século 21. O prédio tem persianas inteligentes que abrem e fecham de acordo com a incidência de luz e de calor.

A catedral com a maior torre do mundo já não é mais a única atração diferente de Ülm – cidade que fica no coração da Alemanha. (…)

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Mas a maior estrela ecotecnológica da cidade é um prédio de escritórios. Ele ocupa uma área do tamanho de quatro campos de futebol e é conhecido por ser o primeiro do mundo a respirar. O ”nariz” é um conjunto de três tubos que brotam do chão. São captadores de ar. (…)

Se o prédio respira, então podemos dizer que o pulmão dele é um grande espaço aberto, como um saguão, bem no meio do edifício. Uma área de lazer que também serve de acesso a todos os andares. O ar, aquecido no inverno ou resfriado no verão, chega por meio de gigantescos tubos. Esse mesmo ar é distribuído para todos os ambientes. É como se os escritórios fossem órgãos de um corpo, que precisa de oxigênio para se manter vivo.

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Os tubos que trazem o ar do ”nariz” do prédio até o ”pulmão” vão do chão até o topo. Todas as salas têm janelas para o saguão. Também têm entradas de ar no teto. É assim que o ar condicionado circula. Mas o prédio tem ainda janelas para o lado externo. Os inquilinos as chamam de ”olhos”, porque as persianas inteligentes funcionam como pálpebras: abrem e fecham de acordo com a incidência de luz e de calor.

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Uma moça que trabalha no prédio diz que jamais viu algo tão ”humano’”. Parece até que o prédio tem vida, mesmo. O resultado é uma temperatura interna sempre ao redor de 22ºC.

Assista ao vídeo: globo.com

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O lixo é o futuro…

Postado por Lourdes Zunino

Digo, os resíduos são o futuro. E o futuro está perto. Já é possível transformar resíduos de obra em novos materiais (como faz o nosso colega de Núcleo André Andrade, em sua empresa Ambiente Responsável); transformar esgoto em energia, adubo para agricultura urbana, alimento para peixes e assim para pessoas, água cinza em balneável (ver www.oia.org.br); lixo em energia térmica, artesanato, arte…

Tem gente fazendo coisas bonitas como meu amigo Bromélio que está expondo no Ibeu aqui no Rio, escultura reutilizando latas de alumíno  (http://www.rioecultura.com.br/expo/expo_resultado2.asp?expo_cod=1284). Ele também usa isopor de eletrodomésticos, abandonados até por caminhões da Comlurb por conta do volume na caçamba, transformando esse volume em base para esculturas com vegetação.

Muitos são os bons exemplos de transformação de resíduos em novos produtos.

Como a casa desenvolvida por arquitetos e engenheiros brasileiros para o Solar Decathlon Europe 2010 e que vai ser apresentada no International Design Excellence Awards em setembro nos Estados Unidos.  Piso, paredes e teto de madeira plástica, relativamente durável (cerca de 30 anos mas com a vantagem de poder voltar para a cadeia produtiva), lavável…O módulo básico de 72 m2 segundo a reportagem (link no final deste “post”), sai por cerca de R$195.000,00.

Existem sistemas mais econômicos usando solo cimento, bambu, eucalipto, gastando menos energia no processo de fabricação dos painéis. Difícil é implantá-los em maior escala.  Sobre esse assunto recomendo o artigo do Professor Miguel Sattler que conta experiências de ensino e execução de obras, além de ótimas definições sobre o tema (http://www.usp.br/nutau/CD/sattler.pdf).

Falta ainda aprimorar os transportes não poluentes e de grande capacidade (entre tantas outras coisas), que aliados a um bom planejamento urbano, permitirão que pessoas e cargas circulem em cidades com edificações mais sustentáveis e casas como a da reportagem de O Globo em 17/08/09.

“A casa pode ser toda feita com material reciclado em apenas três dias. Basta a madeira plástica para os arquitetos Glória Brandão e Othon de Castro, junto a uma equipe de especialistas, erguerem paredes, construírem teto e piso (…) inclui em sua composição sistemas de ventilação natural, captação de água da chuva e equipamentos de reuso de água, energia e aquecimento solar. Ou seja, características que reforçam o seu papel coadjuvante no equilíbrio do meio ambiente. A casa possui um sistema construtivo pré-fabricado que permite a fácil instalação e manutenção do produto.

- Queríamos trabalhar com um material de rápida montagem e transporte. Após inúmeras pesquisas chegamos à “madeira plástica”, um material proveniente de resíduos industriais (borracha, EVA, silicone, tecidos etc.), cargas minerais (calcitas, gesso, carbonato de cálcio e outros), fibras animais (resíduos de couro e pelos) e fibras vegetais de qualquer natureza. Com uma produção sem resíduos, essa madeira não empena, não racha, não solta farpas, não absorve ou retém umidade (é totalmente impermeável), dispensa a aplicação de resinas seladoras e vernizes, é resistente à corrosão natural ou química. Pode ser cortada, aparafusada, pregada, fixada com encaixe, colada com cola, sendo totalmente imune a pragas além de poder ser lavada com água e sabão – diz Glória Brandão.

Leia mais e assista aovídeo: aqui

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Aflalo & Gasperini Arquitetos apresentam projeto do Jatobá Green Building

Postado por Daniela Kussama

Edifício Jatobá Green Building

(Imagens: Edifício Jatobá )

Gian Carlo Gasperini, Roberto Aflalo e Felipe Aflalo Herman,  da Aflalo & Gasperini Arquitetos,  venceram com o projeto do edifício Jatobá Green Building o VI Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa, o maior prêmio da America Latina, na categoria Green Building, setor Escritórios. O edifício está em construção na região da Berrini e ficará pronto no final do ano.

O projeto se insere nos parâmetros do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), obtendo a classificação Gold, ao atender diversos critérios de sustentabilidade. Alguns itens são de fácil implementação como sistema de coleta e armazenagem de recicláveis, bicicletário, vestiários e vagas para automóveis com combustível de fontes renováveis.

Outros se referem à racionalização no uso de água, através da captação e reutilização de águas pluviais (água de chuva). O sistema de ar condicionado tipo VRV (volume de refrigeração variável) individualizado, além da utilização de iluminação de baixo consumo e alto rendimento, aliadas às bandejas de reflexão e brises de controle solar das fachadas, estes também garantem grandes economias com significativa redução do consumo de energia elétrica. Áreas verdes na cobertura coroam as preocupações com o conforto térmico.

Especial tratamento foi dado às fachadas em função da sua orientação solar. As fachadas leste e oeste têm área envidraçada reduzida para não permitir a entrada excessiva de calor e a iluminação natural desconfortável com incidência solar de baixa angulação. A fachada norte está protegida por brises horizontais que têm continuidade na parte interna por prateleiras de luz com a função de aprimorar o aproveitamento da luz natural permitindo que as luminárias periféricas possam ficar desligadas durante certo período do dia. A fachada sul foi trabalhada de forma mais livre em função da condição de insolação favorável.

Características adotadas na obra:

- Reaproveitar ou reciclar 50% dos resíduos da obra

- Adotar materiais de acabamento ou construção provenientes de recicláveis (10% ou 20% do custo total)

- Materiais regionais: extraídos, processados e manufaturados em um raio de 800 km de São Paulo (10% ou 20% do custo total)

- Uso de madeira certificada

- Materiais com baixa emissão: adesivos, selantes, tintas e revestimentos.

Fonte: Portal do Meio Ambiente

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O que é Bioarquitetura?

Postado por Daniela Kussama

(Fonte: Planeta Sustentável)

É um ramo da arquitetura que busca construir imóveis em harmonia com a natureza, com baixo impacto ambiental e custos operacionais reduzidos. Os adeptos do conceito, surgido nos anos 1960, priorizam o uso de técnicas construtivas sustentáveis (tijolo adobe, cimento queimado ou taipa de pilão, entre outras) e matérias-primas naturais, recicláveis, de fontes renováveis e que não possam ser aproveitadas integralmente. Bambu, palhas e madeira reflorestada, ou proveniente de manejo certificado, são bastante utilizados, enquanto o alumínio, apesar de reciclável, é evitado por conta do impacto ecológico de sua fabricação.

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A bioarquitetura também dá preferência a mão-de-obra e produtos locais, pois essa é uma forma de incentivar a economia da região e minimizar a necessidade de transporte – o que reduz o custo da construção e a emissão de poluentes. Os empreendimentos são pensados para serem sustentáveis também depois de prontos. Assim, adotam-se sistemas de iluminação e ventilação naturais e equipamentos de energia renovável, como painéis solares para aquecimento da água dos chuveiros, além de sistemas de captação de água de chuva e de reuso de água.

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Novo prédio “verde” no campus da Unisinos, RS

Postado por Daniela Kussama

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O projeto de R$ 40,5 milhões que contempla economia, ecologia e sociabilidade prevê a reutilização de toda a água dos banheiros e dos jardins e o estímulo para que os funcionários deixem os carros em casa e aproveitem o ônibus da empresa. No estacionamento reduzido, os veículos a álcool têm preferência.

O projeto utilizou mais de 40% de materiais recicláveis e madeira 100% certificada, além de mobiliário e carpetes importados, produzidos com nenhuma ou baixíssima taxa de emissão de carbono. Alguns dos resíduos do processo de construção, como o cimento, foram reaproveitados.

Com um conceito construído sobre os pilares da sustentabilidade e como forma de estímulo à consciência ambiental, a empresa de softwares SAP Labs Brasil, braço da multinacional SAP AG, inaugurou na terça-feira, no campus da Unisinos, em São Leopoldo, RS, um green building: um prédio verde.

Fonte: Notícias Brasil Alemanha

Mais informações e foto: aqui

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Linha de casas modulares ecológicas da Clayton Homes (EUA) é barata e garante eficiência energética

Postado por Daniela Kussama

Clayton Homes, a maior empresa de casas modulares dos EUA, lançou uma linha de casas nova e ecologicamente correta, a “i-house” que promete ser 30% mais eficiente em termos energéticos do que as casas tradicionais.

Com design contemporâneo, painéis solares, sistema de reaproveitamento da água da chuva, soalho de bambu reciclado e uma série de outras características que poupam energia.

A linha apresenta dois modelos de casas: um maior, que custa $93 mil e outro, menor que custa $75 mil. Além do preço ser razoável, lembre-se que nessas casas o gasto com energia não ultrapassa os $70 mensais, caindo para até $1 se o cliente aderir ao sistema opcional de painel solar.

Fonte: Pensando Verde

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Caixa lança selo para empreendimentos habitacionais sustentáveis

Postado por Daniela Kussama

Brasília – A Caixa Econômica Federal (CEF) lançou na última terça-feira, 2 de junho, em Brasília, um novo instrumento de classificação da sustentabilidade de projetos habitacionais. Trata-se do “Selo Casa Azul”, que qualificará projetos de empreendimentos dentro de critérios socioambientais, que priorizam a economia de recursos naturais e as práticas sociais. O Selo é o principal instrumento do Programa de Construção Sustentável do banco.

A ação fez parte das comemorações do Dia Internacional do Meio Ambiente, que contemplou também a assinatura de parceira com o Grupo Neoenergia, para a doação de aquecedores solares, lâmpadas e a substituição de geladeiras. O evento realizado no Teatro da Caixa Cultural contou com as presenças da presidenta do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho; do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e do presidente do Grupo Neoenergia, Marcelo Corrêa, entre outras autoridades.

Para a concessão do selo, a Caixa analisará critérios agrupados em seis categorias: inserção urbana, projeto e conforto, eficiência energética, conservação de recursos materiais, uso racional da água e práticas sociais. “Nosso objetivo é incentivar a construção de moradias que no processo de edificação tenham respeitado o meio ambiente e ao mesmo tempo propiciem boas condições de conforto e salubridade para seus usuários”, destaca a presidenta do banco.

O ‘Selo Casa Azul’ será dividido nas classes ouro, prata e bronze, definidas pelo número de critérios atendidos. Para receber o ouro, o empreendimento deverá atender a, no mínimo, 24 das 46 condições. Receberão prata aqueles que atenderem a 19 critérios, e bronze os que apresentarem o cumprimento de, pelo menos, 14 critérios obrigatórios. “A partir de novembro deste ano, nós divulgaremos o “Guia do Proponente” e, em janeiro de 2010, vamos receber os projetos candidatos ao selo”, antecipa Maria Fernanda Ramos Coelho.

Para saber mais: Procel info

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As cidades verticais continuam crescendo na China…

Postado por Lourdes Zunino

Uma torre de 310 m com painéis fotovoltaicos nas fachadas leste e oeste para produzir energia dentre vários recursos de eficiência energética. Muito bacana.

Consultores estimam que até 2025 a China vai levantar 50 mil novas torres, consumindo 25% da energia do país… Interessante é que um diretor de planejamento urbano da cidade afirma que cresceram muito rápido no passado (crescimento a qualquer preço como queriam nossos governantes há algum tempo atrás), agora tentam mais eficiência energética, enquanto um professor universitário alerta para a questão do modismo e chama a atenção para o gasto energético necessário em todo processo, pois a poluição pode somente estar mudando de lugar (onde o silicone é extraído e as turbinas e painéis são fabricados). Fora as toneladas de aço e concreto necessários a construção.

A reportagem cita ainda q o maior locatário da nova torre será uma empresa de tabaco…
Ainda temos muito para resolver!

Supertower offers glimmer of hope in polluted Chinese city

Fonte: The Guardian

Por Jonathan Watts in Guangzhou

Pearl River Tower in Guangzhou is being billed as a green beacon amid the pollution of China’s construction boom

You can see the carbon emissions rising by the day over the skyline of Guangzhou, where armies of construction workers are busy throwing up skyscrapers that will soon surpass anything in New York in terms of height and ­energy consumption.

Pearl River Tower in Guangzhou, China Pearl River Tower in Guangzhou, China. Artist’s impression: Skidmore, Owings & Merrill LLP 2009

It is the same story all over China where, despite the economic crisis, engineers are completing four more tower blocks every day – almost all fitted with air conditioning, heating, lighting and lifts that will run on coal-powered electricity.

The country is in the middle of the greatest building boom in human history. Six of the world’s 10 tallest buildings completed last year were in China, including the 492-metre-tall Shanghai World Financial Centre. Even taller structures are on their way – such as the Shanghai Centre, 632 metres,  and at 600 metres, the Goldin Finance 117 in Tianjin.

But among the giants there is one that could hold out hope for a low-carbon future. The Pearl River Tower, now being erected in Guangzhou, the provincial capital of Guangdong province, is being billed as the most energy efficient superskyscraper ever built.

With wind turbines, solar panels, ­sun-shields, smart lighting, water-cooled ceilings and state-of-the-art insulation, the 310-metre tower is designed to use half the energy of most buildings of its size and set a new global benchmark for self-sufficiency among the planet’s high rises.

Engineers say the tower could even be enhanced to create surplus electricity if the local power firm relaxes its monopoly over energy generation.

Due for completion in October 2010, the structure currently looks no different from the many other masses of steel and concrete that are reaching for the sky in Guangzhou.

Para saber mais: http://www.guardian.co.uk/environment/2009/may/27/china-green-supertower

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A casa dos americanos sem-teto

Postado por Daniela Kussama

É muito improvável morar em São Paulo e não cruzar, quase que diariamente, com um morador de rua dormindo debaixo de uma caixa de papelão ou jornais. Nos Estados Unidos, uma invenção que mistura carrinho de supermercado com barraca de camping pode ser um caminho para solucionar o problema. Trata-se do EDAR (Everyone Deserves a Roof, ou “todo mundo merece um teto”), uma casa que está mudando a vida de muitos sem-teto por lá.

O pai da idéia é o inglês Peter Samuelson (na foto abaixo), filantropo e produtor, que tem no currículo filmes como “A Vingança dos Nerds” e “O Suspeito da Rua Arlington”. Uma boa dica para empresas que buscam nichos para desenvolver projetos de responsabilidade social.

Aqui, uma matéria do Los Angeles Times sobre o EDAR.

Fonte: Empresa Verde

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Você moraria em uma casa feita de esterco?

Postado por Pierre-André Martin

Este é o título provocativo de uma matéria publicada na Fast Company, sobre a EcoFaeBrick, marca que produz tijolos feitos de esterco de vaca. 20% mais leve e mais resistente do que tijolos de argila, esses tijolos também ajudam a evitar a degradação de áreas devido à escavação de argila, além de reduzir as emissões de carbono e possibilitar um aumento de renda para fazendeiros locais.

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Ele é aparentemente igual ao tijolo de argila e tem preço semelhante.

A idéia foi vencedora de um prêmio de U$25.000 de uma competição realizada pela Escola de Economia Haas, em Berkeley.

A descrição vencedora do prêmio foi:

A EcoFaeBrick produz tijolos de alta qualidade e baixo preço, feitos com esterco de vacas que é abundante em várias regiões (a utilizada para o estudo foi Jogjakarta, na Indonésia). A utilização do esterco de vaca não apenas resolve um problema de higiene, mas também reduzir a exploração de um recurso não renovável, a argila.

A substituição de Madeira pelo metano do esterco no processo de combustão gera um menor custo de produção e um processo mais ambientalmente amigável. A EcoFaeBrick também coopera com os fazendeiros por meio de parcerias com comunidades locais.

Utilizando um modelo de negócio que envolve ONGs, a comunidade local, etc. A EcoFaeBrick constrói uma demanda sustentável de Mercado para garantir um retorno financeiro interessante para os seus investidores. O plano de expansão da EcoFaeBrick foca em areas de desenvolvimento rápido e grandes concentrações de fazendas com criação de bovinos. A EcoFaeBrick oferece uma solução viável para areas em rápido desenvolvimento, não apenas na Indonésia mas em todos os outros países emergentes.

Fonte: AmbienteBrasil

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Brasil inaugura seu primeiro centro cultural ambientalmente sustentável

Postado por Lourdes Zunino

Por Vivian Lobato, do Aprendiz

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A cidade de Pardinho, no interior de São Paulo, acaba de ganhar o primeiro espaço cultural brasileiro sustentável. Inaugurado em dezembro de 2008, o Centro de Cultura Max Feffer foi construído dentro das regulamentações que preservam o meio-ambiente e contribuem para o seu equilíbrio, utilizando técnicas inovadoras, ecológicas e sustentáveis.

Com aproximadamente 6 mil m², o espaço é dedicado para disseminar e incentivar o desenvolvimento da comunidade local e das cidades da região. O centro abriga biblioteca, laboratório de inclusão digital, auditório, museu do bambu, ponto de informações turísticas, sala de exposições e sala de reuniões com completa infra-estrutura para uso da população.

O projeto é assinado pela arquiteta Leiko Motomura e a reutilização de materiais esteve presente desde o início da construção. “Nos preocupamos muito com a arquitetura. Utilizamos técnicas e materiais antigos misturados com altíssima tecnologia”, conta Luiz Alexandre Mucerino, vice-presidente do Instituto Jatobás, responsável pelo centro de cultura.

O escoramento da laje, por exemplo, foi feito com eucaliptos utilizados em outras obras, tijolos de demolição foram reaproveitados nas alvenarias aparentes e chapas de ferro estampadas de resíduos industriais nos gradis de fechamento da sala de leitura.

Na parte de iluminação, o espaço investiu na geração de energia solar, lâmpadas LED e sensores de presença que reduzem o consumo de energia ao mínimo necessário. A energia solar passiva também foi utilizada para calefação das salas de reunião e biblioteca.

Para garantir uma temperatura ambiente agradável foram utilizadas telhas Onduline, desenvolvidas com fibras vegetais e com pintura externa branca, favorecendo a baixa transmissão de calor e ruídos. “Pensamos no bem-estar de quem estará utilizando o local”, comenta Mucerino. Outra técnica que merece destaque é o aumento da permeabilidade no solo. Foi desenvolvido um sistema de drenagem do terreno que substitui os pedriscos por Garrafas Pet amassadas.  Além disso, a tecnologia de reuso da água filtra a água da chuva e junta com o esgoto cinza em uma cisterna, para utilização nas descargas dos vasos sanitários.

Já o esgoto primário, após passar por uma estação de tratamento interno, desenvolvida com raízes de plantas, é direcionado para reutilização na irrigação dos jardins. Os metais sanitários escolhidos para controle de fluxo de água são as descargas de dois toques e a torneira com fechamento automático. Com essas medidas, em um período de 12 meses só será utilizada água potável para esses fins em 30 dias.

“Sem dúvida, é uma obra com um orçamento mais elevado. Mas, se analisada pelo ciclo de vida, ao longo dos anos, acaba sendo bem mais econômica, além de preservar o meio ambiente”, explica o vice-presidente.

O centro de cultura está pleiteando a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), concedida pelo Green Building Council, um dos certificados mais importantes na área de edifícios verdes ecologicamente corretos.

Leia mais: Envolverde

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Centro de pesquisas Petrobrás – CENPES

Postado por Lourdes Zunino

(Fonte: Arcoweb)

Siegbert Zanettini e José Wagner Garcia

Trinta empresas e um grupo de 248 profissionais, entre arquitetos, consultores, engenheiros e pesquisadores, trabalham buscando equalizar todos os itens de ecoeficiência do complexo

Pólo de Inovações Tecnológicas

O megaprojeto do novo centro de pesquisas da Petrobrás estimula o desenvolvimento de estudos de ponta, em várias áreas do setor construtivo, para a implantação de um complexo que se destaca pela eficiência energética, respeito ao meio ambiente e uso de sistemas industrializados.

A necessidade de integração de todos os trabalhos realizados pelo centro de pesquisas da Petrobrás originou a criação de um novo conjunto de edifícios, na ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. O terreno de 122 mil metros quadrados está voltado para a baía da Guanabara e abrigará o maior laboratório de tecnologia da América Latina, onde serão desenvolvidas pesquisas de altíssima tecnologia nas áreas de exploração e refino de petróleo, meio ambiente, produção em águas profundas e energias renováveis.

O centro de pesquisas da Petrobrás está sendo construído na ilha do Fundão, no Rio de Janeiro

O Cenpes terá duas passagens cilíndricas com vidros curvos, uma delas localizada no edifício central

O Cenpes terá duas passagens cilíndricas com vidros curvos, uma delas localizada no edifício central

Com tais características, as exigências do concurso realizado em 2004 pela Petrobrás apontavam na direção de projetos que expressassem os conceitos da empresa, relacionados a eficiência energética, implantação ecologicamente correta e utilização de tecnologia de ponta na construção. A proposta escolhida foi a apresentada pelo arquiteto Siegbert Zanettini, tendo José Wagner Garcia como co-autor.

Trinta empresas e um grupo formado por 248 profissionais, entre arquitetos, consultores, engenheiros e pesquisadores, trabalham para equalizar todos os itens de ecoeficiência. Constam dos estudos a forma arquitetônica, o material construtivo a ser utilizado, o tratamento das superfícies envidraçadas e das proteções solares externas, a orientação solar adequada, o aproveitamento da luz e da ventilação naturais, sistemas para uso racional da água, materiais de baixo impacto ambiental e o emprego de tecnologias limpas.

Em fase de construção, o conjunto somará cerca de 160 mil metros quadrados, que abrigarão 180 laboratórios, edifício central de escritórios, Centro de Realidade Virtual, prédio para tecnologia da informática, restaurante, orquidário, centro de convenções e edificações de apoio. E já são previstas futuras ampliações: alguns laboratórios estarão vazios, mas preparados para receber os sistemas e equipamentos necessários ao longo do tempo, conforme se definirem as pesquisas.

O novo complexo do Centro de Pesquisas Leopoldo A. Miguez de Mello (Cenpes) segue o mesmo conceito de projeto do conjunto existente, criado em 1973 pelo arquiteto Sérgio Bernardes. A forma circular foi adotada no prédio destinado ao centro de convenções, que dialoga arquitetonicamente com o edifício central, as passarelas circulares e as coberturas curvas.

Com 300 metros de extensão e 50 metros de largura, o edifício central funcionará como um eixo perpendicular ao terreno, direcionando a distribuição dos laboratórios em suas laterais. Dispõe de três pavimentos, além de uma laje de cobertura com terraços e áreas para descanso. No piso intermediário foram alocadas as tubulações de gases, materiais utilizados para cada laboratório e subestações. No térreo, os laboratórios estarão voltados para jardins.

Orientação e cargas térmicas

O Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética (Labaut), do Departamento de Tecnologia da FAU/USP, realizou estudos de ecoeficiência que serviram de base para o desenvolvimento dos projetos e especificação de materiais. A proposta arquitetônica concebeu edifícios baixos, com beirais para proteger as fachadas e as coberturas, também sombreadas. A implantação objetiva minimizar o impacto da radiação solar direta nas fachadas, ao longo de todo o ano, e, ainda, captar a ventilação natural sempre que possível.

A função dessas coberturas é permitir o sombreamento do edifício e obter a otimização da temperatura em seu interior, reduzindo o consumo de ar-condicionado. Os elementos de cobertura estão apoiados nos nós da estrutura espacial de aço. A vedação dessa cobertura espacial seguirá uma modulação constante ao longo de toda a sua área, sendo em alguns trechos de vidro, na maioria de telha e em outras partes aberta. Na interface desses dois materiais foi especificado um sistema de microcalha com rufo instalado no entorno do vidro. Como a forma não é plana, para haver ajuste perfeito previram-se pequenas canaletas para retirada da água.

Leia mais: Arcoweb

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California Academy of Sciences

Postado por Ana Cecilia Meirelles

San Francisco, California

(Fonte: GreenSource Magazine)

By Joann Gonchar, AIA

California Academy of Sciences

Photo © Shunji Ishida

California Academy of Sciences, San Francisco, California

Sustainable buildings don’t always look green, but the California Academy of Sciences, in San Francisco’s Golden Gate Park, is one that does. Covering the 400,000-square-foot building, which replaces a complex damaged beyond repair by the 1989 Loma Prieta earthquake, is an undulating 2.5-acre living roof dotted with porthole-like skylights. This rolling landscape was conceived as a swath cut from the park and elevated 36 feet to the height of the old buildings, according to Renzo Piano, the Genoa, Italy-based architect of the academy’s new home.

The green roof—designed to reduce stormwater runoff, provide insulation, and create habitat for birds and insects—is the most conspicuous manifestation of the academy’s mission “to explore, explain, and protect the natural world.” Or, as Greg Farrington, the museum and research institution’s executive director explains, the academy’s activities are focused on pressing questions such as “How did we get here?” and “How we are going to stay?”

However, the rolly polly planted roof is just one of a whole array of coordinated strategies that helped the $488-million building earn Platinum LEED certification soon after its opening in late September. For example, contractors recycled 90 percent of demolition debris from the old academy; much of the new building, including open office areas and the main exhibition space, is naturally ventilated; almost all of its public spaces have access to daylight and views; and, the structure is surrounded by a glass-and-steel trellis that incorporates 60,000 photovoltaic (PV) cells, expected to generate 220 kWh of electricity annually.

According to data provided by the project team and interpreted by GreenSource, the new building will use 12 percent less energy than one designed to comply with ASHRAE 90.1-1999. The number is lower than the roughly 30 percent savings shown in the project’s LEED documentation partly because it is based on projected energy use rather than on energy cost. But more significantly, it assumes no savings in plug and process loads. Such loads are significant at the Academy, where energy-intensive equipment is required to support features like an aquarium, a planetarium, a man-made rain forest, and research laboratories, and to maintain the temperature and humidity levels necessary for preserving a vast collection of scientific specimens.

This programmatic complexity is packed into an envelope that (except for its bulbous roof) is remarkably straightforward. The building’s main floor plan is a simple rectangle, defined by four poured-in-place concrete structures at each corner. One contains the gift shop and café, two are devoted to research and administrative areas, and one houses a recreated exhibit from the original building devoted to Africa’s ecosystem.

Leia mais: GreenSource

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O verde não é apenas para os ricos

Postado por Daniela Kussama

Fonte: Envolverde

Por Enrique Gili, da IPS

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Poway, Estados Unidos (…) – Aproximadamente 40 arquitetos, gerentes de projeto e empreiteiros, de câmera na mão, chegaram em massa a Poway, ao norte de San Diego, no Estado da Califórnia. “O desembarque foi parte de uma visita a edifícios “verdes” destinada a apresentar um complexo de edifícios em que se economiza dinheiro e ajuda o planeta: Solara.

Os especialistas consideram que se trata do maior projeto habitacional do sul da Califórnia, e, talvez, dos Estados Unidos, que não só faz uso eficiente da energia, mas também é acessível em termos de custos. Solara representa a fusão de duas tendências na construção: o desejo de projetar casas amigáveis como o meio ambiente e o interesse das autoridades em conceder incentivos financeiros para fomentar a economia de energia. (…)

As 56 unidades dão um novo significado ao termo “moradias econômicas’. Não se trata dos monótonos edifícios de concreto que lembram os projetos habitacionais, estilo fortaleza, construídos nos anos 60. Os moradores podem ir caminhando ao centro comercial que fica próximo. A paisagem que circunda o complexo habitacional inclui sálvia, flores silvestres e limoeiros. Muitos dos prédios de dois andares dividem um parque público, que une uma atmosfera bucólica com a comercial.

À margem da arquitetura agradável à visão, Solara contribui com o orçamento dos moradores. As contas de serviço não existem, aliviando as famílias de baixa renda de custos de energia que poderiam quebrar seus orçamentos. Devido ao ênfase dado pela CHW na melhoria da qualidade de vida para os lares pobres, Solara inclui um elemento de engenharia social que alguns poderiam chamar de doutrinamento.

Para conservar o caráter “verde” do lugar, o pessoal de manutenção e os moradores recebem instrução para respeitar o espírito amigável com a ecologia local. Existem programas de enriquecimento cultural, em espanhol e inglês, para ensinar as crianças como ajudar a salvar o planeta.

Leia mais: Envolverde e Inhabitat

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Entrevista com André Soares, palestrante da Conferência Internacional Ethos 2009

Postado por Daniela Kussama

(Fonte: Instituto Ethos)

Diretor do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (Ipec) fala de tecnologias sociais capazes de atender às reais necessidades do Brasil

Palestrante da Conferência Internacional Ethos 2009, que se realizará entre 15 e 18 de junho de 2009, em São Paulo, André Soares será um dos debatedores do painel temático “Inovações Tecnológicas Como Base de uma Economia Sustentável”, no qual será discutida a construção de uma economia com técnicas e padrões de produção não subordinados apenas à lógica do mercado e da rentabilidade financeira.

André Luís Soares é diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Ecocentro Ipec (Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado), organização fundada por ele e por sua esposa, a pedagoga australiana Lucy Legan, em Pirenópolis, Goiás. Criado em 1998, o Ipec é hoje uma referência em sustentabilidade no Brasil.

Ainda jovem, Soares percorreu 50 países, sem nenhum dinheiro no bolso, fazendo todo tipo de trabalho. Nessa peregrinação, conheceu Lucy, que o levou para a Austrália. Ali, descobriu a permacultura e se inspirou para voltar ao Brasil e difundi-la como uma forma viável e eficiente de melhorar as condições de vida no seu país. De início, o casal viveu em uma favela em Brasília (DF), divulgando soluções para problemas de alimentação, energia, saneamento e habitação por 16 Estados. O Ipec nasceu do sonho de terem um local-modelo de todas as tecnologias ecossociais que conheceram, experimentaram e desenvolveram.

Veja a seguir a entrevista que ele concedeu ao Notícias da Semana.

Instituto Ethos: Temos tecnologias para abastecer a todos e reduzir nossos impactos sobre o meio ambiente?

André Soares: Sim. Essa noção de falta de tecnologia serve apenas ao pensamento consumista. O problema não é a falta de tecnologia, mas a percepção. Como estamos tentando resolver as coisas de forma centralizada e em grande escala, acaba sempre em nada ou em muito poucos resultados.

IE: A legislação brasileira atual ajuda no desenvolvimento e na utilização de tecnologias mais eficientes do ponto de vista ambiental?

AS: A legislação não ajuda, mas também não atrapalha demais. O que falta é um sistema de garantia de cumprimento da legislação ambiental, melhores sistemas de fiscalização e um sistema judiciário mais ágil. Naturalmente, isso não é apenas uma responsabilidade do governo, pois o setor privado deveria apresentar uma postura mais ética na questão da produção. São raras as empresas que colocam a sustentabilidade no seu core business. Ela ainda é periférica ao discurso de mercado. Há avanços muito lentos.

IE: Tem havido investimentos, privados e públicos, suficientes nessa área?

AS: Não. Particularmente no que se refere à formação de pessoas para desenvolver soluções, não tem havido investimentos sérios. Continuamos respondendo a pressões estratégicas da globalização e não às necessidades reais do país.

IE: Como o Ipec se financiou para poder experimentar melhores tecnologias?

AS: De várias formas, principalmente oferecendo produtos e serviços sustentáveis. Nós oferecemos capacitação de qualidade e ajustamos nossas necessidades orçamentárias à realidade econômica. É uma forma diferente de ver a questão econômica: pequeno é bom.

IE: Que tecnologias se mostraram mais viáveis, na experiência do Ipec?

AS: Nestes dez anos, desde a criação do instituto, nós pudemos desenvolver e adaptar muitas tecnologias. Algumas tiveram um impacto até inesperado, como o superadobe, técnica de construção natural com terra, que já está sendo aplicada em todo o país. Muitas técnicas tradicionais de construção (adobe, taipa etc) foram resgatadas e modernizadas para uso atual. Também evoluímos em muitas estratégias de saneamento ambiental, um problema que o Brasil não precisava ter. E, finalmente, colocamos muitas dessas tecnologias juntas para mostrar que em apenas um hectare de terra é possível viver muito bem econômica e ambientalmente. O Sítio Sustentável que desenvolvemos, por exemplo, é uma tecnologia de tecnologias.

IE: Essas tecnologias podem ser replicadas? Em que lugares?

AS: Já tivemos a oportunidade de replicar nossas tecnologias em todas as regiões do Brasil e também no Haiti. Mais recentemente, temos sido chamados para fazer isso em outros países de língua portuguesa. Ajudamos algumas empresas européias a receber prêmios internacionais de sustentabilidade e continuamos multiplicando nosso trabalho.

IE: Resumidamente, como transformar ambientes urbanos para que utilizem melhores tecnologias?

AS: É apenas uma questão de escolha. O automóvel, por exemplo, ainda reina na cidade como o habitante mais poderoso. Muita coisa pode ser feita pontualmente, como hortas e florestas urbanas, terraços produtivos e novas organizações locais de troca. No entanto, a questão fundamental para a cidade é o transporte, e neste ponto, automóveis solares não resolverão, pois a cidade tem de continuar crescendo horizontalmente para acomodar tantos veículos. Só a parada do crescimento horizontal vai salvar a cidade de exterminar suas próprias fontes de recursos e essa parada tem de ser geral. Ou fazemos isso por vontade própria ou a natureza o fará.

IE: Na sua visão, que impactos sociais essas tecnologias provocam?

AS: As tecnologias que desenvolvemos e multiplicamos têm o efeito fundamental de empoderamento. Eu posso fazer minha casa, produzir meu alimento, cuidar da minha água, produzir energia, assumir responsabilidade pelo meu lixo e resolver a questão localmente. Eu posso me organizar com meus vizinhos para uma vida de mais qualidade, restaurando o ambiente que nossos antepassados ajudaram a destruir, e viver em harmonia com a paisagem e com os outros. Tecnologia social é poder.

IE: O que está contendo a sua disseminação?

AS: Ainda estamos numa realidade em que o poder econômico é conduzido pelo medo de perder o controle. Essa obsessão pelo controle no grupo de diretores, nos comitês financeiros e em todos os níveis de gerência impede o pensamento livre, a criatividade e, fundamentalmente, a própria felicidade. São as mesmas pessoas que controlam e sentem medo e tomam antidepressivos para conviver com essa tragédia social. É esse medo que está impedindo maiores investimentos e mudanças reais. Agora já se fala até em um novo setor para diferenciar as empresas éticas das demais. Como é possível isso?

Leia mais:  aqui

E vejam as fotos do IPEC tiradas no Curso Forum – Fev/09:

(Por Daniela Kussama, integrante do Núcleo IVE-URB)

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A Ecovila

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Nossa “tchurma”

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André Soares

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Professores Ina Meyer e Achim Ecker (Alemanha) na Cúpula

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Nossa ”tchurma” feliiiiiz da vida!!!

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Ecovilas exploram soluções para um futuro sustentável

Postado por Daniela Kussama

(Fonte: Instituto Ethos)

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Casa em Damanhur – Itália

Viver em harmonia, trabalhando de forma comunitária, cuidando de todo o ambiente à sua volta e produzindo sua comida e energia, sem poluir, é um sonho antigo de boa parcela da humanidade. Já antevendo a crise socioambiental em que mergulharíamos, iniciativas surgiram no mundo todo nas últimas décadas tentando tornar realidade esse sonho. Sob designações como comunidade alternativa, comunidade sustentável ou ecovila, já são mais de 15 mil em todo o mundo e têm servido como laboratórios vivos do futuro que queremos alcançar.

“As ecovilas ou comunidades são centros de aprendizado e de transformação. Ali, se experimentam soluções que depois podem ser levadas para as cidades”, esclarece Marcelo Ribeiro, integrante da ecovila Terra Una, de Minas Gerais. Ele destaca, ainda, que essas experiências não se restringem a áreas isoladas dos grandes centros urbanos, mas já se mesclam a eles, como fazem a Casa dos Hólons e a Morada da Floresta, ambas na cidade de São Paulo.

Los Angeles, nos Estados Unidos, é outro local que tem uma ecovila urbana, além de contar com a iniciativa do Path to Freedom, em Pasadena, cidade que fica em sua região metropolitana.

Ribeiro aposta numa transição gradual para ecocidades, a fim de solucionar os desafios atuais, como também prega a corrente Transition Towns.

O termo “ecovila” foi criado em um encontro em 1995, em Findhorn, no Reino Unido, um dos experimentos mais antigos nesse campo. Iniciado em 1962 por apenas três pessoas em um trailer estacionado numa área degradada no norte da Escócia, hoje ele reúne mais de 500 pessoas e 30 empreendimentos diferentes, todos empenhados em restaurar o equilíbrio da vida na Terra.

A área conta em seu entorno com jardins, hortas orgânicas e uma floresta que está sendo restaurada. A comunidade capta energia eólica e trata toda a água que utiliza, devolvendo-a limpa ao ambiente. E isso é feito de forma natural, com tanque anaeróbico e plantas, sistema conhecido como living machine. Findhorn se tornou um pólo difusor de tecnologias sustentáveis, tanto no campo ecológico quanto no social e no econômico. Conta com uma moeda própria, o ekos, que serve para fortalecer a economia local.

A partir das dificuldades vividas ali e em outras 22 ecovilas em diferentes países, desenvolveram-se vários instrumentos para a construção de comunidades intencionais. Permacultura, bioconstrução, energias renováveis, economia solidária, governança circular, comunicação não-violenta e resolução pacífica de conflitos são estratégias largamente utilizadas e aprimoradas em décadas de convívio e trabalho conjunto.

Esse aprendizado gerou o currículo Gaia Education, que ensina a planejar para garantir a esta e às futuras gerações recursos para sua existência e explora as mudanças necessárias para se viver bem em comunidade. O método é oferecido em diferentes espaços ao redor do mundo, tendo sido aplicado pela primeira vez em ambiente urbano pelo Brasil, em 2006, na Universidade Livre do Meio Ambiente e da Cultura de Paz (Umapaz), em São Paulo. Além dessa experiência na capital paulista, o Gaia Education está previsto para acontecer no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e em Salvador.

Relacionamento humano é o maior desafio

“Quem pensa que infraestrutura é o primeiro passo para se iniciar uma comunidade comete um grande engano. Muitas iniciativas partiram desse ponto, com casas, centro comunitário e outros equipamentos prontos, mas sucumbiram por falta de gente interessada em ocupá-los”, conta Oberom Correa da Silva, integrante da Mato Dentro, na região de São Lourenço, em Minas Gerais.

O jovem de 27 anos, que nasceu e vive até hoje na comunidade mineira, lembra também de iniciativas que desenvolveram sua estrutura em conjunto, na medida em que novos integrantes iam chegando, mas também não duraram muito, por divergências internas. “O que eu vi dar certo foi o que começou pequeno e cresceu de forma espontânea, baseado no afeto de uns para com os outros”, completa.

“O desenvolvimento individual é essencial para termos harmonia grupal”, explica Eliana Isabel Gavenda, que viveu por dez anos na comunidade de Nazaré Paulista (SP), de onde partiu para fundar a Aldeia Arawikay, na região da Grande Florianópolis, em Santa Catarina.

“O ser humano é complexo e sempre haverá conflitos. O importante é observar onde colocamos nossa energia? Nos problemas ou nas soluções?”, comenta Pomei Kwong, moradora há três anos de Crystal Waters, na Austrália. “Também é importante festejar e se divertir. Nas festividades, constroi-se a união e se dissolvem desavenças”, relata a jovem; lembrando ainda que a comunidade australiana usa a técnica de heart circles (círculos do coração) para a resolução de conflitos.

Esse movimento tem conquistado avanços significativos e dado ao mundo exemplos como Damanhur [foto], ecossociedade instalada próximo a Turim, na Itália, eleita pela ONU como comunidade sustentável-modelo e escolhida como a ecovila mais bonita do mundo, pela revista norte-americana Communities.

Ao contrário da idéia de isolamento a elas atribuída, muitas vezes as ecovilas têm entre suas premissas a interação com a vizinhança, expandindo a melhoria da qualidade de vida e a preservação ambiental para seu entorno. Nelas se pratica largamente um sistema de permuta em que produtos e serviços são intercambiados sem a necessidade de dinheiro. “Uma vez, saí com 18 objetos dos quais não precisávamos mais e voltei com as 18 janelas que nos faltavam para terminar um salão”, conta Elena Gavenda, da Arawikay.

Muitas lançam sua própria moeda, para fortalecer as trocas locais e agilizar os negócios nas feiras de troca que praticam. Essas moedas trazem em si a filosofia dos negócios justos e são utilizadas somente após dinâmicas nas quais os participantes entendem o que é uma economia solidária, em oposição à economia predatória do levar vantagem ou gerar lucro a qualquer preço.

Outro pilar da economia solidária é a transparência contábil, isto é, todos os gastos de um evento, por exemplo, ficam expostos, mostrando como o investimento para a participação foi definido e em que será usado cada centavo pago pelos participantes.

Essas comunidades também recebem visitantes, que ali podem comprovar que há formas mais eficientes e harmônicas de organizar a vida humana na Terra, baseadas na cooperação, e não na costumeira competição.

Para conhecer mais, consulte os sites Global Ecovillage Network (GEN) e Gaia Brasil.net.

Leia mais: Ethos

Fonte: Jornal Eletrônico – 02.06.2009

21 Responses to :Construção Sustentável:

  1. jhony mansur disse:

    Olá me chamo João mansur;
    quero comentar que achei muito interessante o que vi neste site e gostaria de apresentar a vocês um projeto super inovador muito importante para o meio ambiente. apos 12 anos de elaboração já esta concluído pronto pra por em prática e me parece que tem muito a ver com o que vi aqui
    e gostaria desem uma lida neste documento de apresentação abaixo.
    Obrigado:

    Belo horizonte 23 de junho 2013 data de conclusão deste projeto.
    O motivo deste documento é a apresentação de um projeto denominado, (projeto concreto.)
    Trata-se de um artefato pré-fabricado de hormigon desenvolvido com propósito de inovar no mercado da construção civil, no setor de moradia. A visão deste projeto é mudar a nossa maneira tradicional de se fazer uma construção . Através da criação de um modulo que tem como meta substituir os materiais usados habitualmente nas construções do dia a dia., materiais como, tijolos, madeira, pregos, e revestimentos de todo tipo no seguimento da função. A idéia é Facilitar a mão de obra e eliminar o desperdício de materiais utilizado na construção, e em câmbio obter uma redução significativa no preço final de uma obra de qualquer dimensão.
    Estamos falando de uma pré-moldado de concreto debaixo custo que obriga a dosagem precisa de material usado no desempenho de uma construção. criado com propósito de reduzir o desperdício e o tempo de mão-de-obra e acabar com os prejuízos para quem constrói .E assim, diminuir de forma expressiva o preço por metro construído no término de uma obra,. Este modulo acompanhado de alguns acessórios, são fabricados sob medida para atender individualmente cada tipo especifico de projeto, desde um simples muro, a umprédio de auto porte estrutural.O material básico empregado na fabricação deste módulo são os seguintes materiais, brita,areia, cimento e ferro.Com dimencionamento e resistência programadas conforme a demanda da estrutura em questão. Após sua programação estrutural e fabricação o modulo estará apto para atender com exclusividadeo tipo de construção a ser executada. Após a fabricação e cura do material, o sistema de montagem é muito fácil.A aplicação da mão de-obraé opcional e pode ser preparado paraefetuar a montagem manualmente ou com o uso de maquinas., deacordo com disponibilidade da obra. Está desenhado de forma que permite a passagem interna de todotipo de tubulação,seja elaelétrica, hidráulica,ou dedesagues e dessa forma evitar oscortes nas paredes.Outro fato interessante è que em casos específicos, estas peças possui seu próprio sistema de isolamentointerno, que atua no combate a humidade, poluição sonora e os câmbios climáticos. Outas vantagens oferecida è, que toda preparaçãodos condutores de aguaesgoto e tubos elétricos que passam dentro das paredes e seus terminais, como quadros de eletricidade registros hidráulicos interruptores, são ajustados no momento em que em se está executando a montagem dos pré-fabricados. De acordo com seus projetos. Assim que, a obra vai sendo acabada na medida em que vai alcançando sua altura final.Este novo sistema dispensa qualquer tipo de revestimento externo como,reboco , cerâmica e até pintura dependendo do gosto do demandante. E em caso de adicionar outros materiais que permita ser polido dispensa se o uso de azulejos em cozinhas, banheiros e áreas de serviço. E dispensa também rodapé e roda tetoem todo corpo da casa. Contando com mais eficácia, e melhores acabamentos do que as construçõesatuais.Levando em conta que não è necessáriouso de caixas de madeira para vigas ou colunas porque. Estes módulos estão pensados para por fim no uso de madeira na construçao. E no caso de escoramento de lajes, é aconselhável o uso de peças metálicas.
    (Obs.) esse pré-moldado pode ser fabricado no próprio canteiro da obra se tiver espaço pois,é simples o processo de fabricação e cura do material. Estes módulos podem substituir as fôrmas de madeira para fundição de vigas sobre paredes janelas e vigamentos a éreos. É próprio para fechamento de estrutura de concreto armado já existente no meio urbano. Perfeito para muros de contenção,piscina retangulares, muros de fechamento de terrenos e outros. Pode ser usado nas construções comuns em andamento pois se adapta perfeitamente
    Comentáriosfinais

    este projeto tem potencial para mudar radicalmente o sistema estrutural da construção civil a partir da superfície. Uma considerável redução nos valores de orçamentos por causa da rapidez na mão de obra e corte nos desperdícios. Contando com a eficiência de um modulo que dispensa vários tipos de revestimentos, além defacilitar o desempenho de outros fatores como, passagem de tubulações seja ela qual for, sem causar distúrbios nas parte que já estão prontas. Com grande margem para novas idéias e uma infinidade de recursos, todavia não se tem conhecimento de um projeto similar. particularmente levo mais de 12 anos trabalhando neste mesmo projeto com recursos próprio, entre desenhos investimentos e alguns teste. Hoje tendo concluído a detalhes esta idéia e busco parceria com recursos financeiro para montar o primeiro exemplare corrigir se over algumas dificuldades no sistema de montagem. É um projeto que conta com um padrão de precisão acima do convencional e precisa de um aclaramento na praticapara. Acompanhar de perto os pontos e terminais no geral. Lembrando que os modulo se pode alterar suas medidas composições e resistência de acordo comque se propõe. A ideia é montar uma plantade 36 m2 com um investimento de aproximadamenteR$ 25,000 reais incluindo mão de obra e materiais. A princípio todo o processo seráde fórma manual e o tempo de conclusão dependerá da quantidade de fôrmas para fabricação das peças. A intenção é colher dados e detalhes que nos pareça mais importante no momento da montagem,como pontos de luz, agua esgoto. E claro, buscar as formas mais simples e objetivapara ganhar rapidez na hora da montagem. E partir de dai investi em uma infraestrutura mais sofisticada para produção de peças em autoescala.
    possibilidades de mercado:
    A principal pergunta no momento é, qual é o tipo de cliente e qual é o mercado mais indicado para o consumo deste produto?
    Bem. A princípio, todo aquele que tem a intenção de construir qualquer tipo de estrutura neste setor, ou seja, um muro um barracão uma piscina uma casa ou um prédio ou seja, qual quer queque vá construir algo temos aí o nosso primeiro mercado.Nosso segundo mercado, são os comerciantes do ramo como, depósitos de materiais e shoppings da construção civil, para revenda no atacado e no varejo.(Lembre se de que são peças individuais.) O terceiro consumidor são as grandes construtoras. A quarta e ultima, é, a própria empresa, fabricando seu próprio produto, para construir e vender unidades de moradia,que é oprincipal objetivo.
    Criador do projeto;João Mansur primo;

    • Cecilia Herzog disse:

      OLÁ João,
      Obrigada pelo contato. Vou repassar seu projeto para que arquitetos que colaboram com o INVERDE possam dar uma olhada e te dar um retorno.
      Abcs,
      Cecilia

  2. Caio Sampaio disse:

    Eu achei fantástico o conteúdo do site, tais informações deveriam ser postadas no twiter, facebook, ou seja, em todas redes sociais. Deveríamos usar esse veiculo de comunicação fantástico que é a internet com informações construtivas e valiosas como essas. Desejos a todos envolvidos no projeto de site muito sucesso e que alcancem os 4 cantos do mundo parabéns. CSA NEGOCIOS

    • Cecilia Herzog disse:

      Obrigada, Caio.

      Estamos trabalhando nisso, mas dependemos de voluntários e verba. Temos inúmeras limitações e acabo trabalhando 30 horas/dia…

      é ótimo saber que temos feito alguma contribuição!

      Abcs,
      Cecilia

    • Cecilia Herzog disse:

      Obrigada, Caio.

      Estamos nos organizando para poder disponibilizar esse material de uma forma mais organizada e fácil de achar. estamos no FB e Twitter. é só nos procurar lá.

      Abcs,
      Cecilia

  3. Celma Lopes Batista disse:

    Muito bom o seu site. Entrou para meus favoritos.
    Grande abraço!

    • Cecilia Herzog disse:

      que bom!! fique atenta às palestras começa dia 7 de maio. O curso de infraestrutura verde vai ser em abril. semana que que vem vamos postar ambos.

      grande abraço,
      Cecilia

  4. antonio carlos pereira martins disse:

    apos leitura e visao de deste me pergunto quando falamos em tecnologia porque nao lembramos de usar o MND ( metodos nao destutivos) nas grandes metropolis para amenizar os impactos causados no passado e nao criar- mos novos.

    Antonio martins (gestor ambiental c/pos em saneamento ambiental)

    • Inverde disse:

      Ol Antonio CArlos,

      Claro que temos que usar mtods no destrutivos, alm de aprender com tudo o que a humanidade fez que deu certo e errado, para no cometermos os mesmos erros.

      entre em nossa pgina do FB, que latem sempre novidades tb.

      Abraos, Cecilia Herzog Presidente INVERDE – Instituto de Estudos, Pesquisas e Projetos em Infraestrutura Verde e Ecologia Urbana

  5. Valter Junior disse:

    boa noite…sou universitario do curso de administração da Faculdade Literatus e gostaria de poder marcar uma reuniao com os representantes da empresa. No dia 22 teremos na semana acadêmica do Curso, uma feira para apresentar projetos sustentaveis e de baixo custo.

    Aguardo seu contato.

  6. ceciliaherzog disse:

    não temos essa informação

  7. ceciliaherzog disse:

    Alejandro, Esse não é um tema que abordamos em nossa organização.
    Abraço
    Cecilia

  8. João Carlos Siqueira Duarte disse:

    Estou em busca de empresas com visão futurística e que acreditem em projetos vindo do Norte do Pais, para resolver um problema mundial denominado Habitação para pessoas de baixa renda.Ainda possui a possibilidade de adaptação em qualquer terreno sobre qualquer clima e resiste muito bem a efeitos sinistro tipo terremoto.
    Na sua construção ainda retiramos da natureza cerca de nove elementos nocivos tornando assim a 1ª casa flutuante ecologicamente correta, adaptável para terrenos planos, áreas de enchentes permanentes ou periódicas.
    Conheça alguns detalhes do projeto, preciso de apoio para confecção da estrutura pois já existe um projeto elaborado.

    Desenvolvimento tecnológico apesar da distância na área de pesquisa, com a inovação dos materiais suas aplicações não tem acompanhado o mesmo ritmo de crescimento populacional precisamos de soluções rápidas seguras e economicamente viável.
    Devemos olhar para o futuro, neles encontramos a solução para todos os problemas.
    Como engenheiro, estamos preparados para obter resultados positivos em qualquer iniciativa inovadora que nos propusermos a enfrentar.
    Responder adequadamente a essa demanda, é questão de sobrevivência.
    A mudança de comportamento do consumidor, a importância que o assunto tem ganhado junto a opinião pública com a ampliação da legislação ambiental e o estabelecimento de políticas públicas visando o incentivo na adoção de soluções mais sustentáveis.
    Com a importância da reciclagem, dando a oportunidade ao cidadão de preservarem a natureza de forma concreta tendo mais responsabilidade com o lixo que geram.
    Quanto as empresas já estão criando marcas e produto verdes como fator de diferenciação de mercado.
    A construção civil pode ser considerada à atividade humana de maior impacto sobre o meio ambiente o setor tem um papel preponderante na regressão das tendências de alterações climáticas.Com o lançamento da casa ecológica retiraremos vários elementos nocivos à natureza
    Segundo o estudante do curso de arquitetura Diogo Artur Tamanini participante da equipe de projetos, a equipe pretende construir uma casa ideal que se adapte em qualquer terreno e tenha um custo apropriado para pessoas de baixa renda e resista a qualquer clima certo.Eu, João Carlos Siqueira Duarte, Eng.Civil, pesquisador e inventor, já possuo este projeto com todos os ingredientes citado pelo colega é a chamado (Casa Ecológica) com sistema ITA (invólucro termo acústico) A conscientização de retirar definitivamente vários elementos nocivos da natureza que serão empregados na construção da casa ecológica, a informação é uma importante arma para que se conheça as propriedades e componentes dos produtos partindo do resíduo por ele produzido.Avaliar técnica e economicamente o uso na casa ecológica, tomando como referência as normas de segurança ambiental.
    Quanto ao custo: a casa ecológica é equivalente à 1/3 da media de custo total das demais, da mesma forma,mesma natureza e mesmo tipo de apoio.
    Quanto ao tempo de execução: após a execução da infra estrutura em caso de conjunto habitacional e executado com rapidez e simplicidade, menor consumo de madeira para escoramento, não precisa de mão de obra especializada. Já existe a casa dos sonhos de todo brasileiro de baixa renda, já existe um protótipo e já esta em fase de conclusão de patente. ( 91 ) 3229-4377, estou disposto a troca de informações.Em busca de parceria para que se ofereça ao mercado consumidor a oportunidade de encontrar a casa de seus sonhos em qualquer loja de materiais de construção. Temos essa possibilidade.
    http://WWW.eng.jc51@yahoo.com

    • Lourdes Rosa disse:

      Olá João,
      Estamos abertos a troca de informações com certeza!
      Se voce tiver uma dúvida específica, meu mail é ocam@openlink.com.br. Se pudermos contribuir com o trabalho que estão desenvolvendo, ótimo!
      Mas como estão com uma solução já bem estruturada, não seria o caso de entrar no Concurso Nacional de Projeto de Arquitetura de Novas Tipologias para Habitação de Interesse Social Sustentáveis? As inscrições vão até 16 de julho. Veja no site http://www.iabsp.org.br/concursos.asp
      Abçs e até breve
      Lourdes Zunino

    • Prezado João Carlos,

      Somos a primeira construtora greenbuilding de Curitiba e temos interesse em conhecer seu projeto tecnicamente.

      Nossa plataforma de negócios é baseada em sustentabilidade e acreditamos em projetos inovadores, não importa de qual região do país ou do planeta.

      Temos firmado várias parcerias em Rede Colaborativa, a fim de acelerar tanto a pesquisa quanto o desenvolvimento industrial que seja viável comercialmente.

      Aguardo seu retorno.

      Cordialmente,

      • Cecilia Herzog disse:

        Olá Cleuton,
        É muito bom saber que vocês estão em busca de conexões para desenvolver uma rede colaborativa. Na verdade, não temos nenhum colaborador chamado João Carlos. Se quiser dar uma olhada em quem somos e o que fazemos está disponível na aba apresentação: http://inverde.wordpress.com/apresentacao/

        Se for mais específico e puder enviar informações sobre a rede, poderemos ver qual sinergia podemos ter.

        Um abraço,
        Cecilia

  9. Eduardo Manzi disse:

    Terra do buraco da piscina na parede do ginásio

    Mais ecológico do que usar tijolo solo-cimento é fazê-lo no local da obra, com a terra local. No caso, estou utilizando a terra do buraco da piscina semi-olímpica. Veja fotos da produção em:

    http://edumanzi.wordpress.com/2010/02/23/fabricacao-de-tijolo-solo-cimento/

  10. neto disse:

    eu gostei e sempre vou gostar de suas pesquisas……………..

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