FSM e o modelo anticapitalista

“As transformações revolucionárias ainda são possíveis e é imperativo que aconteçam”, defendeu o geógrafo David Harvey, professor da City University, de Nova York, e nome conhecido do Fórum Social Mundial. Ele participou nesta terça-feira (25/01)…

Gostei e destaquei a frase.  A reportagem também destaca a maior participação de jovens nessa edição do FSM.

Acredito que sonhar com um mundo melhor, faz parte dos anseios humanos. Agora estamos mais próximos de uma organização social mais cooperativa, solidária. Dividir para multiplicar. Um dia chegamos lá.

Lourdes Zunino

Fonte: Portal do Crea RJ

Fórum Social: meio ambiente no centro do debate

 

Depois de ganhar força na última edição do Fórum Social Mundial (FSM), em Belém (PA), no ano passado, a questão ambiental deverá ser um dos principais temas de debate na reunião de avaliação do evento, o Fórum Social 10 Anos: Grande Porto Alegre.

Segundo os articuladores do evento, o tema está entre as discussões desde as primeiras edições, no início da década, mas se tornou o centro do debate, na última reunião. De acordo com a coordenadora do Núcleo Brasil Sustentável da ONG Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), Fátima Mello, a realização de um FSM na Amazônia foi um divisor.

A realização da conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, em Copenhague, no final do ano passado também acelerou a inclusão das questões ambientais nas rodadas de discussão do FSM. Como o evento internacional não apontou soluções globais para o problema, a expectativa é que essa edição do fórum sistematize propostas da sociedade.
“Existem centenas de organizações de camponeses, indígenas, mulheres, quilombolas, seringueiros, com experiências concretas de resistência na Amazônia. Eles têm gestado uma série de propostas alternativas que podem se transformar em políticas públicas”, avaliou a diretora da Fase.

O coordenador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômica (Ibase), Cândido Grybowki, também atribui à migração das discussões do FSM para as questões ambientais à participação de mais jovens, conforme constatou pesquisa.

De acordo com Grybowki, um dos fundadores do FSM, a questão tornou-se tão urgente quanto o combate ao neoliberalismo, que resultou na destruição do meio ambiente em várias partes do planeta.

“Não precisamos dizer que a globalização está errada. Ela está caindo de podre. Temos como desafio expressar melhor nossas propostas e ideias. O fórum nos dá um espaço”.

Geógrafo David Harvey defende transição para modelo anticapitalista

O neoliberalismo não acabou com a crise internacional de 2008, e a possível transição para um modelo anticapitalista só acontecerá com mudanças na relação com a natureza, com as tecnologias, nas relações sociais, no sistema de produção, e com novos arranjos políticos e institucionais.

O diagnóstico é do geógrafo David Harvey, professor da City University, de Nova York, e nome conhecido do Fórum Social Mundial. Ele participou nesta terça-feira (25/01) de debate sobre a conjuntura econômica  mundial dez anos após a primeira edição do evento. “As transformações revolucionárias ainda são possíveis e é imperativo que aconteçam”, defendeu.

 O geógrafo apontou que o esgotamento do sistema financeiro é previsível por ser baseado na manutenção de níveis de crescimento insustentáveis. “Leva um pouco de tempo e a bolha vai estourar de novo. O capitalismo entrou numa fase em que sua tendência à destruição criativa tem cada vez mais a ver com destruição e menos com criação”, criticou.
A alternativa, segundo Harvey, não será encontrada isoladamente ou com ataques aos que estão enriquecendo com as desigualdades. “Tem que haver uma transformação social ampla, um processo de longo prazo. Podemos criar algo diferente, mas só temos uma pequena janela até que isso também seja reabsorvido pela prática dominante”, ponderou.
 

Lula quer igualdade de condições nas negociações sobre clima

Um discurso dominado por temas de política externa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, durante sua participação no Fórum Social Mundial na noite de terça-feira, a atuação no Brasil no Haiti e que os interesses dos países pobres devem ser respeitados nas negociações sobre o clima. “Queremos igualdade de condições e respeito à soberania e aos interesses estratégicos de cada país”, disse Lula.

Segundo o presidente, o Brasil estaria “pronto para o debate” sobre o clima e deve reafirmar as metas de redução de emissões de gases e de desmatamento em uma segunda rodada de negociações que deve acontecer ainda este ano no México. O objetivo da nova reunião seria tentar superar o fracasso da COP 15.

Para Lula, todos os países precisam assumir responsabilidade, mas as nações mais desenvolvidas devem arcar com um ônus maior. “Cada um trate de limpar sua própria sujeira”, disse o presidente.

Fontes: Reuters/Brasil Online, JB Online e Agência Brasil.

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