Proposta recomenda IPI menor permanentemente para produtos eficientes

 
Departamento de Energia e Automação Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo faz consulta pública para debater sobre política para equipamentos etiquetados
Alexandre Canazio, para o Procel Info

O sucesso da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de produtos eficientes pode virar política pública de tributação. Esta é a proposta que está em consulta pública no site do Departamento de Energia e Automação Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). A proposta, baseada em estudo do Grupo de Energia do Departamento (GEPEA), está disponibilizada para o público para recebimento de contribuições até o dia 24 de abril.
 
Pela proposta, os produtos etiquetados teriam alíquotas diferenciadas do IPI, quanto melhor a classificação menor o imposto cobrado. Segundo o professor Marcos Saidel, do GEPEA, a intenção é estimular a indústria a produzir mais equipamentos eficientes. “O estudo apontou na direção de que incentivos fiscais podem ser um vetor de transformação de mercado. Criando uma assimetria de mercado, se gera incentivos para produzir equipamentos”, explicou o professor.

Hotel incentiva hóspedes a pedalar para gerar energia

Outra notícia interessante do site Procel info.

Dinamarca – A partir da próxima segunda-feira, 19 de abril, aqueles que se hospedarem nos 366 quartos do hotel Crown Plaza Copenhagen Towers serão incentivados a dar uma passadinha no ginásio para gastar tempo na nova frota de bicicletas ergométricas de geração de electricidade. As motos têm iPhones acoplados no guidom que monitoram a quantidade de energia que está sendo produzida e alimentada na fonte do hotel. Hóspede que produzirem 10 watts ou mais serão recompensado com uma refeição grátis.
 
O novo esquema é um projeto piloto que será executado por um ano e, se for bem sucedido, poderá ser estendido a todos os 21 hotéis Crowne Plaza, no Reino Unido.
 
“As bicicletas elétricas oferecem aos nossos hóspedes a oportunidade de entrar em forma e poder ajudar o hotel, ao mesmo tempo”, disse o gerente geral do hotel, Allan Agerholm. “Será interessante ver quantos convidados participarão e quanta eletricidade será gerada.”
 
Conseguir uma refeição gratuita é surpreendentemente fácil. Os cálculos do hotel sugere que o hóspede que pedale uma bicicleta a 30 quilômetros por hora por uma hora vai produzir cerca de 100 watts de eletricidade. Ou seja, atingir a média para a refeição deve levar apenas seis minutos.
 
Os críticos podem argumentar que mesmo aqueles que se deslocam por uma hora inteira estarão fazendo apenas uma contribuição simbólica para o consumo de energia de um hotel de cidade grande – 100 watts de energia são suficientes apenas para acender uma lâmpada de 100 watts por uma hora. No entanto, o hotel procurava realmente um alvo que pudesse ser “viável” para que o máximo de pessoas se interessasse em participar.
 
O hotel, inaugurado em novembro do ano passado, em Copenhague (Dinamarca), está tentando atingir zero emissões de carbono. Tem o selo Green Building e a certificação Green Key. E usa um sistema de resfriamento e aquecimento com base em águas subterrâneas, além de iluminação e secadores de mão de baixo consumo energético, e está coberto de painéis solares na fachada virada para sul.
 
“Na realidade, esta não é uma forma muito prática de gerar uma quantidade útil de energia, mas eu certamente não iria criticá-lo”, disse Alex Randall, um porta-voz do Centro de Tecnologia Alternativa. “Como uma lição, e um meio de engajamento público, é excelente – se você sentar alguém em uma bicicleta, pedalando forte e mostrar que o esforço é suficiente apenas para alimentar uma lâmpada ou TV, vai fazê-lo apreciar como é difícil produzir energia e, portanto, o motivo pelo qual devemos ter cuidado para não desperdiçá-la. ”

Moradores de bairro japonês reaproveitam quase 100% do lixo

Postado por Daniela Kussama

O que faz os japoneses serem tão cuidadosos é a educação: eles começaram a separar o lixo há 500 anos.

Assista ao vídeo:

O trem parece saído de um filme de ficção. Sem maquinista, totalmente automático, passa pelo meio dos prédios a 20 metros de altura. O destino é o bairro mais moderno de Tóquio. Fica em uma ilha artificial, aterrada e construída – em grande parte – com lixo.

Ali, os japoneses ergueram hotéis, shopping centers, sedes de grandes empresas. Tem até roda gigante e uma réplica da Estátua da Liberdade. Não e só a aparência, Odaiba é como os japoneses esperam, que seja o futuro: eficiente e limpo. O bairro é um exemplo de convivência com o lixo: praticamente 100% são reaproveitados.

O brasileiro Akira morou aqui por dois anos. Agora está de mudança e, como acontece nessas situações, está produzindo muito lixo. Ele nos leva até a lixeira do prédio para mostrar que, para viver em uma sociedade limpa, é preciso obedecer a muitas regras. Para reciclar, Akira só tinha plásticos, por isso foi tudo em uma lixeira só. Mas geralmente, dá mais trabalho: é preciso separar o lixo em mais de 10 categorias.

“No começa não é natural separar tanto lixo. No Brasil estamos acostumados a uma lixeira só. Depois, isso começa a ficar natural”, diz o brasileiro.
Parte do lixo que não pode ser reciclada: restos de comida, papéis sujos. Isso é levado em um saco para outra sala.

O lixo segue automaticamente para uma usina. Tubos trazem o lixo para a usina. São cinco tubos, vindos das cinco regiões do bairro. São como gigantescos aspiradores de pó, sugando o lixo diretamente para a usina.

Lá dentro, toneladas de lixo são despejadas a cada minuto. Uma gigantesca garra mecânica, controlada por um comando parecido com o de videogame, recolhe tudo e joga na fornalha. O calor gera eletricidade. Tudo funciona automaticamente. Os engenheiros ficam só de olho para o caso de alguma pane. Nenhum grão de sujeira é desperdiçado.

As cinzas que sobram dessa queima são reaproveitadas, por exemplo, para pavimentar as ruas.

O engenheiro explica que, provavelmente, o ar expelido pela usina é mais limpo do que o que se respira em Tóquio. A energia produzida a partir do lixo abastece até 10 mil residências. E um dos clientes é um ginásio de esportes que, para combinar com o estilo do bairro, se parece com uma nave espacial.

As piscinas do centro esportivo são usadas pelos moradores do bairro, que pagam uma taxa baixa – R$ 6 – para nadar por duas horas aqui. A água é mantida sempre a 30º. Graças à energia vinda da usina de lixo, ninguém precisa passar frio.

Os moradores aproveitam os benefícios de viver em um bairro que é um dos mais limpos do mundo. O resto do Japão não chega a ser assim, mas também não é muito diferente.

As regras de separação de lixo variam de bairro para bairro. Alguns multam os que não obedecem. Mas o que faz os japoneses tão cuidadosos é a educação: eles começaram a separar o lixo há 500 anos, é uma tradição aprendida na escola e com a família.

No Japão, não há lixeiras nas calçadas. Se a gente quiser se livrar de uma garrafa de refrigerante, por exemplo, precisa ir até uma loja de conveniência, onde há um ponto de coleta para reciclagem. O lixo é dividido em quatro categorias. Aí tem que fazer assim: primeiro joga o resto do refrigerante no ralo. A garrafa tem que estar vazia. Depois, arranca o rótulo, que vai para a lata dos plásticos. Finalmente, pode jogar a garrafa fora, no lugar apropriado.

Dá trabalho? Claro que dá. O prêmio é viver em cidades que raramente alagam em dias de chuva e com ruas que parecem sempre ter acabado de passar por uma boa faxina. 

Fonte: Bom Dia Brasil – Rede Globo

Sobre Inverde
O Inverde tem como objetivo principal sensibilizar e educar para a importância de se preservar a qualidade de vida na cidade, além de conectar os seus moradores com os processos naturais, valorizar a biodiversidade e os serviços prestados pelos ecossistemas, onde a Floresta da Tijuca tem um papel fundamental para uma vida saudável na cidade do Rio de Janeiro.

One Response to Proposta recomenda IPI menor permanentemente para produtos eficientes

  1. Informação muito bem redigida. É necessário devoção para criar bons posts como esse, obrigado pela dedicação! Estava mesmo excelente, bom trabalho! saco para aspirador de pó eletrolux

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