BLOG INVERDE

O que não falta é gente competente para contribuir para melhorar a cidade do Rio de Janeiro. Segue dois artigos, um do Luiz Fernando Janot e entrevista com Sergio Magalhães (presidente do IAB nacional) sobre o tema dos caminhos do Rio. Leia também a opinião de Cecilia Herzog sobre esse mesmo assunto em: http://ceciliaherzog.wordpress.com/reflexoes/

Artigo LF Janot - Para não morrer de vergonha - O Globo 15.03.2014

foto

Rio de Janeiro, 17 de março de 2014

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Ótimo artigo crítico  de L.F. Janot sobre o que vem acontecendo nas cidades brasileiras. O foco em resultados imediatos e a mercantilização das cidades, em especial do Rio de Janeiro em nome de um passe para se tornar uma “Cidade Global” tem custado caro. É só olhar para a história. Atualmente é inadmissível que intervenções que envolvem somas estratosféricas que todos pagam passem à revelia de embasamento científico e sem a participação de especialistas nas diversas áreas que fazem as cidades. Até quando os cariocas vão aceitar tudo tão passivamente?

Artigo LF Janot - O pragmatismo e os ovos de ouro - O Globo 15.02.2014

Puublicado em 19.02.2014 por Cecilia Herzog

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Aberta a chamada de trabalhos para Leituras Paisagísticas. Veja abaixo:

Chamada de Trabalhos

Publicado em 17.02.2014

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Último artigo de 2013 de Luiz Fernando Janot no O Globo de 21 de dezembro.

Artigo LF Janot - Um problema em qualquer língua - O Globo 21.12.2013

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Desejamos que 2014 seja um ano melhor para TODAS AS PESSOAS em HARMONIA COM A NATUREZA. Que tenhamos cidades mais verdes – com muitas árvores, vegetação nativa  e hortas comunitárias – para cidades mais saudáveis, sustentáveis e resilientes. Q…ue as pessoas possam se locomover com sua própria energia, e que os transportes públicos melhorem em nossas cidades. Que as chuvas mantenha a fonte da vida – a biodiversidade – ofereçam alivio do calor, e não nos apavorem com mais enchentes e deslizamentos. Que as águas urbanas sejam mais limpas e captadas próximo de onde moramos. Que TODOS tenham direito à cidade com alta qualidade de vida, em ambientes democráticos e socialmente justos.

CARTAO-NATAL-2013-inverde

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Artigo de Luiz Fernando Janot: CIDADES DESCARTÁVEIS

Artigo LF Janot - Cidades descartáveis - O Globo 23.11.2013

Publicado no O Globo de 23.11.2013.

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Mais um excelente e oportuno artigo de Luiz Fernando Janot nesse sábado, dia 27.10.2013. É sobre a expansão urbana desenfreada eliminando um patrimônio ecológico insubstituível e fundamental para a qualidade de vida da cidade do Rio de Janeiro. Confira abaixo:

Artigo LF Janot  A caminho de Guaratiba  O Globo 26.10.2013

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Lançamento do livro sobre a história dos jardins até a época contemporânea “Projetar a Natureza” e palestra com o autor italiano Prof. Franco Panzin. Confira os convites abaixo:

Projetar a natureza

Tendencias do parque contemporaneo

Publicado em 30.09.2013 por Cecilia Herzog

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Artigo publicado no O Globo do dia 29.09.2013, de Helena Celestino sobre a opção de cidades do século XXI por bicicletas.

FUTURO-2-RODAS

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Artigo de Luiz Fernando Janot publicado no O Globo de 8.6.2013 sobre a especulação do mercado imobiliário os meios de transporte na cidade do Rio de Janeiro. Quem ganha com isso? Confira e pense nisso!

Artigo LF Janot - A lógica da especulação imobiliária - 08.06.2013

publicado em 30.06.2013
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O que um paisagista faz? qual sua formação? qual vocação? O artigo abaixo responde com o trabalho de um dedicado paisagista formado há 25 anos pela renomada universidade de Virginia nos EUA. Leia a entrevista:

Warren Byrd: How to Be a Landscape Architect

04/17/2013 by J. Green

book[1]

Throughout March, the University of Virginia School of Architecture has celebrated the work of local landscape architecture firm Nelson Byrd Woltz (NBWLA) and its recently published book Garden Park Community Farm. The celebration kicked off with a lecture by Warren Byrd, FASLA, former student and faculty member. He explained his life-long “meandering with purpose,” starting as a curious boy with a sketchbook, through his 25-year journey founding the firm, and its expansion into one of the most well-respected practices in the country.

It’s a unique occasion for a landscape architecture program to honor the lifetime achievements of a designer who has been personally tied to the school throughout his career. For me, as one of the program’s students, it was an opportunity to better understand my program and profession and glean insights from a lifetime of dedicated teaching and practice. As a professor for more than 25 years, Byrd had several lessons to impart on future landscape architects. These are the ones that I took with me:

Lesson #1: Live your Values

Byrd said he has been given the opportunity to do three of life’s most important things: “to teach, to parent, and to plant trees.” These three values permeated not only his talk, but also his roles as husband, father, educator, and designer.

As a teacher at UVA, Byrd stressed the value of plant knowledge and the importance of planted form as a foundation for landscape architecture. Students of his recall many hours treking around Charlottesville and the Blue Ridge mountains, drawing and memorizing native plants in their indigenous environments. Similarly, in the lecture, he reminded us to “think of plants from the beginning” and showcased an incredible array of plant uses in NBWLA’s work, a characteristic that has become a hallmark of the firm.

As a father, Byrd displayed a moving devotion to his wife Susan and his daughter Susanna. However, his notion of family did not stop there. He emphasized that all of NBWLA’s work, at the core, is about families—from the firm’s family, the families of visitors that visit sites, and the families of plants and animals considered in the designs.

As a planter of trees, Byrd noted not just the significance of planted form, but also reminded us of how lucky landscape architects are to devote their careers to improving the world through its own natural beauty and systems. It’s important, as we go through our daily lives, projects, and careers, not to lose touch with this unique gift and responsibility that we have been given.

thedell[1]

nbwla_thedell2[1]

Lesson #2: Be humble

His talk also reminded me of the importance of staying humble. Even though he was a founding partner and leader of the firm for over 25 years, at every opportune moment, he attributed his success and the success of the firm to the people around him—his partner Thomas Woltz, NBWLA’s staff of designers, his wife Susan, clients, and visitors of his sites. This was a reminder that no project is the work or vision of a single person, but they all require a dedicated team to come to fruition.

Lesson #3: Draw

The last lesson Byrd imparted during his talk was to draw. Every day. Draw to understand how something works or fits together. Draw thoughts and ideas. Draw to see the world differently. Draw to aid memory. He said that “you never know when your mind will bring up something from the past, and drawing helps you remember better.”

He emphasized drawing as a tool—both for understanding what is and for creating what could be. And this also touched at the heart of his design philosophy. Drawing requires one to be still and observe. He stated: “preparation in design is about listening and learning.” Drawing requires distillation. The “best designed places share a simplicity of purpose and expression—they express just a few salient qualities.” Lastly, drawing requires both logical understanding and an intuition for how that can be expressed.

He noted that the best design work is a combination of what is rational and intuitive.

water[1]

The works highlighted in Garden Park Community Farm —from the Dell at the Univeristy of Virginia to the City Garden in St. Louis—are all manifestations of these lessons. Much more than just a compilation of successful design projects, it’s a testament to Byrd’s career dedicated to teaching, parenting, and planting trees.

Harriett Jameson is a student at the University of Virginia, pursuing a dual masters degree in Urban and Environmental Planning and Landscape Architecture

Image credits: (1) Garden Park Community Farm / Princeton Architectural Press, (2-3) The Dell at University of Virginia / Nelson Byrd Woltz

Fonte: http://dirt.asla.org/2013/04/17/warren-byrd-how-to-be-a-landscape-architect/
Postado em: 24.04.0213
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Daniela Kussama, co-fundadora e membro de nosso conselho, inovou em seu aniversário com um mini TEDx, quer dizer convidou pessoas para fazerem mini-palestras. As palestras dos membros do INVERDE Cecilia Herzog e Pierre-André Martin estão disponíveis on-line. Veja abaixo:

DANIELAKUSSAMA-TRINTA5x_PALESTRAS

Ou acesse aqui:

Cecilia Herzog – Alfabetização Ecológica para Cidades Sustentáveis e Resilientes

Pierre Martin – Biomimetismo – Criar olhando a natureza

Postado em 27.03.2013
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Paisagem carioca: a responsabilidade é enorme

Até quando as pessoas que são responsáveis pelas decisões de intervir na premiada paisagem da cidade do Rio de Janeiro vão ignorar que estamos com o clima local e global alterado, sujeitos a eventos de forte intensidade, muita chuva ou falta dela? Não sabemos o que nos espera no próximo verão, a estação chuvosa, depois de um ano extremamente seco.

O que aconteceu essa semana em Nova York deveria ser interpretado como mais uma mensagem de extrema urgência para mudarmos os padrões de intervenções nas sensíveis paisagens cariocas. A nossa curta memória permite que projetos sem qualquer embasamento em conhecimento científico sobre os processos e fluxos naturais e as possíveis consequências já publicadas por órgãos da própria administração pública, ou até mesmo as recomendações dos técnicos competentes que trabalham em suas secretarias sejam levados em conta. Onde estão os Estudos de Impactos Ambientais REAIS que poderiam orientar essas intervenções de modo a construirmos uma cidade sustentável e resiliente aos impactos das mudanças climáticas? E a participação da sociedade organizada, universidades, pesquisadores e comunidades previstos nas legislações?

Esses desastres “naturais” irão ocorrer novamente. E não vai demorar. Estamos brincando não só com fogo, mas com águas e ventos. Com a natureza! Será que não iremos acordar? O Rio de Janeiro deveria levar a sério e de forma emergencial um planejamento integrado e sistêmico para sua paisagem urbana. Imensas quantias que estão sendo gastas em obras em locais que estão sujeitos ao aumento do nível do mar, onde áreas de acomodação das águas estão sendo aterradas, rios estão sendo canalizados e a biodiversidade que nos oferece insubstituíveis serviços ecossistêmicos onde vivemos está sendo eliminada. Continuam no mesmo paradigma higienista de tentar se livrar das águas o mais rapidamente possível. Só que não deu certo, e as coisas ainda irão piorar muito, pois o nível do mar está subindo. O Nordeste americano, incluindo Nova York, está sofrendo maiores impactos porque o mar lá já subiu aproximadamente 30 centímetros, com isso a ressaca invadiu as cidades com a maior facilidade e tragou casas e infraestrutura. A destruição está aí para todos verem e o número de mortos continua a crescer. Só para lembrar, o nível do mar aqui também está subindo.

Em sentido oposto, cidades estão sendo planejadas e adaptadas para se tornarem resilientes aos impactos das mudanças climáticas. Congressos mundiais debatem e trocam experiências em busca de novas alternativas para que a adaptação urbana seja feita rápida e eficazmente. O Rio de Janeiro está fora desse debate. Aqui parece que estamos em outro planeta, onde o melhor dos mundos ainda está por vir.

A responsabilidade desses tomadores de decisões, de empreendedores imobiliários, de construtores de infraestruturas é enorme. Parece que não têm a menor ideia do que significa sustentabilidade de uma cidade de forma holística. O que se ouve é sustentabilidade econômica-financeira. Não há sustentabilidade sem considerar o ambiente e as pessoas. Não podemos permitir que as mesmas técnicas já superadas de aterros, alteração do curso dos rios e construção de estradas e vias que bloqueiam os fluxos das águas e eliminam as nossas árvores e ecossistemas continuem. A mudança oportunista da legislação ambiental trará impactos severos e imprevisíveis. Grandes eventos passageiros não podem justificar intervenções permanentes que trazem benefícios financeiros para poucos no curto prazo e ameaças para a maioria no médio e longo prazo.

** Nota: Falta planejamento baseado em conhecimentos que estão no livro Rio Próximos 100 anos publicado pelo IPP, e na publicação Vulnerabilidades das Megacidades Brasilieras às Mudanças Climpaticas – Região Metropolitana do Rio de Janeiro de 2011.

Alguns exemplos: baixada de Jacarepaguá – aterros de áreas úmidas, alteração da dinâmica hídrica com impactos imensos em dias de grandes chuvas, retificação dos rios em Jacarepaguá- idem, corte maciço de árvores em áreas urbanizadas se espalham pela cidade (Deodoro, Pça N.S Senhora da Paz, Freguesia, Campo Grande, entre outros) – ilhas de calor, maiores áreas impermeáveis, e muito mais. Inclusive em Guaratiba, o mague protegido pela Reserva está sob risco de desaparecer por conta do bloqueio dos fluxos das águas que descem dos maciços, e estão causando maiores inundações à montante – aguarde o verão, se as chuvas vierem vai ser um desastre anunciado.

Fora a Trans oeste que além de bloquear os fluxos, ainda precisa de drenagem forçada para não inundar em cima e embaixo – deu no Globo há poucos dias. Ainda tem o campo de golfe sobre área de restinga, arenosa. Irá cobrir uma área drenante com solo arenoso, por uma cobertura de gramados que precisarão de intensos cuidados com irrigação permanente e uso de insumos agrícolas, adubos e inseticidas , ou seja agrotóxicos para se manter verde – polui o lençol d’água subterrâneo e muda a ecologia local, fora os impactos de alterar os gabaritos para aumentar os edifícios que terão impactos sobre a paisagem espetacular que temos. Deverá virar um paredão de prédios (que em sua maioria precisam de ar condicionado em tempo integral, além de outros inúmeros impactos

Essa intervenções impactam tanto, que deveriam ser passíveis de amplo debate público, inseridas em um planejamento sistêmico baseado em conhecimento multidisciplinar da paisagem, seus processos e fluxos socioecológicos e de forma completamente transparente!

Cecilia Polacow Herzog

Rio de Janeiro, 3 de novembro de 2012

Fonte: http://ceciliaherzog.wordpress.com/atualidades-2/
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Matéria da maior importância sobre MUDANÇAS CLIMÁTICAS E ADAPTAÇÃO da Amélia Gonzalez que saiu hoje (08.11.2012) entrevistando o físico Herch Moysés Nussenzweig, no caderno AMANHÃ DO O GLOBO

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Artigo do Luiz Fernando Janot de sábado dia 21.07.2012, publicado no Globo

Postado em 23.07.2012
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Artigo de Alfredo Sirkis, DE HOJE DIA 17.07.2012 publicado no Globo, sobre a necessidade de dar a real atenção às mudanças climáticas que estão ocorrendo para que possamos enfrentar os desafios urgentemente. Não podemos ficar à mercê dos mesmos artifícios que já foram usados por diversas indústrias, como fumo e insetidicidas (DDT- viva Rachel Carson!), entre inúmeros outros. Dessa vez é o futuro da humanidade que está em jogo, e deveríamos tomar o “PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO” como orientador das ações e atividades: na dúvida de impactos negativos NÃO FAZER!

postado em 17.07.2012, por Cecilia Herzog
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Artigo de Luiz Fernando Janot, de sábado dia 30.06.2012 publicado no O Globo.

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Vamos nos juntar à LIGA DAS FLORESTAS: desmatamento ZERO!

http://www.ligadasflorestas.org.br/users/56613
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Livro que compila o Sustainable Sites Innitiative (disponível em http://www.sustainablesites.org/report/), que foi desenvolvido com a contribuição de inúmeros cientistas e especialistas para que os projetos e intervenções na paisagem sejam sustentáveis no longo prazo. O objétivo é respeitar as especificidades do local antes de começar a transformar a paisagem de forma a criar problemas futuros. É essencial! Deveríamos ter uma aqui para nossas paisagens. Mas, é inspirador e oferece caminhos que devem ser percorridos antes de começar os projetos arquitetônicos e de engenharia.

Designing the Sustainable Site

Designing the Sustainable Site: Integrated Design Strategies for Small-Scale Sites and Residential Landscapes by Heather Venhaus, who worked on the Sustainable Sites Initiative (SITES) guidelines and benchmarks at the Lady Bird Johnson Wildflower Center at the University of Texas at Austin, provides a broad overview of sustainable landscapes from concept to implementation.

Venhaus cites the common definition of sustainability as “development that meets the needs of the present without compromising the ability of future generations to meet their own needs” (Brundtland 1987). She further describes sustainability as a recognition of the interdependency of the environment, human health, and the economy. Venhaus argues that sustainable landscapes need to be regenerative, not only easing environmental damage but actively reversing it. In order for a design to be regenerative, we cannot simply add sustainable elements to the end of a conventional design. Instead, ecological systems must be integrated into every step of the design process. For this reason, Venhaus has written a book that is aimed not only at landscape architects but also planners, architects, contractors, and home gardeners.

Designing the Sustainable Site is a broad introduction to a variety of concepts and tools, most of which will be quite familiar to landscape architects. The book discusses, among other things, how to assemble multi-disciplinary design teams, write construction documents, conduct site analysis, and formulate maintenance plans. The remaining bulk of the book is devoted to “Sustainable Solutions,” which mostly reads as an overview of current sustainable design technologies. These chapters cover techniques for addressing air pollution, water pollution, flooding, water conservation, invasive species, and loss of biodiversity.

Experienced landscape architects are not necessarily Venhaus’s target audience. Instead, Designing the Sustainable Site could be an introductory textbook for students of planning, architecture, or landscape architecture. In many ways, this book looks and reads like a textbook: it’s full of diagrams that are clear, legible, but uninspiring. More successful than the diagrams are the extensive, photographically-documented case studies of residential sustainable design. These case studies begin to communicate the aesthetic potential of sustainable design, lending the book a bit of graphic interest.

By stressing the importance of integrative design – working sustainability into all aspects of a project – Venhaus makes it clear that sustainability falls across multiple disciplines. While the concepts presented in this book may be obvious to landscape architects, unfortunately they may be news to other design professionals and much of the public. By specifically addressing residential landscapes and small-scale sites, Venhaus moves sustainability out of the exclusive domain of landscape architects and into the hands of anyone involved in the design and building process, including all those prospective clients.

Read the book.

This guest post is by Benjamin Wellington, Student ASLA, master’s of landscape architecture candidate, Louisiana State University, and ASLA 2012 summer intern.

Image credit: Wiley & Sons

Fonte: http://dirt.asla.org/2012/06/26/designing-the-sustainable-site/
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Seminário: Graziela Maciel Barroso: O Legado de uma cientista do século XX, no JBRJ, dia 28.06. Confira a programação abaixo.

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Exposição de fotos na Praça N. Senhora da Paz nesse sábado. Venha prestigiar e compreender porque devemos trabalhar para preservar as árvores e a ambiência da praça que é nossa!

postado em 29.06.2012

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PEU GUARATIBA URGENTE!! REUNIÃO NO DIA 31, É PRECISO QUE TODOS OS CIDADÃOS PREOCUPADOS EM TER UMA CIDADE SUSTENTÁVEL E RESILIENTE SE MOBILIZEM E COMPAREÇAM.

Não vamos deixar que nossos últimos remanescentes de ecossistemas nativos e de áreas de produção de alimentos em Guaratiba e Sepetiba desapareçam para dar lugar a um mercado imobiliário predador do ambiente e dos serviços ecossistêmicos. Somos… TODOS RESPONSÁVEIS POR UMA CIDADE MELHOR PARA TODOS! Mais informações abaixo:

Prezados Senhores,

De acordo com a orientação do Senhor Secretário Municipal de Urbanismo Sergio Moreira Dias , Presidente do Conselho Municipal de Política Urbana – COMPUR e atendendo ao disposto nos Art. 9 da lei 3.957/05 e o Art.30 do Regimento Interno, convocamos os Srs. Conselheiros Titulares / Suplentes, para a Reunião Ordinária do COMPUR no próximo dia 31de maio de 2012, quinta-feira, às 10h, no Centro de Arquitetura e Urbanismo, Rua São Clemente nº 117, Botafogo , com a seguinte pauta:

“PEU GUARATIBA E SEPETIBA”

Marisa Valente dos Santos
Gerente da 5ª Gerência de Planos Locais / SMU
Gloria Torres
Coordenadora da Coordenadoria de Planos Locais / SMU
Atenciosamente,

Cristina Micaelo
Secretária Executiva do COMPUR

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Um vídeo que dá uma idéia do impacto ambiental que está ocorrendo em Guaratiba, numa área que é um patrimônio que deveria ser preservado como fonte de vida para espécies aquáticas, pássaros e para as próximas gerações que vão depender dessa… rede de vida que está sendo destruída. Deveríamos viver em harmonia e não destruindo a NATUREZA! Para quem conhece e estudou a área dá uma tremenda indignação ver o que está acontecendo à revelia de efetiva participação popular e da comunidade científica. Tudo feito visando lucros imediatos para poucos!

http://www.youtube.com/watch?v=C7jzLrU2pjI Ver mais

  • TUNEL GROTA FUNDA MARÇO 2012 EXCLUSIVO.wmv
    video exclusivo da pista do tunel da grota funda chegando no recreio de guaratiba…em março de 2012

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AS TRILHAS CIRCULARES DO PARQUE NACIONAL DA TIJUCA

Poucos dias após tomar posse como diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes, Pedro Cunha e Menezes, visitou o Parque Nacional da Tijuca e, durante oficina dada a gestores de diversos parque nacionais, no mês passado, anunciou: “As trilhas circulares do PNT vão ficar prontas até a Rio+20”.

Motivados pela objetividade e empenho do novo “chefe”, que arregaçou as mangas e colocou a mão na massa, a equipe de monitores ambientais do Parque prontamente foi a campo iniciar o levantamento topográfico das trilhas. Dois circuitos, um externo e outro interno, que utilizam apenas trilhas pré-existentes, serão implantados até meados de junho no Parque Nacional da Tijuca, recebendo nova sinalização indicativa e servindo de modelo para outras Unidades de Conservação.

“Setas com tinta reflexiva nas cores amarela e vermelha serão inseridas em árvores e rochas, bem como placas de madeira com indicação de destino vão ser colocadas ao longo do trajeto para maior segurança dos visitantes”, explica Thiago Haussig, responsável pela tabulação dos dados. Uma vez finalizados os trabalhos nas trilhas externa, “Major Archer”, e interna, “Castro Maya”, em homenagem a dois grandes personagens históricos da região, a ideia é gerar os mapas dos circuitos e disponibilizá-los aos visitantes, que poderão fazer o download diretamente do site do PNT, num primeiro momento.

Pedro Menezes e a equipe do Parque Nacional da Tijuca apostam que a inauguração dos circuitos circulares pode aumentar a visitação e ajudar, inclusive, no manejo das trilhas, já que o fluxo de visitantes diários da Unidade será dividido ao longo dos 32 quilômetros dos dois novos trajetos. Localizados no setor Floresta da Tijuca, os circuitos de 20 e 12 quilômetros precisarão, respectivamente, de quatro e dois dias para serem percorridos integralmente.

Monitores ambientais sinalizam trilha

Seta indicativa colocada em tronco de árvore

Pedro Menezes em campo

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Para aquecer a economia, governo incentiva indústria do carro.

Mas e os impactos territoriais desta medida?

Raquel Rolnik*

Ontem todos os jornais repercutiram o anúncio do ministro Guido Mantega sobre medidas para aquecer a economia diante da crise financeira global. Basicamente, o governo reduziu impostos e juros para compra de carros, liberou mais crédito, ampliou o prazo para compras de veículos a prazo, e reduziu os juros do BNDES para empréstimos a empresas. Para se ter uma ideia, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros nacionais 1.0 foi zerado e, além disso, as montadoras darão descontos no preço de tabela dos automóveis. Estas medidas valem até 31 de agosto.

De acordo com o portal do Estadão, de um lado, o governo estima que deixará de arrecadar R$ 1,2 bilhão no período; de outro, as montadoras se comprometeram a não demitir funcionários durante o período do acordo. Em entrevista ao jornal, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, afirmou: “Isso atende à demanda do setor. Os estoques estão altos e é preciso fazer girar a máquina da indústria automobilística.”

Resta saber ONDE esta máquina vai girar, já que nossas cidades e estradas estão abarrotadas de carros, sem perspectivas de enfrentamento de uma das maiores crises de mobilidade que este país já conheceu. A realidade é que nosso modelo de cidade e de país, baseado na mobilidade sobre pneus de carros e caminhões, consome um enorme espaço, público e privado, uma quantidade gigantesca de recursos, e não tem atendido as necessidades de circulação da população. O triste é que uma política industrial – definida para bombar a economia e o emprego – tem enormes impactos territoriais que sequer são considerados, muito menos planejados…

* Raquel Rolnik é arquiteta urbanista, professora da Faculdade   de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas e coordenadora da área de   urbanismo do Pólis – Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em   Políticas Sociais.

Texto originalmente publicado no blog da autora.

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Vocês já ouviram falar de Conundrum? Pois é um termo que em resumo quer dizer: me engana que eu gosto. é o caso de greenwash de produtos que consumimos, crentes que estamos fazendo bem para o planeta e na verdade têm uma mega pegada ecológica e social, e somos levados pela propaganda a acreditar que está tudo ótimo.

Leiam o caso do café que é vendido em lojas que mais parecem joalherias. Essas lojas estão nas ruas e lugares mais luxuosos das cidades mais “bacanas” do planeta. Vi isso em muitos lugares, inclusive na praça do Povo em Xangai!

Até aqui em casa temos uma máquina dessas, e o café é realmente delicioso, mas de ecológico realmente passa longe.

Vejam o artigo do TreeHugger.

The (Coffee) Pod People Are Over Europe

Lloyd Alter

May 17, 2012
In Turin. Lloyd Alter/CC BY 2.0

Britain was never known for its coffee. It is no surprise that Nespresso and other coffee pods caught on there. But Italy? The home of Gaggia and Faema and Bialetti? Impossible.
Lloyd Alter/CC BY-NC 2.0

But everywhere I went, I saw pod coffee machines, fancy Illy machines being sold on Victor Emmanuelle in Milan . George Clooney was peddling Nespresso in a beautiful store on the main square in Turin. At one coffee break I attended, two attendants worked a Lavassa machine, cachunk, cachunck, turning out little cups of espresso one after another, emptying the machine every few minutes to make more room for little bits of plastic waste filled with coffee.
Inside a Nespresso store/ Lloyd Alter/CC BY 2.0

Coffee is an important ritual in Italy, with prescribed rules. You only have cappucino at breakfast; it is unheard of any other time. You don’t take a big cup of coffee away in a paper cup; you knock back a tiny ceramic cup of espresso standing at the bar. That is the Express in espresso. They take it seriously.
Inside an Illy Store, Milan/CC BY 2.0

But the pod people are determined to change this. They open gorgeous showrooms that were seriously crowded. They take back used pods and pretend to “recycle” them, as if transporting used pods across the country to try and take them apart makes any kind of economic sense compared to no plastic and foil at all.

People laugh at me for paying close to twenty bucks a pound to have my fair trade organic shade grown bird friendly coffee delivered in returnable mason jars by cargo bike. But the pod people are selling coffee for between thirty and fifty bucks a pound, telling us to use this bit of plastic and foil for all of three seconds and then throw it away. Who is the greater fool here?

The reality remains, it is design for unsustainability. I rant on about it because it represents everything we should be moving away from. And it appears that I am ranting against the wind.

Fonte: http://www.treehugger.com/sustainable-product-design/coffee-pod-people-are-taking-over-europe.html

postado: 18.05.2012, por Cecilia Herzog

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Artigo interessante sobre ECOnomia e ECOlogia

FERNANDO FERNANDEZ
Biólogo, PhD em Ecologia pela Universidade de Durham (Inglaterra). Professor do Departamento de Ecologia da UFRJ, seu principal interesse em ensinoe pesquisa é a Biologia da Conservação.

16 de Maio de 2012 (OEco)Ecologia e economia, dizem, são irmãs que não se gostam muito.Ambas as palavras vem da mesma raiz grega, “oikos”, que quer dizer casa. Ecologia, porém, termina com o sufixo “logos”, que tem sido traduzido como “estudo de”, enquanto economia se completa com “nomos”, traduzido como “cuidar de”, ou mais geralmente como administração. Assim sendo, ecologia é a ciência que estuda a casa, ou mais precisamente, que estuda as relações dos seres vivos uns com os outros e com o seu ambiente. Economia, todos nós sabemos o que é.Mas, pensando bem, será que sabemos mesmo? Cuidar dos problemas ambientais, quaisquer que eles sejam, é “cuidar da casa” – dificilmente alguma coisa poderia ser mais cuidar da casa do que isso! Portanto, cuidar dos problemas ambientais é, por definição, economia. Esse pontoparece uma baita ironia, já que a gente sabe o quanto brigam as duas irmãs. No entanto, por isso mesmo não é uma mera filigrana semântica. A economia clássica costuma ter uma visão estreita do que é cuidar da casa. Chama as coisas que a natureza nos dá de “recursos” e parece considerar que eles sejam basicamente infinitos, ou porque um mesmo recurso possa suportar exploração eterna, ou porque a tecnologia, dizem, vai sempre achar um substituto. Persegue o ideal impossível de um crescimento ilimitado num planeta finito. Explora e degrada os serviços ambientais que mantém a vida no planeta, chama os prejuízos ambientais que causa de “externalidades”, e deixa uns e outros de fora da sua contabilidade estreita.Que economista é esse?
“Você esperaria ouvir a seguinte frase de um economista: “estamos devorando os sistemas que sustentam nossa própria vida, e enquanto o fazemos, buscamos desculpas para negar-lhes importância”?”

Nesse contexto, quando o meu amigo Adrian Monjeau me deu o livro “Economía para un planeta abarrotado”, de um economista chamado Jeffrey Sachs, confesso que minha expectativa não era muito grande. Mas à medida que eu fui lendo o livro, meu queixo caiu, e comecei a perceber quanta razão Adrian tinha ao me recomendar aquela leitura com entusiasmo. Que diabo de economista era aquele?   Logo no início do segundo capítulo, Sachs argumenta com absoluta lucidez que não é possível discutir economia no mundo atual sem falar de superpopulação – um ponto óbvio mas que muitos economistas costumam varrer para baixo do tapete. Segue-se um capítulo (“o antropoceno”) sobre a expansão do domínio humano no planeta e o estrago que temos feitoaos seus processos ecológicos. O quarto capítulo é sobre as mudanças climáticas globais e o que podemos fazer para mitigá-las. O quinto – minha surpresa só aumentava – é sobre usos e abusos de um daqueles recursos básicos que os economistas consideram que vai estar sempre lá: a água.Imagine, então, meu absoluto pasmo com o sexto capítulo: “Um lar para todas as espécies”. Sachs escreve sobre “o muitíssimo que há em jogo com a biodiversidade”, e fala de perda não só de espécies como de interações ecológicas, com absoluta lucidez e naturalidade. Você esperaria ouvir a seguinte frase de um economista: “estamos devorando os sistemas que sustentam nossa própria vida, e enquanto o fazemos, buscamos desculpas para negar-lhes importância”? Acho que não, pelo menos de um economista como você e eu estamos acostumados a pensar.A essa altura, eu mal conseguia parar de ler. Minhas surpresas, porém, estavam só começando.Uma solução boa para todosNa parte seguinte, Sachs discute como estabilizar a população humana, especialmente nos países mais pobres da África e do Oriente Médio, o que ele considera uma pré-condição para a sustentabilidade. Abordando com o devido cuidado um problema complexo, ele propõe várias medidas distintas e complementares. Uma das suas idéias, porém, se destaca como uma das soluções mais desconcertantes, mais simples, e mais felizes que já li em anos de discussões sobre a questão populacional.Com base em abundantes dados, Sachs chama a atenção para o fato de que existe uma fortíssima correlação negativa entre a mortalidade infantil e as taxas de fecundidade das mulheres. A mortalidade infantil – os dados que ele usa são de  número de crianças que morrem antes de cinco anos de idade, de cada mil nascidas vivas – é sistematicamente maior nos países, todos eles no terceiro mundo, que têm maiores taxas de fecundidade, ou seja, o maior número de filhos por mulher.É interessante pensar em porque isso acontece. Nos casos extremos, alguns dos países mais pobres do mundo tem mortalidades infantis estarrecedoras de até uns 300/1000, ou seja, uma criança recém-nascida tem quase um terço de probabilidade de morrer em seus primeiros cinco anos. Num país assim, uma mulher que tenha um ou dois filhos tem muita chance de não ter filho nenhum em pouco tempo. Ela não fez as contas, mas sabe muito bem disso. Ainda por cima, são países que geralmente não têm sistemas de previdência, e os pais dependem dos filhos para cuidar deles na velhice. Numa situação assim, é de se esperar que as pessoas queiram ter muitos filhos. As culturas locais reforçam isso com sistemas de valores que estimulam as pessoas, por uma série de maneiras, a esse comportamento.

“resultado interessantíssimo – os países nos quais a mortalidade infantil cai muito alcançam naturalmente, sem qualquer controle do estado, reduções significativas nas suas taxas de fecundidade”
Mas se a mortalidade infantil cai… muda tudo. Se a mortalidade infantil diminui drasticamente, as mulheres passam a preferir um número menor de filhos, e se adaptam muito rápido à nova situação. A própria cultura também se adapta rápido, especialmente porque discutir a sexualidade está deixando rapidamente de ser um tabu, até mesmo na África. Com isso, chegamos a um resultado interessantíssimo – os países nos quais a mortalidade infantil cai muito alcançam naturalmente, sem qualquer controle do estado, reduções significativas nas suas taxas de fecundidade. Sachs então argumenta que a melhor maneira de diminuir o crecimento populacional, nos países onde ainda é alto, é diminuir a mortalidade infantil. É um argumento completamente contra-intuitivo, e por isso mesmo brilhante.

Mais, essa solução é boa para todo mundo. É boa para as pessoas – evitando o imenso sofrimento causado pela mortalidade infantil. É bom para a economia, porque a estabilização populacional conduz os países à situação de bônus demográfico que explica muito do bom momento econômico atual dos países emergentes, inclusive o Brasil. Finalmente, é bom para os problemas ambientais, porque é claro que a superpopulação é uma das causas mais importantes, embora não a única, desses problemas. É uma das poucas soluções que eu conheço, neste tipo de discussão, em que  todo mundo ganha.Trazendo a economia de volta para o que sempre deveria ter sidoAcho que muita gente confunde Jeffrey Sachs com o “outro” Sachs, Ignacy, um economista polonês que já viveu e trabalhou no Brasil, e cuja visão de economia, por coincidência (não são parentes que eu saiba), tem também um forte viés ambiental. Mas na verdade, a importância do pensamento de Jeffrey Sachs no mundo moderno está longe de ser novidade. Ele sempre foi um economista brilhante; aos 28 anos, era um dos catedráticos mais jovens da história da Universidade de Harvard. Depois, foi conselheiro especial de dois Secretários Gerais da ONU, Kofi Annan e o atual, Ban Ki-Moon. Foi escolhido duas vezes pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Acho que a maior parte dos economistas diria que o atual eixo principal do trabalho de Sachs é sobre políticas para redução da pobreza no mundo. É verdade, mas como eu descobri ao lê-lo, para ele as questões sociais e ambientais estão indissociavelmente ligadas. No que Sachs escreve, ao contrário de muitos economistas e políticos, os cuidados ambientais não aparecem como algo postiço – como aquele mero discurso superficial acrescentado para aplacar as críticas dos ambientalistas. Não. Ele ousa pensar e dizer que um mundo melhor para a biodiversidade será também um mundo melhor para as pessoas. Como as pessoas mais pobres são geralmente as primeiras a ser afetadas pelos problemas ambientais, ele propõe que cuidar da natureza é imprescindível para que se possa erradicar a pobreza. Com esta visão, Sachs restitui a economia àquilo que sempre deveria ter sido – cuidar da casa, para o benefício de todos os seus moradores.Uma esperança para a Rio+20Jeffrey Sachs estará entre nós em breve, na Rio+20. Acho que ele não vai ter uma semana fácil. A presidente Dilma já disse que na Rio+20 “não há espaço para fantasias”, e se referiu explicitamente à energia eólica como uma das tais fantasias. Ao fazer isso, ela deixou claro o que espera da Rio+20: que falem o que quiserem desde que não mudem nada, que não venham propor nada de muito diferente, nada de muito audacioso.É uma pena. Mas o que ela chama de fantasia, eu chamo de esperança.Precisamos não ter medo de ousar. Acredito que Dilma seja séria e bem-intencionada, mas ela está presa àquela ótica estreita dos economistas tradicionais, para quem as questões ambientais são um mero entrave. Para ela o bom momento econômico – que  não é causado pelos nossos governantes, que vão nele de passageiros (ver Nunca é por causa da demografia, aqui em O Eco) – justifica o medo de fazer mudanças importantes.Mas o mundo mudou, o clima está mudando e rápido, a maior crise ambiental da história humana do planeta já está aí, e já afeta a cada dia a qualidade de vida de todos nós, por qualquer maneira ampla de medir qualidade de vida. Nesse novo mundo, os países que dominarem tecnologias “verdes” – inclusive a tal da energia eólica – vão estar investindo no mercado que mais cresce no mundo e vão gerar muitos  milhões de empregos na próxima década, enquanto os que ficarem para trás vão ter que pagar por essas coisas a preço de ouro. Cuidar da casa, então, é agora essencial para a economia por qualquer maneira que você a veja. A Rio+20 é mais uma valiosa oportunidade – já desperdiçamos várias – de colocar a humanidade num caminho melhor. Espero, embora infelizmente sem acreditar muito, que desta vez a esperança possa vencer o medo.Espero, então, que Jeffrey Sachs nos traga um muito da tal da “fantasia”. Precisamos estar abertos para repensar com profundidade – e se preciso for virar de cabeça para baixo – aquilo que hoje chamamos de economia. Tenho esperança que na Rio+20 ele, assim como outros com coragem para ousar, contribua para trazer a economia de volta às raízes do seu próprio nome. É hora de as irmãs se entenderem melhor. As duas precisam cuidar juntas da casa; afinal, é a nossa casa, a única casa que podemos ter.

Postado em 17.05.2012

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VISITA à comunidade da FORMIGA

21.4.2012 para atividade convocada pela ICOS Cidadania

Rua Medeiros Pássaro, rua perpendicular a Conde de Bonfim (Tijuca, RJ), acesso principal

No alto da rua a primeira surpresa. O acesso a um antigo reservatório?

Quem sabe se torne uma comunidade sustentável centrada na água?

Os mutirões de limpeza podem em um segundo tempo limpar os rios do local…biodigestores, zona de raízes, tanques de captação de água de chuva, agroflorestas, educação ambiental e as cachoeiras do local voltam a ser balneáveis… Votos da Inverde/Lourdes Zunino!

Mutirão de limpeza e gincana 28.4.12

Para tornar a Formiga cada vez mais linda!

Parabéns Icos! Parabéns comunidade!

4 Responses to BLOG INVERDE

  1. Mariana Carneiro disse:

    Olá Cecília,

    Cada vez que entro no Blog ele está mais inovador e cheio de excelentes informações!!! Amei a ciclovia na holanda e o projeto de estacionamento transformado em pocket park!!!

    Parabéns!
    Abraço

    Mariana Carneiro

    • Cecilia Herzog disse:

      Oi Mariana,

      Fico feliz de estar atingindo nosso objetivo de trazer soluções contemporâneas que possam melhorar a qualidade de vida em nossas cidades.

      Continue conosco.
      abraço,
      Cecilia

  2. Prezada Cecília Herzog, Parabéns pelo blog! Além das informações valiosas, referências importantes no mundo sustentável, sua crítica construtiva por meio das palavras é o grande legado para os leitores da “reconstrução” dessa selva de pedra…

    • Cecilia Herzog disse:

      Olá Frederico,
      O que fazemos só tem sentido ao encontrar eco (aqui, no duplo sentido) na sociedade. Mantenha contato, e se quiser contribuir será bem vindo.
      abraço,
      Cecilia

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