UMA ALTERNATIVA PARA O PROBLEMA DAS CENTRAIS NUCLEARES

Por Oscar Corbella, graduado em Física Nuclear, possui doutorado em Física pelo Instituto de Física Balseiro, Bariloche e o Istituto di Fisica Marconi, Università di Roma, e pós-doutorado pelo International Centre for Theoretical Physics, ICTP-UNESCO-IAEA (1981). Atualmente é Professor no PROURB/FAU/UFRJ e pesquisador do CNPq /www.oscarcorbella.com

Após os acontecimentos do desastre nas usinas nucleares japonesas, discute-se no mundo todo a conveniência da construção de novas centrais nucleares. O governo brasileiro, fazendo de conta que não tem informações sobre o assunto, emitiu opiniões, dizendo que aqui não se discute e que o programa brasileiro seguirá adiante tal como estava programado. Eu opino que alguns não querem se inteirar de que o período da ditadura já acabou, e que, numa democracia, aparecem versões contrastantes que devem ser escutadas e discutidas.

Na Alemanha, a preocupação com o nuclear acabou resultando em um aumento considerável dos votos verdes, e de uma toma de posição do governo, que fechou varias centrais e submeteu a uma revisão a segurança em todas as centrais em funcionamento. Mas aqui, no Brasil, não tem conversa. Estamos convencidos de somos melhores que os americanos, japoneses e os alemães, juntos, que não conseguem desligar as centrais nucleares avariadas.

E não é por falta de alternativas que não se quer discutir, mas porque alguns tem medo de perder o negocio.

Façamos alguns exercícios do que eles chamariam de propostas utópicas. A primeira proposta é substituir uma central nuclear por energia solar, com a tecnologia que conhecemos atualmente e que podemos fazer.

A primeira pergunta é: para que vamos a usar essa energia elétrica? Para utilizar nos chuveiros elétricos da cidade de São Paulo. Como?! Pois é. Se todos os chuveiros elétricos de São Paulo forem acionados ao mesmo tempo requereriam uma quantidade de energia elétrica que as duas centrais nucleares de Angra, juntas, não seriam capazes de fornecer.

Substituir todos os chuveiros elétricos de São Paulo por coletores solares para aquecimento de água poderia ser feito em menos de dois anos, com um capital muitíssimo menor que o a ser empregado na construção de uma central nuclear. Temos inúmeras fábricas de coletores solares que poderiam ter um crescimento exponencial se motivadas por uma política clara de apoio às energias alternativas.

E conhecemos a engenharia, e sabemos que cada metro quadrado de coletor solar substitui um chuveiro. A energia de apoio para os dias sem sol pode provir de hidrelétricas. Nada disso apresenta problemas tecnológicos ou algum risco.

Imaginemos outra proposta: a energia eólica. Custa bem menos da energia nuclear, não tem riscos e funcionando numa rede interconectada como a brasileira, não apresenta nenhum tipo de problemas. Só formação de mais profissionais na área e estímulos.

Considerando somente estas dois fontes não convencionais se vê com clareza que a fabricação de energia elétrica com centrais nucleares é muito mais cara que suas alternativas e apresenta muito mais riscos, seja na sua operação regular (pois não se sabe o que fazer com seus subprodutos radiativos) ou por seus riscos de acidentes, que se bem pouco prováveis, são desastrosos se acontecerem.

Então, pode-se ter bem claro que a produção de energia elétrica via uma central nuclear é uma alternativa à energia solar ou eólica, bem mais cara e ainda perigosa.

Então por que não se pode discutir e questionar a construção de outras centrais? Por que todos se calam e não opinam?

O é o que todos nos suspeitamos? Que alguns personagens com muita saudade do período da ditadura não querem “largar o ouso”? Ou que algum psicopata pretenda fabricar uma bomba nuclear? Ou alguns outros, que sonham com o submarino nuclear, para brincar de fazer a guerra à Bolívia?

Alias, Angra 1 não acabou sua vida útil? Já fez 30 anos, o que a qualifica como vetusta. Muitas outras com menor idade que ela já foram aposentadas no mundo todo.

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ONE DROP

Half of the world’s schools do not have access to water. As such, the daily chore prevents tens of millions of girls from going to school.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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NO IMPACT MAN: Uma vida sem impactos ambientais é possível?

Uma vida sem impactos ambientais é possível?

Escritor americano passa um ano vivendo de maneira radicalmente ecológica e conta sua experiência em livro e filme.

Mesmo morando no nono andar de um apartamento em Nova York, Colin Beavan, sua mulher Michelle e a filha de dois anos, Isabella, não usavam elevador. Qualquer meio de transporte movido direta ou indiretamente a combustíveis fósseis — elevador, automóvel, ônibus ou metrô — foi abolido, e a família só andava a pé ou de bicicleta. Eles só compravam comida local, produzida num raio de 400 quilômetros da cidade, e não usavam sacolas plásticas.

A experiência teve algumas atitudes mais radicais, como não usar eletricidade dentro de casa. Isso significou deixar de assistir TV e lavar as roupas jogando-as dentro da banheira e pisando nelas, fazendo com os pés o trabalho de uma máquina de lavar. Da alimentação, foram cortados a carne vermelha e até o café; no banheiro, nada de xampu, pasta de dentes ou papel higiênico.

Esse estilo de vida era a base do projeto No Impact Man, em que Beavan e a família passaram um ano, entre 2006 e 2007, procurando provocar o menor impacto ambiental possível. A experiência virou livro e documentário, que acabam de ser lançados nos Estados Unidos.

Beavan calculou que, durante o ano do projeto, sua família deixou de enviar para o lixo 2190 copos de plástico ou de papel, 572 sacolas plásticas e 2184 fraldas descartáveis. Dois anos depois do final da experiência, como conta a reportagem publicada no jornal The New York Times, eles haviam retomado alguns hábitos. A eletricidade foi religada, mas com uso restrito ao mínimo necessário, pois eles continuaram sem ligar o ar condicionado, a máquina de lavar louça e o freezer. Eles agora pegam o elevador em vez de subir os nove andares pelas escadas, mas não abandonaram a bicicleta. A carne vermelha foi eliminada do cardápio, mas o café e o azeite voltaram.

Uma vida mais feliz

Como Colin Beavan relata em seu blog, passar um ano com tantas restrições foi um processo difícil para ele e para a família, mas a experiência o levou a grandes descobertas. “Uma das coisas que eu não esperava quando vivi o mais ecologicamente possível por um ano é que eu acabaria, em vários sentidos, sendo mais feliz”, conta.

Agora, o escritor está engajado em viabilizar o No Impact Project, um projeto que pretende levar as pessoas a fazer uma experiência semelhante durante uma semana. O objetivo, de acordo com Beavan, é que as pessoas descubram quais mudanças na direção de um estilo mais ecológico poderiam lhes trazer uma vida melhor. “Não se trata de privação ambiental”, afirma Beavan em seu blog. “Trata-se de como podemos ser pessoas mais felizes ajudando a construir um planeta mais feliz.”

Blog No Impact Man

Leia mais: Instituto Akatu

AquaIris – purificador de água portátil

AquaIris – Designed To Purify Water In the Tropics

Dica: tradução em português: aqui

Though it looks like one of the latest trendy fashion accessories, it is actually a very practical portable water purifier. Perfect for those traveling in the tropics, where access to hygienic drinkable water may often be limited.

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AquaIris enables people to drink safe water irrespective of energy sources or infrastructure. The purifier neutralizes bacteria and viruses thanks to the UVC rays that hit every water molecule that flows by a layer of converter crystals.

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 The designer, Talia Radford, calls a lanyard attached to the devices a link between the user and the purifier. The lanyard is covered with symbols that display the instruction of use, and it also has re-usable filters attached.

The device has a special slot for a removable filter to be inserted before use.

If you still don’t have a clue how it works, watch the video below:

Story of Stuff – A História das Coisas (COMPLETO)!

Story of Stuff: A História das Coisas dublado em português!

Assista ao vídeo agora e tire suas conclusões!!

Há os que não pensam no assunto.

Há os que dizem que um sistema diferente do que temos é utopia (governos, inclusive, dizem isso com todas as letras).

Há os preguiçosos que preferem deixar como está, porque assim não precisam fazer nada.

Há os que simplesmente não sabem disso.

Há os que ainda são jovens demais e já se acostumaram a pensar que é assim e que isso é natural, que o maior sonho que se possa ter é aquele que se pode consumir, comprar.

Mas também há os que pensam de modo diferente, estudam e lutam pelas mudanças. Não são visionários, excêntricos, naturebas, bicho-grilos, sonhadores ou lanáticos. São pessoas inteligentes, cuja visão não se limita à própria existência, mas pensam no planeta, na sua descendência, no futuro que virá se o homem permitir.

Claro que comprar dá prazer, mas será que não podemos pensar um pouco antes de fazê-lo? Será que estamos tão anestesiados que não conseguimos mais pensar sobre a real necessidade ou mesmo o prazer de uma compra?

Entra tudo no automático: está na moda, eu compro; estou triste, eu compro; meu relacionamento amoroso é uma droga ou não existe, eu compro; dedico pouco tempo ao meu filho, eu compro; meus sonhos, eu compro, enfim, comprar virou uma espécie de remédio para tudo e a gente já perdeu a noção de que isso, em vez de cura é a própria doença.

Então, se você por acaso caiu aqui, veja o vídeo, divulgue-o, mas, principalmente, repense o seu consumismo, a sua atitude, a sua responsabilidade.

Pense em como pode pressionar os políticos, as empresas, a sociedade. Sem esse papo de que O SISTEMA é muito maior que nós. Isso será verdade até quando nós quisermos.

Nós, indivíduos, unidos a outros indivíduos que queiram a mesma mudança, seremos tão forte quanto for a nossa determinação. Por que não nos organizamos? Hoje temos a internet, os blogs, os sites. Isso nos dá mais poder.

  Sei que a mudança total é praticamente impensável, mas qualquer pequena melhora já será melhor do que respirar um ar pesado e sujo, comer uma fruta linda e tóxica, viver em cidades sem verde (por que não tenta mudar isso na sua rua?), poluir o ar com toxinas formadas a partir do nosso lixo não reciclado e, pior, quase sempre inútil.

(…) Mas o que eu gostaria mesmo é de pedir a quem, por acaso, passar por aqui é que lute pela maior liberdade que a gente pode ter, que é o poder de escolha. A gente sempre pode fazer as coisas porque os outros fazem, isso também é uma escolha, mas melhor seria fazer porque se informou, refletiu e escolheu.

 

 Aqui está o vídeo que você pode (e deveria, na minha opinião) divulgar. A escolha é sua. Eu, Gabriela, estou repassando e torcendo para que o vídeo provoque em cada um de vocês o mesmo impacto que teve para mim. O texto acima é meu. Ele foi usado em uma outra circunstância, mas resolvi inserí-lo aqui também, porque não gosto de repassar as coisas sem filtrá-las e dar a minha opinião. 

 

 Não tive a intenção de fazer discurso ou ensinar nada. Tudo o que eu disse é o que quero fazer eu mesma. Vivendo em Napoli, por exemplo, vi de perto o problema do lixo e sei que isso é uma coisa que, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer em todas as cidades que não resolverem o problema antes que ele seja irresolvível.

 

Mostrem o vídeo aos seus filhos e discutam o assunto com eles. Sugiram o tema (e por que não o vídeo) nas escolas deles. Acho que o trabalho de formiguinha é fundamental.

 

Um beijo a todos.

Gabriela

Fonte: Tanto Mar

Assista ao vídeo agora e tire suas conclusões!

Mundo da Monsanto legendado

Produzido pela jornalista francesa Marie-Monique Robin, o documentário O mundo segundo a Monsanto já pode ser conferido no YouTube, e legendado.

A primeira parte pode ser acessada acima, bem como as onze seguintes. Conferir é indispensável para quem quer descobrir o que se esconde por trás da engenharia genética dos alimentos. Ela se dedica agora a elucidar as relações entre aumento dos casos de câncer no globo e a industrialização da agricultura.

Fonte: O Eco

MTVswitch – Aquecimento Global