New York City Shifts Away from the Car

Estive em Nova York, e lá está melhor do que nas fotos. A cidade está realmente se transformando, tirando carros e abrindo espaço para pessoas com a natureza em parques e pequenos espaços comunitários com hortas e participação dos moradores. SENSACIONAL!

THE DIRT

queens Queens Plaza / Margie Ruddick

Design responses to New York City’s tangled infrastructure, both instant and painstaking, were the subject of a conversation between “design patron” Janette Sadik-Kahn and landscape designer Margie Ruddick, ASLA. Sadik-Kahn is best known for her recently completed tenure as commissioner of New York City’s department of transportation (DOT) under Mayor Bloomberg. Ruddick, as designer of a complex re-imagining of New York’s Queens Plaza, has been one of the beneficiaries of that design-conscious administration’s patronage. Both speakers, winners of 2013 National Design Awards from the event’s sponsor, the Cooper-Hewitt National Design Museum, turned a retrospective eye on their recent work in urban infrastructure. The last eight or so years, both speakers claimed, marks a sea change in New York City’s infrastructure and design culture, as design innovations marked a turn from privileging cars and drivers to supporting the comfort and mobility of pedestrians and cyclists.

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The Rebirth of Medellin

THE DIRT

metro Medellin Metro station / Jared Green

“The turning point in our city’s history was the killing of Pablo Escobar,” said Alexander Velez, our guide during a tour of Medellin, organized by UN-Habitat during the World Urban Forum. Escobar, the most notorious drug dealer of the century, was estimated to be worth some $25 billion by the time he was killed by Colombian police forces in 1993. At his height, he controlled some 80 percent of the world’s cocaine market. According to Velez, his impact on Medellin was deeply poisonous. The gangs he controlled ruled the slums surrounding the valley of Medellin without mercy. It was dangerous to even cross neighborhood lines. Thousands of innocent people were murdered each year.

The other turning point, said Velez, was the creation of Medellin’s extensive Metro system, the first leg of which was launched in 1996. After Escobar died, the gangs were co-opted, and…

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Ação Pedra Lisa

Rio mais belo sem a Perimetral…e em breve mais engarrafado.

Sem duvida o elevado é feio, engarrafado, polui e faz mal. Claro que concordo que o Rio ficará mais lindo após demolição que começa em breve.

No site do Porto Maravilha li a reportagem: Porque demolir a Perimetral. E cita  “a Pesquisa Vida e Morte das Autovias Urbanas do Institute for Transportation & Development Policy (ITDP) apurou que 17 cidades dos Estados Unidos, da Europa e de países asiáticos já demoliram seus grandes viadutos.”

Sim, o instituto recomenda a substituição por transporte público e não por via expressa e túneis!

 

Olhem no mapa fornecido pelo site *, a via expressa, o binário e os tuneis – para automóveis, dominam o investimento (cerca de 6 bilhoes anunciados em 2010). Do armazém 7 até a rodoviária, trecho de via expressa, se atravessa como? A capacidade aumenta, incentivando os novos empreendimentos a terem muitas vagas nas garagens e em pouco tempo, tudo estará novamente engarrafado. É por isso que o ITDP fez a pesquisa para incentivar o transporte público. Ainda bem que teremos o VLT, trechos de calçadão e ciclovias. É a imagem que ilustra o texto sobre o aumento de capacidade.

Aproveito para levantar a discussão do tema poluidor pagador.
No caderno Morar Bem do Globo de hoje temos uma matéria sobre o Rio contemporâneo. São várias torres e grandes empreendimentos. Será que os empreendedores vão investir no VLT ou qq outro transporte publico de qualidade para atender aos novos usuários que lhes trarão lucro? Será que como o projeto de torre de escritórios recentemente premiado em Sidney, teremos vagas para 300 bicicletas com vestiários e duchas? Enquanto aumentam exemplos de boas práticas onde não ter vagas para carro passa a ser “descolado”, aqui nossa legislação emperra a execução de princípios mais sustentáveis. Se dá para fazer mais, por que não deixar um legado visando a mobilidade sustentável?

Continuo achando que os 2 bilhoes para demolição da perimetral podem ser investidos na transformação do monstrengo, com muito troco para projetos sociais por exemplo! Se não for para suporte do VLT, megaleve, monorail, metrô de superfície ou similar, uma imensa passarela jardim poderia render trabalho e renda para muitos dos jovens habitantes da Gamboa e Santo Cristo. Li na edição de agosto de 2011 da revista Porto Maravilha, que um projeto social que começou em 1997 com o Viva Rio, estava sendo retomado pela nova gestão do Porto: o projeto Jardineiros do Bairro que forma jovens de 14 a 17 anos…muito trabalho para os jovens formandos, menos poluição para os cariocas!

1.12.2012

Lourdes Zunino

* http://www.portomaravilha.com.br/web/sup/serObrMapaPer.aspx

Pesquisa sobre as ciclovias do Rio de Janeiro

Ação Icos Cidadania no morro da Formiga, Tijuca, Rj

Reconstrução na Serra: Como ser rápido e eficiente?

Por Lourdes Zunino.

Consternada como todos, passei o sábado chorando. Conversei com meus primos de Friburgo para saber como estava a filha resgatada de escombros e com amiga terapeuta que ficou de quarta a sexta em Campo do Coelho socorrendo feridos, limpando lama, corpos, cooperando.

 Vi na rede as imagens e a mobilização, endereços de coleta de donativos, o que estavam precisando. Muitas pessoas envolvidas. Separei lençóis, toalhas e roupas.

Li as críticas, vi reportagens, acusações. O mapa de risco foi feito, equipamentos instalados, o alerta foi dado, mas não houve pessoas preparadas para ativar planos de evacuação que também não saíram do papel.

Algumas cidades de Minas e São Paulo também foram afetadas por enchentes. Na Austrália e Ásia o mesmo fenômeno. São chuvas tropicais com ocorrência em intervalos de 50 a 400 anos. Cada ano em lugar diferente. Nos intervalos cada vez mais gente se expõe em encostas, leitos de rios, terrenos degradados. Desmatam, invadem, por ganância ou falta de alternativa. Não há planejamento que dê conta da expansão. Não há educação. Não há tradição de planejamento. O que existe é tensão.

Como reconstruir de forma rápida, segura, eficiente, durável?

Construir em altiplanos respeitando áreas de preservação, cursos de rios e suas dinâmicas, naturalizando o entorno e a própria construção como forma de regular o clima e estabilizar o terreno, seguindo os conceitos tão amplos de sustentabilidade, é o que me ocorre. Infraestrutura verde, biosaneamento, agroflorestas.  

Li no jornal que já há fazendas desapropriadas. Em Friburgo estão previstos 3 mil aptos em 2,6 milhões de m2. Uma prima de Friburgo viu a fazenda na TV ontem a noite (18.01) pela TV, mas não conhecia. Lhe pareceu plana e coberta de mato, fica a meia hora de carro do centro de Friburgo. Espera-se que haja troca de informações mínima com a população para que não sejam construídos apartamentos sem infraestrutura adequada. Serão cerca de 10 mil pessoas que precisam além de apartamentos, de oportunidades para recomeçar suas vidas.  

E já que vai ser feito, que seja de maneira “verde”, seguindo os preceitos da Agenda 21, com diagnóstico, planejamento, articulação e projeto, sempre participativo, assim como o monitoramento e a manutenção. Como? Mesmo e sobretudo, em situação de emergência, as pessoas se unem para agir e ajudar rapidamente.  Espera-se que o local já escolhido seja estável do ponto de vista geomorfológico, tenha ou venha a ter  acesso seguro, energia, água.

 No entanto não bastam apartamentos, os prédios precisam ter comércio, serviços. As escolas podem ter salas, auditórios e anfiteatros abertos para manifestações culturais  e de gestão comunitária. Uma escola de nível médio pode formar técnicos para a manutenção dos prédios e infraestrutura. De pedreiros ou bombeiros até algum convenio universitário para formar biólogos, geólogos, hidrólogos – os especialistas mais importantes neste momento de diagnóstico! e para estarem presentes na monitoração.  A saúde tratada pela prevenção, em espaços para ginástica, dança, yoga, natação. Salas para roda de leitura, poesia, canto, musica. Floricultura, paisagismo, hortas mandala. Muitas flores, perfumes, frutos, para amenizar a dor da perda.

Ainda com relação a saúde, deslocamentos a pé ou em ciclos serão estimulados. O ideal é que ao mesmo tempo, se estimule o transporte de passageiros e carga por ferrovia, tendência mundial de equilibrar a distribuição dos modais. Enquanto isso não acontecer, aproveitar a reconstrução das rodovias para construir vias seguras para pedestres e ciclistas, já que o novo bairro estará na periferia da cidade.

Reuso da água servida para lavagem e irrigação. Coleta da água de chuva para descarga e irrigação. Saneamento biológico, compostagem, reciclagem, redução de consumo, transformação. Energia solar para aquecimento da água e de ambientes. Lixo se transforma em insumo, a lei do poluidor pagador será respeitada, gerando recursos em pesquisa e manutenção.

Cooperativas, oficinas, bancos de microcrédito. Muitos trabalhos “verdes” podem surgir na comunidade local. Boas práticas já existem. Orientado por construtoras e especialistas, um mutirão de construção deste novo bairro, pode ter remuneração mínina, além da voluntária, e alimentação para estimular a participação.  Participar da construção da própria casa, rua, bairro, é garantir a manutenção local, o sentimento de pertencimento e carinho com o que é seu.

A terra que desceu das encostas poderá servir para aterrar platôs desde que devidamente recobertas com o substrato necessário para plantio, estabilização do solo e eventual descontaminação.  Servirá para tijolos de solo cimento?  Comercialização e recuperação dos materiais das casas destruídas deve ser encorajada, passando quando necessário, por triturador para base de novas ruas e estradas. Li relato de alguem que esperava que dessem algum dinheiro no que sobrou de sua casa, para que pudesse refazer a vida em outro lugar. Construtoras poderiam assumir este papel, recuperando o que for possível para a reconstrução.

Lembrei de palestra que assisti em dezembro passado do arquiteto inglês Bill Dunster (the ZEDfactory), especialista em desenvolvimento sustentável e construções carbono zero .  Ele mostrou casas e prédios integrados a natureza através de sistema construtivo a partir de pré-moldados de concreto.  Lembrei também das palestras sobre construção emergencial no Forum Urbano Internacional no início de 2010. Abrigos improvisados em manilhas, tubulações de grande porte em diversos materiais.

Os slides da palestra do Bill mostram diversas propostas. São construções integradas, vegetadas, sombreadas com painéis de energia solar.  São também altamente tecnológicas. Fiquei imaginando como soluções para diminuir a poluição na Inglaterra e os projetos de biosaneamento da Ong brasileira OIA[1] no Haiti, poderiam ser aplicados na situação de emergência da serra.

Seguem algumas imagens da palestra, infelizmente com pouca definição. Podem servir de inspiração para soluções modulares, rápidas, mais duráveis e eficientes.

Conceito condomínio casa tubo

Outro conceito muito interessante foi proposto recentemente pelo arquiteto chileno Alejandro Aravena, do escritório Elemental. Ele se propôs a entregar apartamentos com 50 m2 para habitação de interesse social, mas com laje bem maior para que o próprio morador possa interferir em melhorias[2].

Inspirada em suas idéias e em proposta do arquiteto Jorge Figueiredo, veterano ativista do Sindicato dos Arquitetos do Rio de janeiro, propomos módulos de apartamentos organizados a partir de escadas / hortas com composteiras próximas a porta da cozinha. A serem entregues com sala e um quarto, mas que podem se expandir para até 3 quartos ou salas comerciais. As varandas são intercaladas para ampliar as possibilidades de exposição ao sol de inverno, servindo de solários, lazer ou secagem de roupas. Podem ter jardineiras com trepadeiras para sombreamento onde adequado. Coberturas, terraços com uso comum. Coleta de água pluvial, iluminação e ventilação natural adaptada ao local.

O custo do m2 pode ser igual ou menor do que condomínios do PAC. Se os futuros moradores gostarem, participando da ação, poderá ser muito mais em conta a médio prazo, sobretudo se estimular novos planejamentos, ao invés de novas ocupações.

Proposta modular para habitação de interesse social, concurso Morar Carioca. Arquitetos Jorge Figueiredo e Lourdes Zunino.