Eventos externos

Amanhã, dia 26 de junho, Cecilia Polacow Herzog, presidente do Instituto INVERDE irá participar da mesa redonda promovida pela ANP – Associação Nacional de Paisagismo:

INFRAESTRUTURA VERDE URBANA:    Soluções inteligentes de infraestrutura verde urbana para os grandes problemas enfrentados pelas cidades brasileiras.

Estará em ótima companhia com João Jadão, Eliana Azevedo, Julio Pastore, Raul Cânovas e Gilberto Elkis. Será no Museu da Casa Brasileira, na Av. Faria Lima. Confira o convite abaixo:

2014_06_26_debateAnp

Publicado em 25.06.2014

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Participação de Cecilia P. Herzog, presidente do Instituto INVERDE, da Sociedade para Ecologia Urbana – Brasil (SURE-BR) e membro da Rede UCCRN no

Colóquio “Quel Nature en Ville? Pour vivre mieux t s’adapter au changement climatique” (Qual Natureza na Cidade? Para viver melhor e se adaptar às mudanças climáticas)

em Paris nos dias 4-7 de junho de 2014.

As mudanças globais, incluindo as mudanças climáticas, têm influências cada vez mais significativas e imprevistas sobre o meio urbano e seus habitantes. Sejam inundações, de fenômenos não habituais como a distribuição de espécies, ou propagações de doenças, como se preparar?

Até recentemente, a luta contra os impactos causados pelas mudanças climáticas era associada a soluções tecnológicas (por exemplo: canalização de rios e córregos para prevenir inundações, pintar tetos de branco, aspersão de vapor para reduzir as ilhas de calor, estocar carbono no subsolo). Mas, mais e mais pesquisas têm demonstrado que a natureza pode ser a maneira mais eficaz para resolver esses problemas que são inter-relacionados. Como as mudanças climáticas e a redução da biodiversidade são interdependentes, questões ambientais precisam ser abordadas com de forma global. Restaurar as funções ecológicas irá reforçar a resiliência das cidades enquanto trazem efeitos benéficos para a saúde humana e o bem-estar.

Na verdade reintroduzir o verde na cidade pode oferecer múltiplos benefícios para as pessoas, tal como produção de alimentos, moderação do clima local, infiltração do solo, captura de carbono, qualificação estética, recreação e capital social. Muitos resultados mostram que a vegetação urbana contribui para a redução das ilhas de calor e redução da poluição devido à filtragem das águas. Solos férteis e permeáveis ainda são essenciais para a produção primária e para a manutenção do ciclo das águas. Com o aumento da vegetação há uma melhoria dos solos vivos, ambos contribuem para a captura de carbono. Quando insetos polinizadores e outras espécies retornam aos ambientes urbanos, eles contribuem para reduzir os patógenos e amortecer o impacto de espécies invasoras. Cidades têm projetado e implantado infraestruturas verdes multifuncionais que podem substituir infraestruturas cinza, em geral, mais caras. Essa é promovida pela Estratégia da União Europeia para Infraestrutura Verde.

No entanto, trazer a natureza de volta para ambientes urbanos levantam muitas perguntas técnicas, éticas e regulamentares: de qual natureza estamos falando? Para cientistas, a questão da coerência precisa ser debatida. É apenas um problema de quantidade ou qualidade também? Quais são as diferentes expectativas entre os cidadãos e os tomadores de decisões? Podemos ainda fazer decisão coerentes cientificamente em um contexto urbano?

O 5º. Colóquio organizado pela Naturparif com a IFORE, em parceria com a Rede de Pesquisa Mudança Climática Urbana (Urban Climate Change Research Network – UCCRN) e a Sociedade para Ecologia Urbana (SURE) tem por objetivo principal compartilhar conhecimentos, interesses e práticas dentro de grandes metrópoles mundiais e discutir o seu sucesso.

As conclusões desse colóquio alimentarão um diálogo prospectivo entre os atores envolvidos, que será promovido pelo IFORE com Naturparif em novembro de 2014 em Paris.

Veja o programa em inglês em: http://colloque2014.natureparif.fr/index.php?page=en

Publicado em: 06.05.2014

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1o. Fórum Latino-Americano de Infraestrutura Verde Urbana

Será em São Paulo no dia 21 de maio, promovido pela ATVerde Brasil – Associação de Teconologia Verde Brasil.

Confira a programação abaixo:

Forum_Latino_Verde_FB_Imagem_Programa

Publicado em 20.04.2014 por Cecilia Herzog

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No próximo dia 8 de novembro, no Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro, ocorrerá o Seminário LUOS Conceitos e Contradições que visa aprofundar o debate sobre a nova redação de importantes leis urbanística que estão em tramitação na Câmara Municipal. O evento  visa ainda criar uma convergência de forças em busca de caminhos que respeitem os interesses dos cidadãos e seus direitos. O Inverde além de apoiar a iniciativa, contará com a representação da Arquiteta e Urbanista, Colaboradora do Inverde, Gisela Santana, falando sobre o tema Densidade e Meio Ambiente.

Seminário_luos_cv

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Dia 4 de outubro será lançado o livro Urbanization, Biodiversity and Ecosystem Services. Os brasileiros que participaram foram Cecilia P. Herzog www.ceciliaherzog.wordpress.com e Ricardo Finotti – autores do capítulo sobre o Rio de Janeiro. São mais de 140 cientistas de todo o mundo que trabalharam por mais de 2 anos para essa obra seminal que veio para colocar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos que oferece na cidade no centro da agenda mundial. O livro poderá ser lançado gratuitamente no site www.cbobook.org Confira o convite abaixo:

convite-lancamento-ICLEI

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Primeira Competição da  IE University “Houses for Change” (Casas para Mudar) promovida pela escola de Arquitetura e Design. Confira mais detalhes no convite abaixo ou no website: http://www.housesforchange.net/

Houses for Change_Poster

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Cecilia Polacow Herzog presidente do INVERDE dará uma palestra e fará o lançamento do seu livro Cidades para TODOS semana da MOBILIDADE DE NITERÓI, dentro da programação Semana da Mobilidade – Niterói. Será às 16 horas. Confira a programação completa :

http://www.niteroidebicicleta.rj.gov.br/programacao.php

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Semana NITERÓI DE BICICLETA

Dos dias 21 a 28 de setembro vai acontecer a SEMANA NITERÓI DE BICICLETA, promovida pela prefeitura local com a organização de Argus Caruso Saturnino. Na quarta, dia 25 a partir das 14 horas vai haver uma mesa com diversas palestras sob o tema:  CICLOTURISMO E INFRAESTRUTURA VERDE.
Cecilia Polacow Herzog irá lançar o livro CIDADES PARA TODOS e dar uma palestra sobre ele. Estão todos convidados.
Esperamos você lá! Confira a programação completa em: http://niteroidebicicleta.rj.gov.br/programacao.php

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Na próxima terça-feira, dia 27 de novembro irei participar de uma roda de conversa, cujo tema me é extremamente caro e urgente para todos os cariocas e amantes da “Cidade Maravilhosa”.

O tema é: PAISAGEM CARIOCA: PATRIMÔNIO DE QUEM? Seria muito bom a presença de pessoas engajadas na melhoria da cidade, o tema é do interesse de todos!

O convite está abaixo. É preciso enviar email para inscrição para o endereço indicado.

Conto com você! Até lá!

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Dias 12, 13 e 14 de novembro vai acontecer mais um ENCONTRO DE JARDINS HISTÓRICOS na Casa de Rui Barbosa. No dia 13 Cecilia Herzog e Pierre-André Martin do INVERDE participarão. A entrada e grátis, com inscrição no local. Confira no convite abaixo:

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Programa detalhado. O email para contato e inscrições é Forum Internacional de Meio Ambiente: forumbrasiljapao@gmail.com

VII FORUM – PROGRAMA DETALHADO
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Amanhã, dia 18 de julho, venha participar da reunião da Associação dos Amigos da Freguesia, de Jacarepaguá AMAF e a Prefeitura, para ver o projeto para seu sistema fluvial. Confira:

Postado em 17.07.2012
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Dia 25 de abril a presidente do Instituto INVERDE , Cecilia Herzog, fará uma palestra na abertura do evento São José dos Campos e dos Sonhos, no SESC São José dos Campos, no Estado de São Paulo. Confira no convite abaixo:


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Mesa- Redonda Arquitetura e Ambiente no IAB-RJ, nessa quarta, dia 7, às 18:30


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Venha participar de um debate que pode ser importante para o futuro da cidade. Certamente a sua participação é no processo democrático é FUNDAMENTAL!

Todos precisamos procurar compreender o que está acontecendo e ver de que modo podemos contribuir.

Uma cidade sustentável se constrói com a participação de cidadãos educados e conscientes.

Compareçam!

Avisamos os próximos eventos, de todas as correntes políticas, assim que recebermos os convites.

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Lançamento do livro MUNDO SUSTENTÁVEL 2 de André Trigueiro, dia 6 de fevereiro na Travessa do Leblon, às 19 horas. Dia 13 vai ser em São Paulo. NÃO PERCA!


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Venha comemorar os 150 anos de Reflorestamento da Floresta da Tijuca. Será nesse domingo. Vamos também lanças o site da Amigos do Parque, do qual fazemos parte com muita satisfação! Vai ser animado com vários eventos. Confira no convite abaixo:

postado em 05.12.2011, por Cecilia Herzog


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Debate na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro:

Eleições 2012 – O Rio que Queremos

MOBILIDADE URBANA – dia 30, próxima quarta, às 19 horas. o Convite está abaixo:

Postado em 25.11.2011

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Festival com filmes imperdíveis sobre o nosso ambiente no Rio de Janeiro.

Confira no convite abaixo

postado em 18.11.2011, por Cecilia Herzog

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Dia 10 em São Paulo, lançamento de livro no Museu da Casa Brasileira 

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Esse mês vai acontecer o FILMAMBIENTE – Festival Internacional do Ausdiovisual Ambiental, dos dias 14 a 24.

Será no Artplex, Instituto Moreira Sales, Jardim Botânico e Centro Cultural do Poder Judiciário.

Maiores informações em http://www.filmambiente.com/

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A entrevista sobre Infraestrutura Verde e Ecologia Urbana dada pela Cecilia Herzog e pelo Pierre-André Martin no Conxão SOS Mata Atlântica no dia 7 de julho de 2011.

http://www.conexaososma.org.br/video/entrevista-sobre

O video da entrevista:

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Inverde em entrevista na CONEXÃO MATA ATLÂNTICA, promovida pelo SOS MATA ATLÂNTICA: Pierre-André Martin e Cecilia P. Herzog serão entrevistados sobre infraestrutura verde e ecologia urbana. Não perca dia 7 de julho às 15 horas, é só se cadastrar e seguir as instruções abaixo.

Até lá, você vai poder participar!!

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Teleféricos como sistemas de transporte urbano na América Latina

Hoje 6.6.2011, o Inverde foi convidado a participar de evento para discutir a viabilidade deste meio de transporte no Rio de Janeiro.  Vários colegas urbanistas e ativistas estavam presentes.  A organização foi da American Planning Association representada pelo simpático Gregory Scruggs, um americano radicado há algum tempo no Rio.

O local do encontro foi o Studio X na Praça Tiradentes, dirigido pelo arquiteto Pedro Rivera. O Studio X tem escritórios em varias cidades do mundo e se propõe a discutir as cidades e seus problemas. Pedro me contou que a visão é global mas há um foco especial na questão da habitação de interesse social.

O arquiteto Jorge Jauregui apresentou o trabalho que desenvolveu com seu escritório para comunidade do alemão, destacando a importância da estruturação sócio espacial que rege a psicologia humana e urbana.  Contou que o teleférico surgiu de uma determinação do governador que, encantado com o que tinha visto em Medellin na Colômbia, queria o mesmo aqui. Seu escritório venceu a concorrência para implantar a idéia.

Lá o sistema foi implantado junto com equipamentos públicos como bibliotecas, cinemas, museus, com beleza e qualidade em área violenta e degradada da cidade. Melhorou a auto estima e houve redução da criminalidade. O teleférico foi integrado ao metrô, que conforme o relato de Benjamim Dunesme, diretor da empresa executora (que também executou o teleférico do Complexo do Alemão), foi a empresa do metrô da municipalidade que coordenou todo o processo de desenvolvimento e execução do Projeto, facilitando o processo, ao contrário do que ocorre aqui.

A arquiteta Daniela Engel que está participando do Morar Carioca ficou interessada em saber das tarifas, se o sistema consome muita energia e como foi o processo de participação da comunidade.  Benjamim explicou que lá a tarifa é de cerca de R$ 1,50 teleférico + metrô com capacidade para deslocar 3 mil pessoas por hora e hoje já está deslocando cerca de  35 mil pessoas/ dia.  Disse que o consumo de energia não é alto por que em geral as cargas subindo e descendo compensam o sistema. Quanto a participação da comunidade, falou da dificuldade de contemplar demandas eterogêneas. Contou que um projeto de teleférico na França foi vetado por que um grupo com maior força política não queria que pessoas pobres desembarcassem na estação de determinado bairro…

Benjamin, Daniela e Edson (de camisa preta)

A questão da participação comunitária foi citada por quase todos os participantes como importante para qualquer projeto urbano, mas Edson Gomes da Verdejar que nasceu e participa ativamente no morro do Alemão, levantou polêmica quando contou que mesmo com esforço de várias representações da comunidade, as reuniões comunitárias muitas vezes só aconteciam com representantes que aceitassem as determinações dos executores. Ficou decepcionado por exemplo, com o sistema de saneamento implantado que joga o esgoto in natura no já saturado rio Faria Timbó.

Pedro Rivera colocou para o grupo a questão de como dar visibilidade a obras essenciais de infraestrutura, que podem não render votos por não serem vistas, como as de saneamento. Eu lembrei do projeto da administração Penalosa em Bogotá que além do Transmilênio, implantou ciclovias e equipamentos urbanos sobre as valas abertas para os dutos de saneamento.

Pedro Rivera e o grupo

Todos concordaram que o sistema de teleféricos pode ser uma boa solução para nossa montanhosa cidade do Rio de Janeiro, desde que desenvolvido por especialistas em transporte, integrado a outras formas de transporte público e com um eficiente sistema de manutenção.

Lourdes Zunino

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Inverde em encontro técnico na COMLURB

No dia 26 de abril passado a COMLURB promoveu o primeiro encontro técnico, de modo a dar início a um ciclo de trocas de conhecimento entre os diversos campos do conhecimento envolvidos no planejamento, projeto, manutenção dos espaços urbanos. A presidente Angela Fonti e o diretor de Serviços de Áreas Verdes receberam os convidados a abrir esse evento. O público foi bem diversificado (ver fotos).

Flavio Telles, diretor de Arborização e Produção Vegetal da Fundação Parques e Jardins, abriu a manhã, com uma apresentação bastante detalhada sobre a legislação que regula a arborização do município do Rio de Janeiro.

A seguir, Cecilia Herzog, presidente do Instituto INVERDE, apresentou o novo paradigma da INFRAESTRUTURA VERDE, que pode colaborar significativamente para que as cidades possam mitigar a sua pegada ecológica e se adaptar para enfrentarem os impactos que causados pelas mudanças climáticas.

A COMLURB promoveu um ótimo encontro, onde houve integração de diversos órgãos e pessoas de diversas áreas preocupadas com a construção de uma cidade melhor para todos. Iniciativas como essa ajudam a construir uma cidade mais sustentável com melhor qualidade de vida para todos.

Angela Fonti e Edison Rufino parabéns pela iniciativa!!

Angela Fonti abre o encontro (foto cedida pela Comlurb)

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Evento no Palácio Guanabara sobre o projeto para as Olimpíadas de Londres de 2012

No dia 15 de março o Consulado da Inglaterra do Rio de Janeiro promoveu a projeção do documentário “Going for Green Britain’s 2012 Dream”, seguido de debate com Jerome Frost, Daniel Epstein participantes do projeto londrino para as Olimpíadas do ano que vem e Pedro da Luz, vice-presidente do IAB-RJ.

O filme deveria ter uma visibilidade maior, ser passado em vários lugares, pois mostra como o planejamento foi fundamental para que o projeto tenha sido desenvolvido buscando sustentabilidade em todas as etapas. Foram dois anos só para planejar, e selecionar os responsáveis pelos projetos. Tudo foi londrinamente detalhado. Deveria ser um modelo a ser seguido pelos nossos tomadores de decisões. Foi enfatizado que houve transparência e participação efetiva da população de toda a cidade em todas as etapas do processo.

É bom frisar que o local escolhido era uma área degradada e poluída, onde fábricas poluentes que processavam metal e plástico estavam instaladas. Foi tudo despoluído com técnicas avançadas. As instalações estão localizadas num parque onde as áreas naturalizadas dominam, os processos naturais estão sendo resgatados, a biodiversidade reintroduzida, e o foco é nas pessoas, no legado que ficará para as próximas décadas.

Seria possível o IAB promover uma projeção extra, onde outras pessoas poderiam assistir, com um novo debate sobre o tema? Poderiam ser convidados profissionais das diversas áreas envolvidas no desenvolvimento da cidade para esse debate. Fica a sugestão.

Cecilia Herzog

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Raquel Rolnik no IAB-RJ nessa quinta, dia 17.03.2011, às 19 horas. O tema é o Porto do Rio. É uma grande oportunidade de conversar e ouvir uma especialista no tema.

 

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As cidades somos nós

Quinta feira , dia 24 de fevereiro, das 15 às 19 horas, no Centro Cultural dos Correios

 Nossas Cidades – Visões de 2030
Planejando e desenhando cidades sustentáveis
 

Hoje tinha agendado assistir as palestras organizadas pelo ITDP  (instituto que se dedica a políticas de desenvolvimento e transporte) que estão acontecendo em paralelo a execelente exposição com propostas para várias cidades do mundo, aplicando 10 princípios de sustentabilidade. Só consegui chegar para a 3a palestra, do arquiteto Michael Sorkin. Muito bom! Convido vocês a viajarem no site do escritório dele, com sede em Nova York e Shangai  www.sorkinstudio.com para entender um pouco das propostas de cidades sustentáveis, onde se produz boa parte da alimentação necessária aos moradores que participam prazerosamente da tarefa. Propostas que compreendem os princípios que a Inverde divulga, como infraestrutura verde, bioremediação – termo utilizado por ele para o saneamento com biodigestores e “wetlands” ou lagoas construídas, além de energia renovável e mobilidade sustentável

Nas imagens a seguir propostas para Nova York e cidade projetada na China. É bom saber que um futuro mais verde está sendo sonhado e construído por planejadores em todo o mundo.

Lourdes Zunino

New city Houguan by M.Sorkin

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Cidades Verdes

O evento organizado pela Onda Azul dias 27 e 28 de janeiro cumpriu seu objetivo, repensar nossas cidades.

A palestra de Jeb Brugmann, fundador do ICLEI, foi rica em exemplos de boas práticas. Mostrou um futuro possível transformando crises em oportunidade para construir um urbanismo ecológico na busca da sustentabilidade.

Mostrou alguns exemplos entre os cerca de 800 municípios em 31 países em que o ICLEI colaborou no processo de redução dos gases de efeito estufa (GEE).

Os exemplos foram divididos em quatro grupos importantes:

Produção de energia – Destaco o exemplo de dutos nos lagos frios do Canadá, que transportam água resfriada para sistema de ar condicionado e um conjunto habitacional em Kronsberg, Hannover, na Alemanha que conseguiu reduzir 75% da emissão de GEE através de soluções arquitetônicas como uso de  vidros colocados afastados das paredes para aquecer.

Produção de nutrientes – Varias cidades do mundo já compreenderam que é preciso plantar nas periferias e dentro das cidades para reduzir a necessidade de transporte e cultivar novos hábitos saudáveis, entre outras vantagens.

Produção de materiais – O foco foi a transformação de resíduos em materiais de construção. Na Flórida 50 toneladas de material de demolição da construção civil recolhidas em um ano, voltaram para a construção de nova infraestrutura e edificações pela metade do custo de novos materiais.

Projetos sensíveis ao risco (risk-sensitive design) – A meta de customização das cidades passa por um processo estratégico de projeto que analisa o risco de diversos cenários possíveis, a identificação dos usuários da comunidade, estudos estratégicos e desenvolvimento de parcerias.

Lourenço Gimenes, jovem arquiteto de São Paulo, afirma que não tem nada contra os selos verdes mas acredita que a boa arquitetura contemporânea tem que levar em conta a busca pela sustentabilidade. Mostrou que o custo do projeto é ínfimo em relação ao custo da obra e se não for bem elaborado pode trazer prejuízo em todo o processo construtivo. “Economia na fase de projeto equivale a cortar custos de uma empresa trocando a marca do papel higiênico”. Concordamos com ele!! Mostrou diversos projetos de seu escritório priorizando coisas simples e básicas como sombreamento ou insolação quando adequado, ventilação e iluminação natural. Um dos projetos mais interessantes foi a casa tic tac com elementos construtivos móveis que mudam de lugar conforme o uso, a hora do dia ou época do ano.

O tema do inicio da tarde foi a revolução da mobilidade urbana com diversos palestrantes e focos diferentes. Paulo Camara que trabalha no planejamento de transportes de um distrito de Londres, nos contou que o sistema de pedágio para circular no centro de Londres teve sua área reduzida por conta da recente crise econômica e falou também da evolução do clube do carro, um novo conceito de uso do automóvel que vem se tornando popular na Inglaterra. É mais econômico para quem usa o carro menos que uma certa quilometragem por ano (maioria dos usuários de automóveis), economizando também impactos ambientais.

Entre outras interessantes palestras, destaco a do consultor de estratégias do banco mundial Ricardo Neves, que fez um show com imagens, números e dados. A palestra está disponível em http://www.ricardoneves.com.br/blog/.

No dia 28 o tema inicial era As Cidades e o Clima onde a deputada estadual Aspásia Camargo comentou a lei de sua autoria (lei n. 5248 de 27 de janeiro de 2011) que institui a Política Municipal sobre Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável. Entre outras medidas resgata o importante principio do poluidor – pagador, que deve arcar com os danos ambientais causados por um empreendimento. Espera-se que haja fiscalização e uma efetiva cobrança da sociedade para o cumprimento deste principio.

O tema seguinte foi a energia solar com excelentes palestrantes. Aprendi que a Light e a Cemig já estão elaborando pesquisas para viabilizar a compra de energia fotovoltaica por redes de distribuidoras como é feito na Alemanha desde os anos 80 e mais recentemente em diversos países da Europa. É o conceito do Smart Grid.

Assim quem sabe o Brasil passa a fabricar painéis fotovoltaicos para atender um novo e promissor mercado.

Rafael Kelman mostrou com números que um prédio comercial com energia fotovoltaica pode ter custo do MW/h mais em conta que a energia elétrica convencional. Mostrou que a usina de Belo Monte foi dimensionada para um mês de cheia do rio, trabalhando o resto do ano abaixo da capacidade programada. Pode ser construída bem menor ficando mais econômica e menos impactante. No entanto com retofit da distribuição do sistema atual e investimento em solar e eólica, é possível não construí-la. Falou ainda da empresa americana Solar City que lançou recentemente um sistema de aluguel de energia solar! Eles fazem a instalação e a manutenção dos equipamentos e o usuário só faz economia. Bom demais.

Nas considerações finais destaco as provocações de Manuel Herce, diretor da pós graduação de Gestão de Cidades na Universidade aberta da Catalunha. Começou afirmando que a solução não são os carros com emissão zero, pois haverá um momento onde não haverá mais espaço para carros, é preciso mudar o foco da economia e parar de fabricá-los.  Condenou também as usinas de energia – todas – até as de fonte renovável, por causa das perdas na distribuição e os custos envolvidos. Depois explicou que na verdade não era contra, mas que o futuro a se buscar, passa por transporte ativo (a pé ou de bicicleta) e de grande capacidade e edificações que geram sua própria energia. Contou que já existem protótipos de baterias de armazenamento que não poluem. Só falta se carregarem com lixo…mas qualquer hora desta chegamos lá.

Jeb fechou afirmando que é tempo de se produzir uma nova geografia urbana para pessoas de baixa renda e perguntando para mesa onde no Rio com esta grande oportunidade dos jogos olimpicos, será construido um modelo de urbanismo sustentável, qual organismos está hoje preparado tecnicamente a fazê-lo.

Sergio Dias, secretário de urbanismo do Rio, falou que estão preparando o decreto Qualiverde, onde edificações que atenderem a requisitos de sustentabilidade, como solo permeavel, coleta e uso da pluvial, aquecimento solar termico para agua, etc, terá direito a descontos e incentivos ainda em fase de definição.

O seminário foi apresentado e moderado pelo deputado estadual Alfredo Sirkis, tecendo comentários pertinentes, mostrando exemplos com imagens suas.

Valeu a pena ter ido!!!

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Inverde no Razão Social de 7 de dezembro de 2010 

Cecilia Herzog é paisagista com formação superior (paisagem no sentido amplo, não jardim cosmético somente), mestre em urbanismo.

A superfície que escorrega com chuva não é cimento liso, mas granito polido como a da praça de São Salvador do Mundo, em Campos dos Goytacazes – que foi o exemplo que dado de “modernização” insustentável de espaço livre urbano. As imagens usadas para ilustrar estão abaixo, a primeira tirada por Cecilia em janeiro de 2010, e acom chuva cedida pelo escritório MT Arquitetura, tirada em 2009.

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Inverde no debate “Como fazer do Rio uma cidade melhor? Participe do debate.”

Promovido Caderno Razão Social do O Globo nessa terça-feira, dia 23 de novembro às 19 horas no auditório do Globo, Rua Irineu Marinho, 35, 4o. andar. Haverá um café de boas vindas a partir das 18:30.

Veja o anúncio que saiu no O Globo de hoje, domingo 21.11.

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Inverde em universidades e na Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo

No segundo semestre Cecilia Herzog, representando a Inverde, foi convidada para falar sobre infraestrutura verde, sustentabilidade e resiliência urbana em universidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. No dia 12 de novembro fez uma palestra para técnicos da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo na UMAPAZ (http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/umapaz/sobre_a_umapaz/index.php?p=243 e   http://blogumapaz.blogspot.com/ ), no Ibirapuera. Mais de 50 pessoas estiveram lá (veja foto).

Palestra de Cecilia Herzog na SVMA-SP em 12.11.2010

Palestra de Cecilia Herzog na SVMA-SP em 12.11.2010

Em todas as ocasiões o interesse tem sido enorme, pois uma cidade melhor é possível. Essa troca de energia e conhecimento tem dado mais visibilidade ao tema da infraestrutura verde, que é muito recente, como meio de transformação de paisagens urbanas cinzas impermeabilizadas monofuncionais, que favorecem apenas ao trânsito de veículos, para paisagens verdes multifuncionais. Nesse cenário, as pessoas ganham qualidade de vida em harmonia com a biodiversidade e os processos naturais.

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INVERDE no Sustentável 2010

Postado por Gisela Santana

Artigo produzido por: Gisela Santana, Lourdes Zunino, Ana Cecília Reis e Cecilia Herzog, membros da Inverde.

 

A INVERDE esteve presente no “Sustentável 2010”. O evento faz parte do 4º. Ciclo de Encontros sobre Sustentabilidade e Gestão Responsável, realizado pelo CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável em Co-realização com o World Business Council for Sustainable Development – WBCSD.

 Nesta versão, a temática estava relacionada às Cidades e Mudanças Climáticas. De forma geral, ficou muito claro o quanto precisamos acelerar as ações em prol da adaptação das cidades para os eventos extremos e as transformações que já estão acontecendo por conta do aquecimento global. Foi destaque a necessidade de tornar mais eficientes a infraestrutura, a mobilidade e a construção sustentável, e que o desenvolvimento precisa ser planejado para o momento atual e, sobretudo, para o longo prazo de modo que os investimentos possam ser mais duradouros e eficientes. Inclusive na cidade do Rio de Janeiro onde os investimentos serão maciços devido à Copa em 2014 e às Olimpíadas em 2016.

 A manhã foi bastante rica em informações relativas a Adaptação às Mudanças Climáticas, sob a mediação do Jornalista Sidney Rezende. Bjorn Stigson, Presidente do WBCSD apresentou um panorama internacional sobre Adaptação e Negócios com uma visão de transformações necessárias para os próximos 40 anos, em diversos aspectos, tais como: valores pessoais, desenvolvimento humano, economia, agricultura, florestas, água, setor energético, construção, mobilidade, infraestrutura e materiais. Ele estimula a necessidade de uma transformação do estilo de vida para encontrarmos soluções “de baixo carbono”.

Esquema para busca de soluções mais adaptadas. Por Bjorn Stigson, do WBCSD.

Suzana Kahn em sua apresentação sobre Mobilidade e Adaptação.

A Professora e Pesquisadora da COPPE-UFRJ, Suzana Kahn fez uma brilhante palestra sobre Mobilidade e Adaptação, reforçando que não basta encontrar soluções, para funcionarem precisam garantir três aspectos: Governança, com gerenciamento e comprometimento, Cooperação, entre empresas, municípios, países e; liderança, entidade que coordene e faça a mediação das complexidades. Suzana define uma rede de relações entre a mobilidade, renda, população, espraiamento das cidades e, como isso implica no consumo de recursos (combustível, espaço, infraestrutura, asfalto, energia, sinalização), ocasionando os impactos (poluição sonora, atmosférica, congestionamentos, custos) e a necessidade de adaptações (em clima alterado, em tecnologia veicular, redução do consumo, e mudanças de paradigmas).  Ela destaca: “cada cidade deve ter sua meta de redução” e que as adaptações e mitigações devem acontecer em diversos setores de forma complementar para alcançar a meta.

Áreas sob risco de inundações na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A representante do INPE, Andréa Young, apresentou um estudo sobre “Megacidades, Vulnerabilidade e Mudanças Climáticas, destacando-se o mapeamento e a correlação entre as áreas vulneráveis e alagáveis e ocupação urbana impermeabilizada e o quanto as áreas que deveriam estar desocupadas sofrem com a pressão urbana (encostas e margens de cursos d’água) dificultando o escoamento e aumentando o risco de inundações. Áreas aparentemente sem relação como mangues, que deveriam ser preservadas, estão sendo aterradas e ocupadas. Andréa coloca uma questão para reflexão “Será que vale a pena essa expansão urbana? Será que esse modo de ocupação tem sentido?”, já que os impactos sócioambientais são crescentes.

Lagoa Rodrigo de Freias e a ocupação do entorno.

3 Responses to Eventos externos

  1. Conhecendo o blog de vcs……..pretendo voltar,achei bem interessante….Um abraço,Monique

  2. Virginia Palhano disse:

    Meninas,

    Vocês fizeram uma reportagem incrível sobre o evento!!!
    Gostei muito da crítica sobre as falhas no coforto ambiental e a sustentabilidade.

    O calor estava muito grande e eu mesma fui vítima do entra e sai de sala quente para sala gelada demais e acabei pegando um bela gripe “internacional”!!!

    Parabéns pelo trabalho!

    • ceciliaherzog disse:

      Olá Virgínia,

      A reflexão sobre a sustentabilidade ambiental (geração de resíduos sólidos, consumo de energia, conforto climático, acessibilidade entre outros) do Fórum Urbano, que recebeu 22.000 pessoas de todo o mundo, faz parte dos nossos objetivos de trabalhar por uma cidade melhor.

      O Rio vai receber vários eventos de porte além da Copa e Olimpíadas, como o Rio+20 em 2012, que vai reunir os chefes de Estado do planeta e trará um contingente de visitantes considerável. Sem contar que a vocação da cidade para receber conferências, congressos e feiras, que é importante para a sustentabilidade econômica e social.

      Os impactos desses eventos devem ser prevenidos e medidos. Com isso, os frequentadores, a cidade e o planeta irão se beneficiar.

      Vamos trabalhar para dar visibilidade às questões de sustentabilidade em todas as esferas.

      Contamos com pessoas interessadas como você para chegarmos a esses objetivos.

      Um abraço,
      Cecilia Herzog

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